Roteiro Reino Unido: excursão para o misterioso Stonehenge, na Inglaterra

O mais fascinante do Stonehenge , na Inglaterra, não é somente sua construção, que os pesquisadores acreditam ter acontecido em estágios entre os anos de 3.000 e 1.500 a.C., período que estudamos como Neolítico e Era do Bronze. Mas também os segredos e mistérios que envolvem sua existência. Um templo? Um monumento? Um cemitério? Coisa de alien? Quem sabe? Apesar da ciência conseguir prever das datas até a origem das pedras, o grande motivo por trás continua pura especulação. Você tem algum palpite? Porque eu sei que nada sei. Na verdade, sei que fui, vi e fotografei, e vou compartilhar com você como foi. Bem-vindx ao dia 12 da nossa Eurotrip!

Lembrando que a Eurotrip é uma viagem que eu e o Gian fizemos em 2018 para celebrar a conclusão do nosso intercâmbio em Dublin, na Irlanda. Antes de chegar ao círculo de pedras mais famoso do mundo – ou da galáxia, quem sabe? – passamos pela Escócia, onde conhecemos Edimburgo e fizemos uma excursão de 1 dia para as Terras Altas do país, e entramos na Inglaterra, onde visitamos Liverpool, Manchester (com direito a Old Trafford), Sheffield, Londres e Bath. Já têm posts desses 11 dias aqui no Voyajando.com. No total, foram 35!

Como chegar em Stonehenge?

Como expliquei no post de Bath, eu e o Gian chegamos na cidade de manhãzinha para aproveitá-la ao máximo porque, no dia seguinte, iríamos para o Stonehenge e seguiríamos viagem para Cardiff, a capital do País de Gales, à tarde. No site da atração é possível ver todas as formas de se chegar até lá. Dá para ir de carro (tem estacionamento no lugar), ônibus, trem e por meio de excursões. Nós optamos pela última opção. Principalmente porque faríamos check out do nosso Airbnb e estaríamos com as nossas – sempre elas! – malinhas de bordo.

E encontramos nossa solução na internet mesmo. A agência Scarper Tours faz excursões diárias para Stonehenge a partir de Bath. Elas tem duração de quatro horas (das 9h30 às 14h) contando a viagem de ida e volta. E, acredite, é o suficiente! Nesse período você consegue dar a volta nas pedras – escutando o seu áudio-guia – e entrar no museu que tem lá no Visitor Centre (Centro de Visitantes). Nós compramos os bilhetes pelo site da empresa e já estava incluso no valor – pagamos 40 libras, nós dois – os ingressos do monumento. Ah, e eu mandei um e-mail para a empresa e eles me confirmaram que era possível levar a bagagem comigo.

Visitando Stonehenge

Saímos de Bath na van roxa da Scarper Tours e demoramos cerca de 1 hora para chegar no Visitor Centre de Stonehenge. De lá, pegamos um ônibus shuttle (vai e volta) para as pedras (o valor já está incluso no seu bilhete). Se você quiser, pode fazer o caminho a pé e já ir vendo alguns vestígios da civilização pré-histórica que viveu ali. O cenário é, realmente, incrível. Mas, a gente pegou o busão mesmo porque “só” teríamos duas horas de passeio (e parecia meio longe, hahahaha).

Confesso que eu sempre quis ver Stonehenge de perto. Não por curiosidade sobre sua origem ou por ele ser um Patrimônio Mundial da UNESCO, mas porque durante anos ele foi o papel de parede da área de trabalho do Windows 95 que a gente tinha lá em casa. Eu olhava a foto dele e a do Deserto do Saara, por exemplo, e considerava lugares inalcançáveis. Coisa de outro mundo. Eis que eu cheguei lá pertinho. Quer dizer, “pertinho” com aspas. Porque o mais perto que você pode chegar. em uma visita tradicional, é 30 metros. Existem umas barreiras físicas – tipo cerquinha – limitando o caminho.

De onve veio? Para onde vai? O que é?

Eu sei, terráqueo. Depois da invenção do Google é estranho pensar que alguma coisa neste mundo não tem resposta. E no caso de Stonehenge, continua. No começo do tour, feito com o auxílio do áudio-guia, eu fiquei na expectativa. A cada passo “ao redor” do ciclo de pedra, havia uma explicação, um adendo, um estudo em andamento, uma possibilidade. Então achei que no fim viria uma resposta. Mas, leitor, Stonehenge continua um MISTÉRIO. E peço perdão por despejar este balde de água fria em você caso tenha chegado aqui querendo respostas. Existe um “a maioria dos estudiosos acreditam que”, mas não é unanimidade. Tipo, a terra é uma bola azul que flutua no espaço.

