Roteiro de viagem em Berlim: o que fazer em 3 dias na capital da Alemanha

A gente tem tentado criar uma tradição das bem boas por aqui: comemorar nossos aniversários com viagens! E como somos imigrantes e não temos família por perto – e os amigos encontrados por aqui entendem a nossa ausência -, tem sido bem bacana criar memórias e lembranças especiais viajando enquanto celebramos mais um ano de vida. Essa introdução toda para dizer que: o Bruno escolheu Berlim, capital da Alemanha, para comemorar o seu aniversário esse ano e esse roteiro de 3 dias por lá é um compilado do que fizemos na nossa primeira vez na cidade.

Eu já começo reconhecendo que três dias (inteiros) em Berlim pode até ser pouco, eu sei. A cidade é gigante e super viva, bem diferente da Milão na Itália, de onde saímos (que parece até pequena, se formos comparar). Animada, movimentada e cheia de história, a Berlim que nós conhecemos tem tantos adjetivos que fica difícil descrevê-la e ainda mais reduzir o seu potencial a quatro noites e três dias inteiros, mas também não posso dizer que não fizemos muita coisa por lá. Então nosso roteiro hoje é para você que também tem pouco tempo na cidade mas que quer fazer o essencial, o básico, o que-dá-pra-fazer. Espero que você goste.

As carinhas de quem estava passando frio!


Berlim: como chegar?

Pelo que vi, e me corrijam se estiver errada, não há voos diretos para Berlim saindo do Brasil (enquanto escrevo esse post). Mas não é difícil de chegar à capital alemã fazendo alguma escala em um dos países europeus, ou mesmo no próprio país, via aeroporto de Frankfurt.

Já se você está na Europa, aí é mais fácil. Existem voos diretos de diversas capitais e, graças às companhias low cost, o avião acaba sendo um modo fácil e rápido de chegar à Berlim. Nós chegamos via o enorme Aeroporto de Brandeburgo, com a Ryanair.

Outra maneira, claro, é chegar de trem se você estiver ali perto. Ônibus também é um maneira econômica de se chegar à capital (porém mais lenta e desconfortável). Por fim, para quem está fazendo uma road trip pela Alemanha, um outro modo é usar o carro.



Como sair do Aeroporto de Bradenburgo?

Para sair do Aeroporto de Brandeburgo existem algumas opções. A mais confortável, como sempre, é o serviço de transfer saindo do aeroporto. Pode compensar caso você procure conforto, esteja com muitas malas, tenha chegado em um horário ruim (muito cedo ou muito tarde) ou esteja com crianças ou em mais pessoas – compensando a escolha. O mesmo raciocínio se aplica aos taxis, caso você não tenha se planejado com antecedência e já fechado o transfer particular (já que os preços são parecidos).

Outra maneira super confortável é pegar o trem e/ou o S-Bahn (que também é uma espécie de trem, só que urbano). Essas possibilidades são boas porque você pega diretamente de dentro do aeroporto e levam você para o centro da cidade com aproximadamente 40 minutos de viagem. Usamos o Google Maps para escolher a melhor opção para nos levar ao nosso hotel e compramos o bilhete nas máquinas automáticas da estação (já vou falar sobre transporte público aqui embaixo).

Existe também a opção de ônibus, que não sabemos como é mas ouvimos falar que não é tão confortável quanto o trem, que foi a nossa opção.

Transporte Público em Berlim

Assim como outras capitais da Europa, a rede de transporte público de Berlim é dividida em zonas, demarcadas em formato de aneis: a zona A é o centro da cidade, a zona B marca praticamente os limites da cidade e a C as zonas periféricas da cidade e que compreende o Aeroporto de Bradenburgo.

Nós usamos o transporte público todos os dias que estivemos por ali e, apesar de ser um pouco caro, funciona muitíssimo bem. Como nosso hotel ficava um pouquinho afastado do centro da cidade, usamos o metrô todos os dias. Além disso, para nos deslocarmos internamente e alcançar os principais pontos turísticos (lembra que eu falei que a cidade é grande?), também aproveitamos as sugestões do Google Maps e usamos também ônibus. Além disso, existe também a possibilidade de pegar o tram.

