Roteiro Reino Unido: Londres para quem gosta de palácios, castelos e Harry Potter

Chegamos a um dos principais destinos da nossa Eurotrip: Londres, a capital da Inglaterra. E já peço perdão, logo de cara, pela extensão deste post e, ao mesmo tempo, pela sua superficialidade. A cidade é tão cheia de possibilidades! Tem passeio para quem gosta de história, de arte, de modernidade, de agito, de tranquilidade… E assim por diante. É para ir e voltar outras vezes. Assim como não foi fácil escrever sobre tudo o que fizemos por lá, também foi um desafio selecionar o que iríamos ou não visitar nesta viagem. Eu e o Gian somos um casal, mas com interesses bem diferentes. Então você vai perceber que algumas atrações eram mais minhas, outras mais dele. Mas, seguimos.

E se você chegou direto neste post, deixa eu contextualizar você, caro leitor. O Roteiro Reino Unido é uma parte da Eurotrip que fiz em 2018 junto com o Gian para celebrar o término do nosso intercâmbio de oito meses em Dublin, na Irlanda. Ficamos exatos 35 passeando pelos países ao redor com uma malinha de bordo de 10 kg, cada. Antes de chegar em Londres passamos pela Escócia, onde conhecemos Edimburgo e fizemos uma excursão de um dia nas Terras Altas do país. Depois, entramos na Inglaterra e paramos em Liverpool, Manchester (com direito à visita ao Old Trafford) e Sheffield (para conhecer a Chatsworth House).

Quantos dias ficamos em Londres? Nosso roteiro na cidade!

Para combinar Palácios, Castelos e atrações relacionadas ao Harry Potter na mesma viagem é preciso disponibilizar mais do que um final de semana na cidade – e, mesmo assim, ficou aquela sensação odiosa de que tudo passou muito rápido, de que não vimos grande parte das coisas e que, enfim, não foi o suficiente. Gian e eu ficamos um total de quatro dias por lá e, de forma geral, eles foram divididos da seguinte forma (vou entrar no detalhe por dia e por atração mais para baixo. Então, fica comigo!):

  1. No primeiro dia, passeamos pela cidade. Visitamos a loja da M&M’s, assistimos a troca da Guarda da Rainha, entramos no Palácio de Buckingham, passeamos pelo Hyde Park, fotografamos o Palácio de Kensington, andamos até Notting Hill e passamos em frente ao número 22 da Baker Street, endereço de ninguém mais ninguém menos que Sherlock Holmes;
  2. Fomos até a estação de trem London King’s Cross para ver a parede da mágica plataforma 9 3/4 de onde parte o Expresso de Hogwarts e aproveitamos para pegar um trem trouxa para Leavesden para visitar o Warner Bros. Studio Tour London – The Making of Harry Potter.
  3. Foi dia de visitar as atrações de Londres com o desconto da National Rail. Visitamos a Tower of London, fotografamos a icônica Tower Bridge e demos uma volta na London Eye, aquela roda-gigante que é um dos cartões postais de Londres.
  4. Infelizmente, choveu muito nesse dia. Mas, deu para aproveitar. O Palácio de Westminster e o Big Ben não estavam abertos para visitação, mas conseguimos entrar em uma exposição sobre as mulheres e o parlamento que estava acontecendo e visitar uma das áreas do lugar. Aproveitamos para entrar também na The National Gallery.

Como chegar em Londres?

Não tem segredo para chegar em Londres, a capital da Inglaterra, do Reino Unido e uma das maiores cidades da Europa. Ela está servida de seis aeroportos – Heathrow, Gatwick, London CityLutonStansted e Southend – e inúmeras estações de trem e ônibus. Eu e o Gian, que já estávamos no país por conta da nossa Eurotrip, chegamos por lá pela segunda opção. Saímos da estação de trem Sheffield, e você pode conferir porquê neste post aqui, às 19h30 pela Northern e, 2 horas e 25 minutos depois, estávamos na London King’s Cross. De lá, pegamos um ônibus comum sentido o nosso Airbnb, nossa casa nos próximos quatro dias. Ah, importante sinalizar, para melhor entendimento deste relato, que ficamos na região de Kennington, considerada Zona 2. Por que isso é importante? Porque o valor a ser pago no transporte público londrino é calculado em cima da distância percorrida. Então tenha isso em mente no momento de escolher a sua acomodação na cidade.

E COMO SE LOCOMOVER?