Eu já adiantei o assunto no post do #TuristandoNaQuarentena do filme Thor: O Mundo Sombrio. Além de ser o monumento pré-histórico mais famoso do mundo, Stonehenge é considerado, ao se levar em conta as ferramentas e instrumentos existentes na época, uma obra de arte da Engenharia (com E maiúsculo mesmo). Estudos arqueológicos mostram que algumas pedras que – pesam toneladas e – formam o monumento são provenientes da região que hoje é o País de Gales, localizado a mais de 200 km dali. Os pesquisadores acreditam que este deslocamento tenha sido feito por água (em canoas improvisadas) e por terra, por meio de uma espécie de trenó construído com troncos de árvores e puxado por homens. Aí eu lembro que eu não quis caminhar entre o Visitor Centre e as pedras e me sinto o quê? Uma filha do século XXI. Mas, seguimos.

Para ver o quão “perto” você chega: consegue ver uma galera lá atrás?

E não é só isso. Para erguer essas pedras, que pesam de 5 a 50 toneladas, foram necessárias estruturas de madeira (plataformas, vigas e alavancas) e muita força braçal. Não é a toa que foram necessários aproximadamente 2.000 anos para concluir Stonehenge. Embora o círculo de pedras seja o ponto alto do local, outras construções no terreno indicam que ali poderia ser, muito provavelmente, um destino sagrado. Mas esta é apenas uma das teorias.

Teorias?

Tem tanta teoria acerca de Stonehenge que a cabeça sai de lá milhão – e volta a ficar quando você decide escrever sobre sua visita ao monumento. Já que não tem resposta definitiva, tudo pode fazer sentido. Por isso, a partir desde momento, devo dizer que este post ficará confuso. Eu juro que li, reli e li mais uma vez para ver se as coisas clareavam. Acredito que não deu muito certo. Por isso, muito obrigada a você que chegou até aqui. Neste capítulo do Roteiro Reino Unido já está escrito onde eu fui, como cheguei, o quanto eu paguei e do que se trata. A partir deste ponto, é um adendo. Uma tentativa de clarear para mim e para você, leitor, o que é Stonehenge. Apenas com informações do site oficial. Se tem coragem, vem comigo! Hahahahaha (eu não iria).

Pois bem, a teoria mais bem aceita é que Stonehenge era um templo pré-histórico relacionado aos movimentos do sol. Porém, há estudos que tentam provar que: 1) as pedras era um local de coroação de reis dinamarqueses; 2) um templo druida; 3) um grande “computador” astronômico que conseguia prever eclipses e eventos solares; 4) um local para adoração dos ancestrais; e 5) um centro para culto e curas. E tem a galera dos alienígenas, mas não achei no site… Neste post falarei sobre a principal. Vamos lá?

Ah, o Sol!

Uma coisa que se sabe é que todo o Stonehenge foi moldado pelo Sol. Quer dizer, pelos humanos em função dele. Isso mesmo! Suas pedras foram dispostas de forma a estarem alinhadas ao Grande Astro. Há evidências que comprovam isso, mas eu não tenho capacidade de explicar. Você só precisa saber que tanto no verão quanto no inverno existiam pedras no círculo (verbo no passado, porque algumas caíram em algum momento de seus milhares de anos) que emolduravam a estrela. Não é à toa que os solstícios (sol, sol em latim + sistere, ficar parado) são datas importantíssimas, até hoje, no local. Os astrólogos piram!

Por falar em sol, ele estava bem fajuto neste dia. Ô vento frio! (Ah, e aqui é o “mais perto” que você chega tradicionalmente)

Ah, então o pessoal que construiu Stonehenge era místico? Não. Quer dizer, não necessariamente. Quem saberá, não é mesmo? Estudos mostram que eles eram fazendeiros e pastores. Ou seja, as mudanças das estações – logo, do Sol – eram de suma importância em suas formas de subsistências, principalmente para plantio. Porém, foram encontrados cerca de 150 corpos enterrados nas redondezas do grande círculo de pedra. O que descarta que Stonehenge era apenas um grande calendário. Ele também possuía algum tipo de ligação espiritual. Ossadas de animais concentradas em um local chamado Durrington Walls são evidências que ali ocorriam festas, ou cerimônias, principalmente nos solstícios de inverno (período onde as colheitas eram escassas e os dias mais escuros).

Terminando com o Gian em sua clássica posição!

Seguindo viagem

Depois de acabar o nosso tour no círculo de pedras, demos uma olhada na lojinha e no Visitor Centre. Nele estão expostos centenas de objetos retirados dos terrenos de Stonehenge durante escavações arqueológicas. E aí, voltamos para Bath. Almoçamos na cidade e fomos para a estação Bath Spa para pegar o trem para o nosso próximo destino: Cardiff, no País de Gales. Conhece este pequeno país que faz parte do Reino Unido junto com a Inglaterra, Escócia e Irlanda do Norte? Espero você lá! Ah, e não esquece de seguir a gente também no Instagram @voyajandoblog.

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