O bilhete vale para todos os meios de transporte e a única diferença, que você deve se atentar, é quais as zonas que cobrem o bilhete que você comprou.

Por esse motivo, fique tranquilo. Ainda que você não saiba dizer nem mesmo “Oi” em alemão – como é o nosso caso -, você provavelmente conseguirá se virar em Berlim sem grandes dificuldades – usamos o inglês praticamente todo o tempo.

E preços? Bom, nós pagamos 39€ para 72 horas de transporte público ilimitado, cada um. Como disse ali em cima, é um valor alto, mas para nós compensou muito porque:

  • estava muito frio, então sempre que podíamos, pegávamos o metrô para nos deslocarmos e nos aquecermos um pouquinho entre um ponto turístico e outro
  • havíamos pouco tempo, então para otimizar os deslocamentos fazíamos de transporte público – apesar de amarmos caminharmos e conhecermos as cidades
  • usamos muito o transporte público porque o hotel que estávamos hospedados era um pouquinho mais afastado, e também porque a cidade é grande e o transporte público é a melhor maneira de se deslocar

Se esse é o seu caso, eu sinceramente deixo aqui a sugestão. Até porque, cada bilhete avulso custa aproximadamente 3€, e os transportes que levam ao aeroporto são mais caros que isso. Além disso, você perde tempo para comprar o bilhete cada vez que for usar o transporte público e dependerá das máquinas do metrô ou do motorista de ônibus todas as vezes.

Ah, outra dica/curiosidade importante! Os metrôs em Berlim não tem catraca! Sim, eu sei, para nós também é estranho. Mas a verdade é que você desce as escadas para o metrô e muitas vezes já sai direto na plataforma. Isso não quer dizer que você não tem que pagar, ok? Até porque existem fiscais espalhados pelo metrô que se certificam aleatoriamente se as pessoas que ali estão compraram e VALIDARAM o seu bilhete.

Isso vai ao segundo tópico: você precisa validar o seu bilhete na primeira vez que for usar o transporte – só a primeira vez gente, se fizerem mais de uma vocês podem invalidar o bilhete. Não se esqueça desse passo, porque é a partir da validação que passa a contar o tempo que você pode usar o mesmo bilhete para andar por todos os transporte públicos de Berlim (seja para o avulso, com validade de 2h, seja para os maiores de 24h ou de 72h). E se pararem você para controlar o bilhete e você não tiver validado, você pode pegar uma bela multa. Ah, e caso você esteja me perguntando: a validação se faz em umas máquinas na própria plataforma.

Validar bilhetes em Berlim
É nessa máquina aqui que você deve validar seus bilhetes para o uso do transporte público


Nosso roteiro de viagem: 3 dias em Berlim

Dia 1

  • Alexanderplatz
  • Torre da TV
  • Catedral da Cidade
  • Ilha dos Museus (só de passagem)
  • Branderburg Gate
  • Postdamer Platz Berlim
  • Memorial do Holocausto (dos Judeus)
  • Parlamento – Reichstag

Dia 2

  • Ilha dos Museus – Museu Pergamonmuseum
  • Hackerscher Markt
  • Street Art Alley

Dia 3

  • Checkpoint Charlie
  • Topografia do Terror
  • East Side Gallery
  • Oberbaumbrucke



Principais Pontos Turísticos de Berlim na Alemanha

A história de Berlim se mescla e faz parte, claro, da história da Alemanha. E dizendo isso, estou falando também, de história mundial, já que o país teve participação relevante nas duas grandes guerras. Aproveito para já dizer que sobre o tópico “história de Berlim“, eu vou ter que passar rapidinho – já te aviso, afim de mantermos a nossa relação de verdade e camaradagem. Isso por que, afinal, não sou nem um pouco preparada para falar sobre história assim, viva, nua e crua.

E também, e principalmente, porque é impossível falar de toda a história de Berlim, cheia de reviravoltas e detalhes, em tão pouco espaço/tempo, sem estar sujeita a cometer erros de julgamento que desfoquem do nosso conteúdo aqui. Portanto, e já tendo em mente que certamente não conseguirei abordar tudo, a gente faz o raso bem feito. Combinadus?