E existem algumas formas de usar o transporte público em Londres. A mais famosa é pelo cartão chamado Oyster, uma espécie de Bilhete Único (se você for de São Paulo) ou RioCard (se você for do Rio de Janeiro) dos londrinos. Existe até uma versão própria para turistas. Mas, eu e o Gian não o compramos por algumas razões e vou explicá-las agora (e aí, caro leitxr, você coloca na balança o que compensa e o que não compensa para sua viagem):

  1. Nós pagamos os ônibus que pegamos com um cartão contactless, aquele de aproximação. Como fizemos um intercâmbio em Dublin, na Irlanda, nós temos contas em bancos europeus. O que isso quer dizer? Que para usar os cartões no Reino Unido – lembre-se, antes de Brexit – não pagamos a mais qualquer tipo de taxa ou imposto além da conversão para libras. Foi mais simples e mais prático para a gente.
  2. Reservamos um quarto em uma região mais próxima do centro de Londres. Claro, a cidade é gigantesca e algumas coisas eram mais longe que as outras. Mas, como já expliquei em alguns outros posts, eu e o Gian gostamos de andar. As chances de conhecer lugares novos ou se surpreender é sempre grande. E, é claro, nós já havíamos calculado todo esse tempo de deslocamento no nosso roteiro junto com o amado Google Maps.
  3. E, em nosso roteiro, dos quatro dias que ficaríamos ali em Londres, dois nós já não poderíamos usar um Oyster porque usaríamos outros tipos de transporte. No segundo dia, por exemplo, fomos para os estúdios do Harry Potter em outra cidade e teríamos que pegar um trem (comprado com antecedência pela internet para não dar nada errado). E no dia 3, para obter o desconto 2×1 da National Rail, precisaríamos ter em mãos o bilhete do transporte do dia para apresentar no guichê das bilheterias das atrações.

Dito isso, vamos entrar nos detalhes de todas as atrações da Terra da Rainha?

Dia 1

O primeiro dia de Londres corresponde ao sétimo dia da Eurotrip. Deixamos a acomodação e fomos à pé para a Zona 1 da cidade, que é a mais central. Passeamos ao lado do Rio Tâmisa e o cruzamos pela Ponte de Westminster (Westminster Bridge), onde já tivemos um vislumbre da torre do Big Ben em reforma e do Palácio de Westminster, a sede do Parlamento Britânico, que também estava com obras de revitalização. Seguimos sentido ao Palácio de Buckingham, a residência oficial da Rainha Elizabeth II, que entraríamos para visita. E… Mas, vamos com calma, né? E entrar no detalhe de cada uma das atrações que fizemos no dia.

A loja da M&M’s

Depois de um café da manhã perto da The National Gallery, seguimos nosso passeio até a Leicester Square, uma das principais praças de Londres desde 1670. É lá que fica a loja da M&M’s. Mas, Jeanine, isso é atração turística? Olha, é. Este estabelecimento é considerado uma das maiores lojas de doces do mundo, principalmente por causa da sua parede colorida repleta de chocolates – são mais de 100 tipos! – da marca que, só para ressaltar, é a minha favorita. Eu sou apaixonada por M&M’s de amendoim. Fora que você sai de lá – com chocolates, óbvio! – querendo todo e qualquer tipo de souvenir com a cara dos mascotes.

Quer conhecer mais lojas legais em Londres? Confira 5 lojas imperdíveis em Londres, no post da querida Patrícia, do Descobrir Viajando.

A troca da guarda

Para assistir a cerimônia da troca da guarda é preciso ter duas coisas em mente: em qual época do ano você vai visitar Londres e a sua predisposição para aglomerações. De agosto ao início de junho, você poderá presenciar o evento nas segundas, quartas, sextas e domingos. Nos meses de verão, entre o final de junho e julho, a troca acontece diariamente. Sempre às 11h. O pelotão sai do Palácio de St. James e caminha até o Palácio de Buckingham. Tudo leva cerca de 40 minutos e é, como você já entendeu pela palavra “aglomerações”, cheio. Muitos chegam antes do horário para pegar um bom lugar para assistir. Aí vai depender de você. A gente não quis “perder tempo” esperando ou assistindo a marcha inteira. Então, vimos uma parte perto do Palácio de St. James e seguimos.

Uma coisa que é importantíssimo dizer é: a Guarda da Rainha faz parte do exército britânico. Eles chamam atenção por conta do porte, da roupa e da história? Sim. Mas os guardas estão ali trabalhando. Parece surreal precisar falar isso, mas não os desrespeitem no exercício de suas funções. Embora pareça que não (pela paciência que eles demonstram), eles tem permissão para reagir. E aí, mio amore, não vai ser legal para você.

Como surgiu a troca da guarda?

A troca da Guarda da Rainha acontece há centenas de anos. A cerimônia teve início, para ser mais exata, em 1656. O que mudou, no decorrer do tempo foi o percurso, já que ele depende de onde o monarca atual reside. Até 1689 era no Palácio de Whitehall. Depois, a corte se mudou para o Palácio St. James. Por fim, em 1837, a Rainha Victoria escolheu viver no Palácio de Buckingham. E a atual soberana, Rainha Elizabeth II, continua vivendo lá.

Ah, e um bônus para você que está aqui comigo: quando vi os guardas passando, a única coisa que ficava na minha cabeça era: gente, mas qual a serventia desse chapéu gigante que parece tão pesado. Eis o que encontrei sobre o assunto: eles são feitos de pele de urso e podem chegar a 4 kg. Eles foram criados com o intuito de intimidar os adversários já que deixam os soldados maiores. E outro “benefício” é que, durante um confronto, geralmente mira-se na cabeça. E como os chapéus são altos, eles ajudam a salvar as vidas dos militares.