Bom, e eu comecei o nosso tópico sobre os pontos turísticos de Berlim exatamente para você ter noção que passear por ali é “um ir e vir” no espaço-tempo, quando percorremos suas ruas e vemos monumentos que remontam à Segunda Guerra Mundial “ao lado” de outros que mostram/fala sobre a Guerra Fria. E ainda ali perto de todos esses, uma Berlim moderna e vibrante, reconstruída em cima dos destroços. Aliás, a cidade foi destruída e reconstruída tantas vezes que só dá para ver sua história como um exemplo de superação.

Afinal, viajar também é sobre isso né? Sobre aprender novas culturas e mergulhar em muitas histórias – de vida e de países – diferentes. Você pode até não curtir rolês super históricos, museus, e tudo mais, mas no fim acaba sempre aprendendo algo novo. Aqui no Voyajando a gente curte, mas acreditamos também que todas os tipos de viagem são válidos, né? E tudo isso para dizer que visitar Berlim é aprender história apenas caminhando pelas ruas.

Alexanderplatz

Essa aqui é praça que mais passamos, visitamos e passamos de novo, durante nosso pouco tempo em Berlim. Acho que toda cidade tem uma assim né? Em Veneza é a Piazza San Marco. Mesmo sabendo que passaríamos lá algumas vezes, nós decidimos começar por ela. Primeiro porque foi ali que tomamos o nosso belo e primeiro café da manhã na Alemanha. E depois porque é com certeza um dos principais pontos turísticos da cidade.

Começo dizendo que ela é gigantesca – a maior da cidade – e que desde os anos 1800 já havia por ali uma movimentação de pessoas, mas era para uma feira de gado que era realizada no local. Já o seu nome vem do czar da antiga Prússia, Alexander I, que visitou a cidade e foi recebido exatamente nesse lugar. Sua vocação para centro comercial (tem vários por ali), começou em meados de 1880, quando recebeu uma estação de trem e logo em seguida um mercado central.

Mais tarde, a praça sofreu bastante durante a Segunda Guerra Mundial e foi praticamente destruída. Sua reconstrução veio só mais tarde, nos anos 60, ganhando prédios e construções. A curiosidade aqui é que ela fazia parte do lado oriental de Berlim, ou seja, seus prédios tem um estilo de construção do governo socialista, afinal era o centro da Berlim Oriental.

Um dos motivos pelos quais passamos tantas vezes por ali é porque várias linhas de metrô se encontram embaixo dela. Até a estação do metrô – ou as estações, não sei se dá para chamar só de uma – é gigante. E se você sobe, saindo do metrô para a rua, existem mais outras dezenas de linhas de trem, bonde e ônibus para você escolher.

Além disso que falei, ainda temos mais duas atrações ali na praça mesmo, que seguem abaixo:

Urania-Weltzeituhr

Vamos chamar de relógio, para facilitar. Porque esses nomes em alemão… socorro! Esse relógio é super interessante, porque ele mostra o nome de várias cidades do mundo e seus horários locais. Para ser mais exata, são 148 grandes cidades ao redor do mundo.

É uma imponente presença ali no meio da praça Alexanderplatz, então de qualquer maneira você vai passar por ele. Foi construído em 1969, pesa dezesseis toneladas e sua construção fez parte de um plano de reestruturação da praça.

Torre de TV (Fernsehturm)

Gigantesca e está presente em vários momentos na paisagem de Berlim. Dessa vez nós optamos por não conhecê-la de perto – ou do alto, subindo nela – mas fica aqui o nosso compromisso para a próxima vez que voltarmos.

É uma das torres mais altas da Europa e a mais alta de Berlim, com seus 368 metros de altura. Lá de cima é possível ter uma visão 360 graus da linda Berlim por meio do mirante, localizado a 203 metros de altura ou do restaurante, com 207 metros. Quando ela foi inaugurada, em 1969, foi considerada a segunda torre mais alta do mundo.

Como estava muito frio, nós resolvemos não subir nessa viagem, mas eu me arrependo um pouco por não ter feito. Não tive a oportunidade de conhecer Berlim do alto, mas já tenho um bom motivo para voltar.


Catedral de Berlim

Continuamos nossa caminhada pelo centro de Berlim e passamos por fora da belíssima Catedral de Berlim, ou Berliner Dom. Com cúpulas verde turquesa, a catedral se destaca de longe na paisagem da cidade e está localizada pertinho do rio Spree, rendendo fotos bem bacanas. É a igreja protestante mais importante de Berlim, construída entre 1894 e 1905, mas por ali há muito tempo já existia uma catedral que símbolo do poder religioso e monárquico na cidade.

A catedral sofreu sérios danos durante a Segunda Guerra Mundial, em 1944. Mais tarde, passou por um processo de reestruturação em 1975, iniciado pelo governo da Alemanha Oriental, que só foi completamente finalizado em 1993. Hoje, são 114 metros de comprimento e 116 metros de altura. Sua posição privilegiada faz com que possamos ver a majestosa construção de longe. Vale muito conhecer!


Ilha dos Museus

Como, talvez, pelo nome, você possa imaginar: a ilha dos museus é literalmente uma ilha com vários museus. São cinco no total: Museu Antigo, Museu Novo, Galeria Nacional Antiga, Museu Bode e Museu Pergamon. Essa ilha fica no rio Spree e por ali ficam localizados museus importantes de renome mundial.

Passear pela ilha é gratuito e foi o que fizemos no nosso primeiro dia conhecendo a cidade. Em outro dia voltamos aqui para visitar o principal dos cinco museus, o Pergamon. Além de ser super interessante vislumbrar os cinco museus assim, um ao lado do outro, é uma oportunidade de conhecer um patrimônio UNESCO: porque sim, em 1999, a Ilha dos Museus entrou para a lista de Patrimônios da Humanidade. Outra vantagem é que você evita grandes deslocamentos pela cidade, já que está tudo reunido em um lugar só, né?

Se você tem mais tempo do que eu tive, eu aconselharia fazer mais de um museu por ali. Existem ingressos como esse aqui (clique aqui para comprar) que possibilitam visitar vários museus e ainda usar o tranposrte público local, tudo pagando um só valor. Eu provavelmente, na próxima vez, usarei esse método porque não só amei o Pergamon como me interessei pelos outros que estão presentes ali (e que tentarei resumir abaixo):

  • Museu Antigo – coleção de arte da família real da Prússia e antiguidades da Roma e da Grécia
  • Museu Novofala da pré-história, história antiga e Egito
  • Galeria Nacional Antigainspirado na Acrópolis de Atenas, com colunas e escadarias. Exibe coleções dos períodos do impressionismo, romantismo, neoclassicismo e modernismo
  • Museu Bodecoleção de esculturas, Arte Bizantina e coleção de moedas
  • Museu Pergamon – é o mais famoso, com estruturas da antiguidade exibidas em tamanho original. Esse foi o que eu visitei, falo mais sobre ele ali embaixo

Pergamonmuseum

Esse, como disse ali em cima, é o mais famoso e também o mais visitado da ilha. Escolhemos conhecê-lo no nosso segundo dia na cidade, bem cedinho, e foi ótimo porque perto do horário do almoço já estávamos saindo e pegamos boa parte das salas vazias. O Pergamonmuseum foi inaugurado em 1930 e tem obras de tirar o fôlego, juro.

Não tenho certeza se as fotos fazem jus, mas a questão é que eles trouxeram réplicas em tamanho real e construções históricas para dentro do museu. O Altar de Pérgamo, que é a réplica da entrada de um templo grego, em tamanho real, e que inclusive dá nome ao museu, estava – infelizmente – fechado para reforma no dia que nós visitamos (na real parece que está fechado desde 2014), mas já temos motivo para voltar.

Já o Portão do Mercado de Mileto e a Porta de Ishtar nós conhecemos, e são ainda mais impressionantes se nos dermos conta de que são construçãos históricas levadas ali para dentro! Eu sinceramente gostei muito de conhecer esse museu e já planejo voltar para ver e rever com calma cada uma das diferentes coisas que conhecemos por ali.