O Palácio de Buckingham

É a residência oficial da realeza britânica desde 1837, como falamos ali em cima. Mas, além de lar doce lar da Rainha Elizabeth II, o lugar é a sede administrativa da monarquia e usado para diversos eventos oficiais e recepções. Foi adquirida pelo Rei George III em 1761 para sua esposa, a Rainha Charlotte, com o objetivo de ser a Casa da Rainha, um lar longe do dia-a-dia da Coroa. De lá para cá, passou por inúmeras obras de reformas, revitalizações e ampliações. Foi George IV, junto com seu arquiteto, chamado John Nash, que fez as melhorias mais impactantes que fez a casa receber o status de palácio. As obras mais atuais datam entre 1911 a 1913, com a inauguração do Victoria Memorial (ou Memorial da Rainha Victoria), um monumento gigante com 2.300 toneladas de mármore branco disposto em frente do portão central do palácio.

É possível visitar o Palácio de Buckingham, mas não é permitido fotografá-lo. O que é uma pena, porque sua imponência e luxo não podem ser descritos aqui nem em um parágrafo e nem por mim. É aquela máxima de que uma foto vale mais do que mil palavras. E já que não tem imagem, vamos de informações importantes (lembrando que minha visita a Londres aconteceu em 2018, em um mundo pré-Covid 19):

Visitar o Palácio de Buckingham também requer paciência, porque é cheio. Como estudantes, pagamos cerca de £24 por pessoa. E, logo depois de adquirir os bilhetes, passamos por uma revista – tipo de aeroporto – para poder entrar. Na visita, percorremos os chamados The State Rooms, que são as salas disponíveis para o público. Entre os destaques estão: a Sala do Trono (The Throne Room), a Sala de Desenho Branca (The White Drawing Room), a Galeria de Retratos (The Picture Gallery), o Salão de Festas (The Ballroom) e os jardins. Este último sinaliza o fim do passeio e o único local onde fotos são permitidas.

Ah, e fique de olho na bandeira que fica no telhado do Palácio de Buckingham. Dá para saber se a Rainha Elizabeth II está ou não “em casa”. Se você ver a bandeira do Reino Unido quer dizer que não. Se for o Estandarte Real, ela está.

Hyde Park, Palácio de Kensington e arco de Wellington

Depois que saímos do Palácio de Buckingham, fomos sentido ao Palácio de Kensington, que é a residência oficial dos herdeiros da Coroa. Para isso, atravessamos o Hyde Park, entrando por baixo do Arco de Wellington. Vale ressaltar aqui que é possível visitar o Palácio de Kensington também, mas nós queríamos aproveitar mais da cidade. Para não dizer que não entramos, fomos até a cafeteria que fica na lateral do palácio e tomamos um espresso por ali. Hahahahaha.

Hyde Park

O Hyde Park tem uma história interessante. Ele era muito maior e pertencia aos monges da Abadia de Westminster. Mas, por volta de 1536, o terreno foi confiscado pelo Rei Henrique VIII para criação de uma área de caça, já que viviam ali veados, javalis e touros selvagens. Ele gostava tanto do “esporte” que até represou um riacho para que os cervos pudessem beber água. Outros monarcas também fizeram melhorias no parque que liga Buckingham a Kensington. Hoje, o Hyde Park conta com memoriais (em homenagem ao Príncipe Albert e à Princesa Diana), restaurantes, um jardim de rosas… Ah, e recebe grandes eventos como shows! Isso sem contar a quantidade de londrinos que vão lá se exercitar. É enorme!

Arco de Wellington

Foi construído entre 1825 e 1827 para ser a entrada principal do Palácio de Buckingham. É bem pertinho da casa da Rainha mesmo. Ele leva o nome do Duque de Wellington, responsável pela derrota de Napoleão Bonaparte. Outro motivo para uma parada para foto – ou até para visitar o interior, que conta com uma exposição sobre a batalha de Waterloo – é que em cima do monumento tem a maior escultura de bronze da Europa. Ela se chama A Quadriga, que é o nome de um veículo puxado por quatro cavalos.

Eu e o Arco de Wellington

Palácio de Kensington

Não é de hoje que o Palácio de Kensington é a casa dos herdeiros da realeza. Ele tem essa “função” há mais de 300 anos, já que foi ali que a Rainha Victoria cresceu e viveu antes de se mudar para o Palácio de Buckingham. Ela é tão importante para esta residência em si que há um gigante monumento em sua homenagem na frente da casa. O mais legal? Foi feito pela sua própria filha, a Princesa Louise. Especial, né?

Um lugar chamado Notting Hill

Eu já falei sobre Notting Hill no #TuristandoNaQuarentena. Sim, o único motivo para eu ter desbancado até lá – e a pé! – foi tirar uma foto sentadinha na frente da loja The Notting Hill Bookshop, que foi inspirada na loja  The Travel Bookshop do filme Um lugar chamado Notting Hill (1999) estrelado por Julia Roberts e Hugh Grant. Podem me julgar, eu sei. Mas que foi emocionante, foi. Fora isso, o bairro é um charme que só. Vale muito a visita.