Passamos praticamente a manhã inteira por ali e foi ótimo – até para fugir do friozinho hahahaha. Aliás, falando nele, como estávamos com casacos e mochila, fomos endereçados ao guarda-volumes, e pudemos deixar lá nossas coisas e percorremos as horas de museu bem mais confortáveis.

Uma outra coisa legal do Pergamonmuseum é que você pode pegar audio-guias gratuitos na entrada, o que ajudam a deixar a experiência ainda mais completa. Eu sinceramente amei e com certeza voltarei a visitá-lo quando estiver em Berlim outra vez.

Hackerscher Markt

Saindo de um museu tão rico e cheio de história, a gente queria só: comer. E ai foi o momento de conhecer essa praça e aproveitarmos uma feirinha/mercado de rua super fofa que, pelo que entendemos, acontece ali toda quinta-feira e sábado (fomos em um sábado). Nessa feira, são vários street foods e outras produtos, cheios de coisa local alemã e de produtos não locais também – e meio que foi essa segunda categoria que nós aproveitamos melhor hahahaha.

Explico: a gente não mora no Brasil, né? Pelo menos enquanto escrevo esse texto em 2022, não (moro em Milão, na Itália). Então enquanto andávamos pela feirinha, adivinha o que nos chamou a atenção: a coxinha. hahahaha, pois. Uma brasileira estava por ali vendendo a iguaria e nós, que já estávamos a quase dois anos fora da nossa pátria-mãe, não pensamos duas vezes e com certeza fomos comprar e degustar uma bela coxinha.

Agora voltando à Hackescher Market. A região foi meio negligenciada durante o período que Berlim estava dividida, mas hoje é uma praça super movimentada no bairro de Mitte (falamos um pouco mais dele aqui embaixo), e você pode chegar ali também de metrô (tem uma estação de metrô com esse nome). A gente foi a pé, saindo da ilha dos museus.

Ela ficou bem cheia logo e nós adoramos o passeio. Além de comermos nossa coxinha, também pegamos ali em um mercadinho, um vinho e uma cerveja e sentamos nas mesinhas em frente. Vimos que vários restaurantes também ao ar livre colocam suas mesinhas por ali – acho que em meses mais quentes seja uma ótima pedida.

Bairro Mitte – Street Art Alley

Já devidamente abastecidos com o melhor da comida… brasileira, hahahaha no Hackerscher Markt aqui em cima, seguimos para conhecer uma região que fica pertinho do local onde realizam essa feirinha, chamada Mitte. Cheia de vida e de negócios que parecem ter saído de várias partes do mundo, foi um momento bem legal para distrair e descansar um pouco a mente do que foi a visita ao museu de manhã, cheia de informações.

O distrito de Mitte foi completamente reestruturado nos anos 90 e hoje oferece um mix cheio de vida de lojas, cinema, cafés e restaurantes. A região me surpreendeu positivamente e acho que vale dar uma passadinha caso você queira conhecer uma alma – ainda mais – mais urbana de Berlim.

Mas o que estávamos na verdade procurando o Street Art Alley, uma espécie de beco super instagramável cheíssimo de grafites em todas as paredes. Foi fácil de achar porque vários grupos de guias entravam por ali. Além das fotos, foi bem legal andar por ali sem pressa, vendo com calma as obras super diferentes.



Portão de Brandemburgo

Depois de fazer um giro ali pela região central – a impressão é que tudo é centro em Berlim, então não sei porque a cidade é gigantesca hahahaha -, decidimos pegar o metrô e conhecer outro dos principais pontos turísticos da cidade. O cartão-postal mais famoso de Berlim tem 26 metros de altura. Saímos do metrô e demos quase que de cara com ele e com a estátuta da deusa grega puxada por quatro cavalos que fica no topo do portão. Ele é gigantesco e passamos por ali mais de uma vez durante os dias – e até no período da noite – que ficamos em Berlim.

Como o próprio nome já diz, o portão era uma antiga porta da cidade de Berlim e foi encomendado por um antigo rei da então Prússia. Sua construção foi finalizada em 1791 e, como boa parte da cidade, o portão sofreu danos consideráveis na Segunda Guerra Mundial, sendo restaurado só em meados dos anos 2000.