Hehehehe

Elementar, meu caro Watson

Saímos de Notting Hill e do gênero da comédia romântica para nos enveredarmos pelos livros e filmes de ação, crime e suspense. Estamos falando de Sherlock Holmes, se não ficou claro no subtítulo. Hahahaha. Você conhece a história deste detetive criado pelo escritor Sir Arthur Conan Doyle que mora no 221B da Baker Street? Se não conhece, recomendo fortemente uma visita ao museu que fica neste mesmíssimo endereço. Ah, e perto dali – na 4 Marylebone Road – tem uma estátua do herói literário. Sério, é muito incrível!

Abadia de Westminster

Já no final do dia, no caminho de volta para o Airbnb, passamos pela Abadia de Westminster. Toda vez que eu penso nela eu penso no casamento do Príncipe William e da Kate Middleton, o Duque e a Duquesa de Cambridge. É tão importante para a história e para a cultura britânica que é considerada um Patrimônio Cultural da UNESCO. Por fora ela já chama atenção, imagina por dentro! Nós não conseguimos entrar – eu quero morrer quando eu penso nisso! – porque os horários de visitação são bem limitados. No “inverno”, ela fica aberta até às 15h30. E nós estávamos do outro lado da cidade neste horário. Enfim, fica aqui a promessa pública de um retorno em breve! E não faça como eu aqui, dê prioridade para esta catedral neogótica na sua visita a Londres.

Infelizmente, já estava bem escuro quando passamos por ali

Dia 2

O segundo dia em Londres – ou oitavo dia da Eurotrip – foi totalmente dedicado ao mundo mágico de Harry Potter. Tanto eu quanto o Gian somos fãs da saga, então foi muito natural encaixar atrações relacionadas ao mundo bruxo em nosso roteiro no Reino Unido. Já demos uma pincelada sobre como foi visitar os Warner Bros. Studio Tour London – The Making of Harry Potter no post do #TuristandoNaQuarentena, mas não custa repetir, não é mesmo? Se você é um potterhead, esse é o seu rolê!

ALWAYS!

Como chegar?

O Warner Bros. Studio Tour London são os estúdios onde foram gravados, por mais de 10 anos, os filmes da saga de Harry Potter. Eles ficam em Leavesden a cerca de 20 minutos de trem partindo de Londres. A estação mais próxima é Watford Junction e de lá é possível pegar – a cada 20 minutos – um shuttle bus até o lugar (custa cerca de 3 libras, ida e volta). Mas, atenção! É preciso apresentar o ticket para o motorista no momento do embarque. Por isso, compre o seu bilhete com antecedência!

Nós fomos de manhãzinha – e a pé! – para a London King’s Cross. Lá, pegamos a fila para tirar foto com o cachecol das casas de Hogwarts na “parede” da plataforma 9 3/4 – uma intervenção da loja de produtos da saga que fica dentro da estação. Então, você só encontra essa possibilidade em horários comerciais. Depois de dar “só uma olhadinha” no estabelecimento, seguimos para a plataforma para pegar o trem sentido os estúdios.

Os estúdios

O passeio pelos estúdios revela os segredos por trás das câmeras, edições e efeitos especiais em cada um dos oito filmes da saga. Dessa forma, o mundo mágico de Harry Potter acaba perdendo – um tiquinho só – a sua magia. Algumas das “manobras” que eu lembro: a capa da invisibilidade, por exemplo, é na verdade um tecido chroma key. A grandiosidade física de Hagrid acontece graças a um jogo de câmeras (além do tamanho do ator). O expecto patronum, a magia que os bruxos conjuram contra os dementadores, é feito com luzes fortíssimas. 

Além desses efeitos da indústria cinematográfica, a gente vê de perto os vestuários, objetos e cenários criados para as filmagens ao longo dos anos. É impressionante ver a riqueza de detalhes e todo o trabalho por trás para fazer as produções acontecerem. Entrar – finalmente! – no Expresso de Hogwarts foi um dos pontos altos. Também foi incrível passar na frente da estátua de gárgula que fecha a entrada da sala de Dumbledore na escola. Ah, e o Beco Diagonal? Tá, gente, parei, vocês já entenderam, hahahaha.

Eventos especiais

Vale ressaltar: o Warner Bros. Studio Tour London – The Making of Harry Potter não está sempre igual. Eles possuem “eventos especiais” que tem data de início e fim. Quando for planejar a sua visita, vale dar uma olhada no site oficial para ver o que estará em destaque. Quando fomos, por exemplo, os estúdios estavam celebrando “Harry Potter e o Cálice de Fogo”, filme em que Hogwarts recebeu o Torneio Tribuxo. Então, na exposição, artefatos e figurinos relacionados a esta obra estavam em destaque. Teve até uma demonstração de como o nome do Harry saiu do cálice no momento da escolha dos campeões. Foi tão legal!

informações importantes

Ao comprar o seu ingresso com antecedência você vai ver que precisará escolher um horário de visitação. Isso é necessário porque no início existe uma apresentação do tour em um lugar parecido com um cinema. Um funcionário recebe todo mundo, acomoda e, quando todos estão sentados, passa um vídeo sobre os estúdios para dar aquela ambientada. Depois dali, é você por você mesmo. Existem placas explicativas, televisões com depoimentos de diretores, atores e equipe. Nós saímos de lá no final da tarde, ou seja, realmente ficamos o dia inteirinho olhando peça por peça, item por item.