Esse é um check importante na sua visita à Berlim!


Memorial do Holocausto (Holocaust-Mahnmal)

O time Voyajando assiste muitos vídeos de viagem por aqui (segue a gente no YouTube), é um conteúdo que não só a gente trabalha no blog mas também consome, então eu já tinha visto vídeos desse lugar e já o “conhecia” antes mesmo de chegar em Berlim. Seguimos então para lá logo depois de passar pelo Portão de Brandemburgo (fica bem pertinho).

Como você pode ver aí nas fotos, são blocos e blocos de concreto de vários tamanhos, que formam corredores e os corredores formam praticamente um labirinto. Conforme você vai entrando no espaço (que fica a céu aberto), você vai percorrendo esses corredores com um terreno irregular, ondulado, enquanto os blocos vão ficando mais altos a medida que você vai para o centro do lugar. Enquanto caminha sem rumo definido por ali, perceba também que para formar os corredores, o comprimento e a largura dos blocos são iguais, o que muda mesmo é a altura e a ondulação do terreno.

No labirinto organizado, você entra por onde quiser, sai por onde quiser e fica quanto tempo quiser lá dentro

É um lugar de bastante reflexão, na verdade. São 2711 blocos de concreto de inúmeros tamanhos, com alguns chegando a quatro metros de altura, organizados pelos 19 mil metros quadrados. Foi inaugurado em 2005 e chama a atenção também pelo pouco “verde” que tem por ali – ao contrário do resto da cidade que achei bem arborizada. E isso também foi feito de propósito, como se a vida ali tivesse sido engolida pelo mar de frieza e insensibilidade do concreto.

Quem assina a obra é o arquiteto Peter Eisenmann, que deixou o significado da obra em aberto. Te falei que é um local de reflexão, e daí você tira o que você pensar sobre tudo isso. Você escolhe como entrar, você escolhe como sair e quando sair do labirinto. A obra é dedicada aos judeus mortos durante o regime nazista. E até o local onde foi montado o Memorial do Holocausto tem significado: fazia parte da “faixa da morte” entre as Berlins ocidental e oriental, durante a Guerra Fria.

Centro de Informações

Adentrando na obra (para quem vem do Portão de Brandemburgo) e seguindo sentindo sudeste, você vai encontrar um espaço subterrâneo, onde funciona um Centro de Informações. Repleta de informações sobre a política de extermínio de judeus, além de cartas, depoimentos e o histórico das famílias que passaram por esse horror.

A entrada é gratuita e os alemães chamam o local não só como um museu, mas como um “local de lembrança”, aliás visitamos outros na cidade. A ideia é que esses locais documentem e mostrem os horrores praticados por nazistas, para que esses crimes não caiam no esquecimento.

Abro um parênteses para opinar que esse tipo de local deveria ser regra em todos os países, e não exceção. Berlim me surpreendeu positivamente nesse sentido, ensinando e relembrando às gerações presentes e futuras o quanto de dano que esse tipo de pensamento e ideologia traz, o quanto de maldade foi feita e, inclusive, pode ser repetida se não ficarmos atentos. São locais não só de aprendizagem, sim, mas também de muita reflexão.

O Centro de Informações, então, fica localizado embaixo do Memorial do Holocausto. Considero uma visita pertinente, já que você já está por ali, e também porque ensina muito! Esse Centro de Informações ajuda a contar a história e manter a memória dos judeus que foram perseguidos nesse período da história: é lembrar para nunca mais esquecer e repetir, né?

Memorial do Holocausto em Berlim


Potsdamer Platz

Continuando pela avenida ali do Memorial do Holocausto, chegamos na Postdamer Platz. E é ali que conhecemos uma Berlim ainda mais moderna. Super movimentada – apesar do frio que fazia – é uma das principais praças da cidade, repleta de lojas e alguns restaurantes.

E essa movimentação toda existe por ali desde anos 20, 30. Foi exatamente por isso que eles construíram um dos primeiros semáforos da Europa, e ele ‘permanece’ por ali até hoje (na real é uma réplica). Na época, o tráfego de carros, bicicletas e pessoas transitando por ali era muito intenso, e então colocaram esse semáforo, que na verdade era uma torre com três luzes horizontais, em 1924 para tentar organizar as coisas por ali.