No percurso tem algumas lojinhas temáticas e se você gostou MUITO de alguma coisa aproveita e já compra, porque eles tem esse lance de exclusividade e pode ser que você não encontre a peça desejada na loja do final do passeio. Outra coisa que é bom destacar é que tem lugar para comer por lá. Não é “Meu Deus, quanta variedade!”, mas dá para se virar bem. Eu e o Gian tomamos uma cerveja amanteigada e um sorvete lá dentro dos estúdios e terminamos o passeio tomando um café na entrada/saída da atração.

Dia 3

Já mencionei lá em cima que o terceiro dia de Londres foi o dia que escolhemos para usar os descontos da National Rail. Agora, vou explicar para você como ele funciona. Basta escolher no site Days Out Guide qual atração ou quais atrações você vai conhecer no dia, fazer o download dos vouchers (e imprimir), ir de trem (de National Rail) e apresentar a passagem na bilheteria. Pronto, você adquire dois ingressos pelo preço de um. Só não esqueça que o bilhete do trem tem que ser do dia da sua visita. Outra coisa que é legal ressaltar: você encontra essa promoção em outras cidades do Reino Unido como Liverpool e Manchester.

Tower of London

Uma fortaleza. Um castelo. Um palácio. Uma prisão. Ninguém sabe ao certo como definir a Tower of London. “Construída” em 1070 por Guilherme, O Conquistador, ela possui quase 1.000 anos de existência e resistência. E o verbo ficou entre aspas porque, assim como diferentes construções que visitamos ao longo da nossa viagem, a Tower of London também passou por inúmeras reformas, reformulações e ampliações. Cada monarca deixou sua contribuição, sua assinatura. Algumas cruéis, outras nem tanto. Hoje, além de serem a casa dos Yeoman Warders (que falaremos a seguir), o lugar protege as Joias da Coroa e recebe mais de três milhões de visitantes por ano. E, sério, não deixe de colocá-la no seu roteiro. Foi, sem dúvidas, um dos pontos altos!

Oi, essa é a Tower of London, nem parece que tá no “meio” de uma grande cidade, né? A parte verde é onde seria o fosso

Tour inicial

Na bilheteria, a atendente nos deu o horário do “tour” que aconteceria em breve com um Yeoman Warder e falou que se quiséssemos participar era só esperar no gramado externo da fortaleza. E foi isso que fizemos (o valor já está incluso no bilhete). Os Yeoman Warders são os guardas da Tower of London, facilmente identificáveis pelas roupas especiais que usam. Conhecidos historicamente como Beefeaters (que seria uma alusão à quantidade de carne – beef – que eles podiam comer da mesa do Rei já que eram a guarda real), eles levam a gente para uma volta no castelo. No caminho vão contando os principais acontecimentos dos mais de mil anos de história da fortificação. E tem de tudo: intrigas, prisões, execuções, torturas… Da mesma forma que é legal (o passeio), é rápido. Depois eles saem de cena e nos deixam andando e conhecendo a fortaleza por nós mesmos.

O Yeoman Warder que acompanhou a gente

História

A Tower of London começou a ser construída em 1070 por Guilherme, o Conquistador. Seu objetivo era assegurar a sua vitória e colocar medo em seus inimigos. Por isso, a Torre de Londres, como é chamada em português, deveria dominar o horizonte da cidade. Não foi à toa que – a White Tower, como é conhecida hoje – demorou mais de 20 anos para ser erguida (com pedras vindas da França). Ela continua lá, bem no centro – ou coração – da fortificação. Isso porque os sucessores de Guilherme não pararam nela. Foram centenas de anos de expansão e ampliação e muralhas e paredes e torres e fosso até a Tower of London ficar do jeitinho que ela é hoje.

A White Tower

Uma coisa para ter em mente é: embora a Tower of London tenha tido um status real, ela foi muito mais associada a prisões e torturas do que uma residência ou palácio. A Torre era o destino de todo mundo que agia – de alguma forma – contra a Coroa. A gente viu várias referências a ela na Escócia e na Irlanda, onde fizemos o nosso intercâmbio. Principalmente porque esses países foram ocupados pelos ingleses em alguma momento da história. “Send him to the Tower!”, algo como “Mande-o para a Torre!” era motivo de desespero. E não pense que é algo de um passado distante. No século XX, por exemplo, espiões alemães chegaram a ser fuzilados lá.

Atrações da Tower of London

São muitas! Na White Tower existe uma exposição permanente de armaduras, incluindo algumas pertencentes a reis como Henrique VIII, Carlos I e Jaime II. No último andar tem um bloco de carrasco e um machado que, reza a lenda, foram usados na última decapitação pública promovida pelo castelo em 1747. No porão, há boatos que foram torturados e interrogados prisioneiros como Guy Fawkes (já assistiu V de Vingança?).

É na Tower of London que você visita – e não fotografa – as inacreditáveis Joias da Coroa. Elas estão protegidas ali desde 1600. O grande destaque são, é claro, as Joias da Coroação, usados pela última vez pela Rainha Elizabeth II em 1953.

A visita à Capela é guiada por um guarda. Não pode fotografar. Lá dentro estão sepultados alguns dos prisioneiros mais famosos da Tower of London como as rainhas: Anne Boleyn, Catherine Howard e Jane Gray. Todas foram executadas na Tower Green (que não eram vistas pelo público). Sabe o que é mais curioso? É que as três foram esposas do mesmo rei, o temido Henrique VIII. Motivo das execuções? Adultérios e traição, respectivamente. Todas foram enterradas sem a cabeça e sem qualquer pompa.

No Palácio Medieval, construído no século XIII por Henrique III e seu filho, Eduardo I, a gente tem uma noção sobre a realeza da época. Era ali que ficavam acomodados os reis e as rainhas que visitavam a fortaleza. Sim, visitavam. Todos eles ficavam na Tower of London por períodos curtos de tempo. Também, imagina a energia do lugar? O próprio Traitor’s Gate (portão do traidor) foi construído por Eduardo I. Ele fica acima do nível da água, embaixo do palácio, e era aberto para a entrada dos barcos que traziam os prisioneiros.

A The Bloodier Tower leva esse nome porque ela merece (ó meu julgamento!), já que foi cenário de assassinatos e crimes que, até hoje, não tem solução. Um exemplo é durante a Guerra das Rosas, quando Henrique VI foi assassinado dentro dela. Em 1483, os filhos de Eduardo IV desapareceram lá dentro e foram chamados de Príncipes da Torre. Em 1674, seus prováveis esqueletos foram encontrados. É? Não é? Ninguém sabe.

Já na Lower Wakefield Tower você encontrará uma exibição sobre os métodos de tortura usados na Tower of London bem como réplicas de instrumentos utilizados nesses momentos contra os prisioneiros. Na Beauchamp Tower, por sua vez, andamos pelos cárceres. Era ali que eram mantidos presos todos que iam para a Torre. O que chama atenção ali são os “grafites” nas paredes, feitos por aqueles que foram encarcerados ali.

Quer mais, @? Tem mais! No The Fusilier Museum, por exemplo, você encontra a história da infantaria britânica. E em todo o castelo você pode ver algumas esculturas de animais. Sabe por quê? Porque por mais de 600 anos bichos selvagens e exóticos viveram no castelo! Eu estou falando de elefantes, leões, tigres, zebras, macacos, cangurus… Eu estou falando de urso polar, minha gente (tem até foto dele caçando no Rio Tâmisa)! O rei ganhava esses animais e eles eram, de certa forma, símbolos de poder para a Coroa e entretenimento para a Corte. O Royal Menagerie foi considerado o primeiro zoológico de Londres e funcionou entre 1200 e 1835.

The Fusilier Museum

Os corvos

Mas, Jeanine, precisa de um tópico só para falar dos corvos da Tower of London? Meu caro leitor, sim, é necessário. Os pássaros são mais do que atração turística! Existe uma lenda no castelo que diz que se os animais deixarem a torre, tanto ela quanto o reino irão cair. E para a fortaleza e o reinado continuarem firme e forte, existem sete corvos – Jubilee, Harris, Gripp, Rocky, Erin, Poppy e Merlina – vivendo lá. A história pede só seis, mas eles deixam um sobressalente hahahahaha. E não para por aqui. Um dos Yeoman Warder é, inclusive, um Ravenmaster (Mestre dos Corvos, em uma tradução literal). Viu como é sério?

Achamos um deles por lá!

Tower Bridge

Do lado da Tower of London fica a Tower Bridge, um dos principais cartões-postais de Londres. Das muralhas da própria torre foi possível tirar inúmeras fotografias da icônica ponte que corta o Rio Tâmisa. Embora ela também faça parte do Days Out Guide da National Rail, ou seja, havia a possibilidade do desconto 2×1, eu e o Gian não fizemos a visitação. E claro que vou explicar o porquê. Porque embora eu estivesse com vontade de ter a visão de dentro dela – da sua plataforma transparente – eu não me interessei pelo assunto da exposição. E time is money. E quando o dinheiro é a libra, caro leitor, a gente fica ainda mais prudente com as escolhas. Não é não?

Mas, para você que chegou até aqui e tem vontade de saber mais sobre a Tower Bridge, eu vou ajudar. Inaugurada em 1894, trata-se de uma ponte levadiça acionada por máquinas à vapor. Ela demorou oito anos para ser construída e ligar uma margem do rio à outra. Seu sistema passou a ser elétrico apenas em 1976. Ainda é possível vê-la em funcionamento. No site da atração dá para consultar os dias e os horários para ver a mágica acontecer. E ela apareceu no filme do Homem-Aranha, lembra? Tem post disso no #TuristandoNaQuarentena.