Assim como praticamente toda Berlim, a Postdamer Platz também foi bem bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial. E já durante a Guerra Fria, virou uma terra de ninguém, já que o muro passava praticamente por ali, se tornando parte daquela fronteira entre os lados soviético e ocidental. Sua reconstrução se deu anos depois, em meados dos anos 80, e hoje ela mostra uma das facetas da Berlim mega moderna e impactante.

É também ali que vimos o nosso primeiro trecho do Muro de Berlimfomos para a região no nosso primeiro dia na cidade e até ali não havíamos visto. Achei curioso – e meio nojento – que uma parte do muro estava coberta de chiclete. Depois fui ler que isso acabou se tornando uma outra ”atração” do local.

Reichstag (Parlamento Alemão)

Já começo dizendo que, infelizmente, não conseguimos visitar o Parlamento Alemão, ou Reichstag, por dentro. Claro que passamos ali na frente logo no nosso primeiro dia, já que fica pertinho do Portão de Brandemburgo e do Memorial do Holocausto. Ele está entre os prédios com arquitetura mais interessante e bonita que vimos por ali e, como você pode imaginar, é sede do parlamento da Alemanha.

Consiga seus ingressos com antecedência para visitar o Parlamento Alemão

E como em casa de ferreiro o espeto é de pau, nós não conseguimos ingressos para visitá-lo. Eis o motivo do porquê não o fizemos. Na realidade, a decisão de ir para Berlim foi meio que em cima da hora, no máximo um mês antes Bruno decidiu que íamos passar o aniversário dele aqui – como falei ali em cima. Assim que decidiu, foi tentar gerar os ingressos para visitar o Parlamento Alemão e… não deu.

Mais um item para a nossa coleção do: fica para a próxima. E como você leu esse blog antes de ir – espero – você pode agendar os seus ingressos para conhecer esse prédio lindo por dentro ANTES – muito antes – da sua viagem. E assim fazer o que não fizemos: visitá-lo.

Na real olhando agora para escrever o texto para vocês, têm vaga. Não sei se nós pegamos um período de reabertura pós-covid, ou a cidade estava simplesmente bem cheia naquele final de semana, ou as visitas estavam reduzidas. Enfim. A real é que agora, enquanto escrevo para vocês essas linhas mal-traçadas, tem ingressos para semana que vem (porque eu fui ver), então talvez vocês tenham mais sorte que nós. Me conta se deu certo, tá? O ingresso você gera aqui.

A real, em resumo, é que precisa mesmo de um planejamento prévio – mais prévio do que tivemos, no caso – para assim conhecer por dentro o edifício construído entre 1884 e 1894, que era a antiga sede do Império Alemão e depois da República de Weimar. Além disso, o prédio também tá vinculado à história da Alemanha, quando o edifício sofreu um grande incêndio que permitiu Hitler acusar os comunistas de terem feito o crime e, assim, aprovar a lei que dava à ele plenos poderes de governo.

Ele foi praticamente destruído durante a Segunda Guerra e reconstruído depois dela. Ficava do lado ocidental do muro de Berlim – praticamente do lado dele, bem perto da fronteira. Sua famosa – e linda – cúpula de vidro só foi construída depois da queda do muro, em meados dos anos 90, e tem espelhos que refletem a luz solar e proporciona a iluminação natural dentro do prédio – que nós, claro, não vimos 🙁 .

Essa cúpula, por si só, é motivo de visita ao prédio já que é possível lá de cima ter uma visão panorâmica da cidade. Ah, e deixa eu te falar, a visita era gratuita e outra possibilidade é ter o acesso prioritário e com guia (link afiliado) para a visita ao prédio.


Topografia do Terror

Esse é um dos pontos que não estavam na lista de lugares do Bruno, mas que eu quis muito conhecer. O local era a antiga sede da Gestapo, polícia secreta do governo nazista, e da SS, uma espécie de tropa de elite da época. Assim como o Memorial do Holocausto, aqui em cima, a entrada é gratuita, porque é um local de lembrança. E é tão impactante quanto o Memorial do Holocausto foi para nós – aliás, acho que até MAIS impactante, já que pegamos um áudio-guia em português e o entendimento foi ainda maior de tudo o que aconteceu.