London Eye

Pegamos o metrô e voltamos para outra atração que tinha desconto com o bilhete da National Rail: a London Eye. Confesso que a vontade de andar nesta roda-gigante era mais do Gian do que minha, mas eu o acompanhei. Confesso também que eu não gostei da experiência, mas as pessoas ao meu redor estavam super empolgadas com o passeio. Foi bom ter ido? Claro! Eu posso falar – e escrever para você aqui – que eu andei da London Eye. Iria de novo? Não. E isso diz muito mais sobre mim do que sobre a atração, caro leitor. De qualquer forma vou tentar explicar e os meus prós e os meus contras:

Prós

A London Eye possui 135 metros de altura e está localizada em uma posição muito estratégica: bem ao lado do Rio Tâmisa. É inegável que a vista lá de cima é espetacular, ainda mais em um fim de tarde. Até fomos agraciados com uns raios de sol na golden hour. Pudemos ver diversas atrações turísticas lá de cima, com destaque para o Palácio de Westminster (o Parlamento Britânico) e seu Big Ben. Não é à toa que é a atração paga mais popular do Reino Unido. E é inegável que – desde 2000 – a London Eye mudou o horizonte da cidade (dá para vê-la de diferentes pontos). À noite, por exemplo, ela fica iluminada e lindíssima.

Contras

Lembre-se que eu visitei Londres em 2018, uma época pré-Covid. Então, achei muita gente para pouco espaço dentro da “cabine”. Não me entenda errado, ela é grande e até possui uma espécie de banco no centro. Mas, mesmo assim, eu me senti apertada. Grande parte das pessoas ficaram em uma espécie de dança das cadeiras: se alguém levantava para tirar uma foto, outro sentava. O lugar nem chegava a esfriar. Hahahahaha. Fora que o ângulo do Parlamento é o mais concorrido e, se as pessoas não estavam disputando um lugar para sentar, elas estavam se acotovelando para fotos perto do vidro.

Talvez eu tenha ficado incomodada também pelo simples fato de que dar uma volta na London Eye não é um passeio rápido. Foi cerca de uma hora a volta completa, fora o tempo de espera na fila. E eu entendo! O negócio não é uma montanha-russa! Hahahaha. Mas, em determinado momento, minha pressão abaixou (ela já é baixa!). Então fiquei lá disputando um lugar no banquinho e tentando fazer o mal-estar passar. Logo, a minha percepção de tempo – e da experiência – foi distorcida. Dá uma chance para ela!

CENTRINHO NERVOSO DE lONDRES

Eu já falei sobre a Leicester Square, a praça onde fica a loja da M&M’s. Passamos por ela inúmeras vezes durante os nossos quatro dias em Londres (praça e loja, que fique claro, hahahaha). Na região tem também vários restaurantes e lanchonetes, logo está sempre bastante movimentado. Amo o ir e vir das pessoas em seus afazeres diários. Chamamos isto por aqui de centrinho nervoso. Depois de sairmos da London Eye, decidimos aproveitar este cenário vibrante que só uma grande metrópole pode oferecer. Andamos por ali e fomos também para a Oxford Street e para a Regent’s Street. Mas, só olhamos mesmo. Lembrem-se: estávamos em uma Eurotrip de 35 dias carregando apenas uma (cada um!) malinha de bordo de 10 kg.

Dia 4

O último dia de Londres estava chuvoso. Ouso dizer que estava tipicamente inglês. Tudo estava cinza – incluindo o meu humor. Por isso nós priorizamos os passeios com cobertura, para minimizar o frio e a umidade das ruas. E foi bem melhor do que poderíamos prever! Até porque deveríamos voltar logo para o Airbnb para arrumar as malas e lavar algumas roupas, já que seguiríamos com a nossa Eurotrip bem cedinho no dia seguinte.

Palácio de Westminster

Existem duas formas de visitar o Palácio de Westminster: aos sábados e durante as férias dos parlamentares (verão europeu). Nós não estávamos em Londres em nenhuma dessas duas condições. Por isso, resolvemos apenas circundar o prédio para algumas fotos e seguir adiante. E não é que quando chegamos perto percebemos que estava tendo uma exposição dentro do Parlamento Britânico? E não é só isso. Uma exposição gratuita. Era só entrar (depois de passar por uma revista digna de aeroporto). E fizemos isso. É claro!

Pensa na animação?

A exposição

Ai o dia melhorou infinitamente! Eu já estava animada pela possibilidade de poder entrar no Parlamento. Tão animada que eu provavelmente veria qualquer coisa que colocassem lá dentro só pela chance de entrar no lugar. Mas quando vi que a exposição que estava acontecendo tinha temática feminista, eu quase ajoelhei e agradeci aos céus. É como se o universo conspirasse para casar em 2018 prédios cheios de histórias com mostras do meu interesse. Foi assim em Manchester, quando vi Women Who Shaped Manchester (Mulheres que Moldaram Manchester) na lindíssima John Rylands Library. E foi assim em Londres, ao ver Women’s Place in Parliament (Lugar das Mulheres no Parlamento), no histórico Palácio de Westminster. Nos dois dias, curiosamente, estava chovendo bastante. Mas, terminada as divagações, continuemos.

A ideia de exposição era mostrar como as mulheres fizeram para terem suas vozes ouvidas no Parlamento. A mostra não mostrou apenas a luta sufragista pelo voto, mas contou as histórias – com nome e sobrenome – daquelas que lutaram bravamente pela conquista dos seus direitos. Achei lindíssimo!

Westminster Hall

A exposição Women’s Place in Parliament era dentro do chamado Westminster Hall, uma das poucas áreas do palácio que sobreviveu a um grande incêndio que aconteceu 1834. Ele foi construído em 1097 e sua preservação – e grandiosidade – é digna de ressalva. O salão teve diferentes serventias ao longo dos anos, até porque o Palácio de Westminster, antes de ser o Parlamento – função “assumida” em 1534 – era uma residência real. Aconteceram ali diferentes tipos de cerimônias de estado, funerais, banquetes e julgamentos. Reza a lenda que a rainha Ana Bolena, o Rei Carlos I e o herói escocês William Wallace foram algumas das personalidades julgadas por ali.

St. Stephen’s Hall

Depois de percorrer a exposição, fomos chamados para um tour que aconteceria em instantes. Uma possibilidade de ver ainda mais do Parlamento? Onde eu assino? É claro que ficamos ali aguardando. Um funcionário do palácio se aproximou e nos levou para o St. Stephen’s Hall, um imenso corredor cheio de obras de arte reconstruído após o incêndio que devastou o palácio em 1834. Sabíamos que não se tratava de um tour tradicional, porque não era sábado, não estávamos nas férias parlamentares e, é claro, porque não havíamos pago um tostão até o momento. Mas foi super legal e nos possibilitou um vislumbre de tudo aquilo que não estávamos tendo acesso. O guia parava na frente de cada quadro e escultura do St. Stephen’s Hall e nos dava uma aula sobre o período histórico e o que acontecia no Reino Unido naquele tempo-espaço.

E foi muito legal saber também que o St. Stephen’s Hall era, antes da destruição do fogo, a Câmera dos Comuns. Ele é comprido como um corredor. No final dele chegamos no chamado Central Lobby. É a sala onde se encontram as casas parlamentares. A gente não pode entrar, só olhar pela porta. À direita – de onde estávamos – era a Câmera dos Lordes. E à esquerda, a atual Câmera dos Comuns. Não eram permitidas fotografias, mas só de saber que deu para dar uma espiadinha, já saímos de lá com o coração mais quentinho.

Sobre o Palácio de Westminster

O Palácio de Westminster foi construído na Idade Média, mas um grande incêndio – como já falamos – o destruiu quase em sua totalidade. Ele foi reconstruído ao redor do Westminster Hall e inaugurado, do jeitinho que está hoje, em 1870. Seu visual gótico vitoriano, por sinal, foi escolhido em um concurso público, vencido pelo arquiteto Charles Barry. Ao todo, são 1.200 quartos, 11 pátios e 3,5 quilômetros de corredores no palácio, isso sem falar a emblemática torre do Big Ben (que também estava fechado, mas para obras de revitalização). E, embora eu não tenha tido a oportunidade nem de vê-lo por causa dos tapumes, vale ressaltar aqui que o Big Ben não é o relógio da torre do Parlamento, é o sino de 14 toneladas que fica ali dentro. Tá bom? Então tá bom.

The National Gallery

A chuva continuava em cima de nossas cabecinhas. Mas o meu humor – e consequentemente, do Gian – já tinha melhorado e muito após o Parlamento. Logo, decidimos visitar a The National Gallery, uma galeria de arte fundada em 1824 com uma coleção com mais de 2.300 pinturas. Sim, somente pinturas. Você não vai encontrar itens de decoração ou esculturas por lá. Ela é considerada ainda a maior pinacoteca do Reino Unido e o seu acesso é gratuito. Em sua exposição permanente conta com obras de Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Boticelli, Caravaggio, Rembrandt, Vermeer, Cézanne, Monet e Van Gogh.

Confesso que eu gostaria – e muito! – de entender mais sobre História da Arte e seus grandes nomes. Eu consigo reconhecer alguns artistas e as obras, e dependendo do assunto, até o movimento artístico. E é isso. Logo, não tenho a presunção de colocar aqui o que você precisa ver ou o que você não pode perder. Recomendo acessar o site da The National Gallery para descobrir os destaques da sua coleção, que pasmem, não pertence à família real (não sei porque diabos eu achava que tinha alguma coisa a ver, mas não tem!). Dois terços do acervo da galeria foram doados pela iniciativa privada e o restante adquirido com dinheiro público. Interessante, né?

Eu tenho uma foto mais pertinho das obras de Van Gogh porque fiquei na aglomeração esperando. Mas escolhi essa para colocar aqui para mostrar que é cheio! Hahaha

A única ressalva – ou destaque – que farei aqui são Os Girassois, de Van Gogh. Como um dos próximos destinos da Eurotrip era Amsterdã, e lá tem um museu dedicado ao pintor holandês, acabei estudando um pouquinho mais sobre sua vida e obra. Então ter tido a possibilidade de ver seu quadro já em Londres me foi muito especial. Até escrevi sobre o artista para o #TuristandoNaQuarentena. Se tiver curiosidade, está aí o link.


Foi assim que terminamos os nossos quatro dias em Londres. Eles foram também os dias 7, 8, 9 e 10 da nossa Eurotrip (para você não se perder! Hahahaha). Ainda tem mais 25 dias. O próximo destino? Imagina uma fã de Jane Austen na InglaterraHahahaha. É Bath! A escritora morou na cidade durante alguns anos e é lá que fica o Jane Austen Center.

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