Me chamou atenção, por exemplo, o quanto a ideia nazista foi implantada “devagar” na cabeça das pessoas, até usando propagandas e outros tipos de comunicação (sendo formada na área, isso me impactou, porque sei o quanto os meios de comunicação e a informação (muitas vezes mentirosa) pode ser propagada rapidamente e de forma eficaz).

Passamos algumas horas andando por ali e seguindo o percurso do áudio-guia. Era ali que ficava a sede da polícia secreta alemã, as celas e também a sede da SS, unidade secreta e paralimitar nazista, responsável por diversos crimes realizados pelo regime. Claro que o museu é todo novo, já que os antigos prédios foram destruídos por bombardeios na Segunda Guerra Mundial, mas a forma como foi construído tudo ali é bem imersivo.

Ali no terreno também você pode conhecer uma parte grande do antigo Muro de Berlim. No pós-guerra, essa região onde está o Topografia do Terror era exatamente a “fronteira” entre o lado soviético e o americano, e o muro remanescente foi bastante conservado por ali, ou seja, é também uma oportunidade de ver como era o muro nu e cru.

Aqui ficava a antiga sede da polícia nazista


Checkpoint Charlie

Bom, falei já que Berlim respira história né? E o Checkpoint Charlie, apesar do seu apelo turístico hoje em dia, é um dos pontos mais emblemáticos da Guerra Fria, já que era um dos pontos de passagem entre as duas Berlim. Aliás, era o principal ponto de passagem para diplomatas, jornalistas e pessoas autorizadas a entrar na Berlim Oriental, principalmente entre os anos de 1961 e 1990.

Foi ali também que tivemos um momento emblemático da Guerra Fria, onde tanques de guerra americanos e tanques de guerra da União Soviética ficaram frente a frente no dia 27 de outubro de 1961, prontos para atirar. Isso aconteceu quando houve um acirramento das tensões, e os tanques ficaram por 16 horas ali, um de frente para o outro, até que os líderes americano e soviético (John Kennedy e Nikita Kruschev) conversaram e finalmente deram a ordem de recuar, pois nenhum dos lados queria um confronto bélico naquele momento.

A placa em inglês, alemão, francês e russo que avisava “Você está saindo do setor americano“, é bem significativa nesse contexto, já que a região era símbolo da divisão não só da cidade ou do País, mas também da divisão política do mundo e como ele funcionava até 9 de novembro de 1989, data da queda do muro de Berlim.

Depois disso, a portaria de madeira pela qual passavam as pessoas para sair ou entrar no setor russo – Berlim Oriental – foi demolida. No local foi reconstruída então uma guarita americana e a cópia das placas de fronteira. As originais ainda existem e estão no Museu Alliertenque não tivemos a oportunidade de visitar dessa vez.

Eu gostei muito de passar pelo Checkpoint Charlie – além de tirar as fotinhas turísticas. Quando estivemos por ali estava rolando uma exposição dos principais acontecimentos em torno da região, então aproveitamos para aprender mais um pouquinho.

A antiga fronteira entre as das Berlins virou um mega ponto turístico

Muro de Berlim

E já que saímos da Segunda Guerra Mundial e estamos na Guerra Fria, vamos continuar falando dela. O Muro de Berlim foi construído em 1961 pela Alemanha Oriental e a União Soviética. A ideia foi impedir que a população da Alemanha Oriental começasse a migrar para o outro lado. Assim que foi concluído, ele acabou se tornando símbolo da polarização que dividiu o mundo no século XX.

Derrubado somente 28 anos depois, em 1989, após o colapso do bloco comunista na Europa, o muro até hoje é um símbolo desse período que o mundo viveu. E ao andar por Berlim vimos vários ‘pedaços’ do muro ainda de pé, que foram preservados e que hoje podem ser visitados.

Era um muro odiado naquele 9 de novembro de 1989, já que todos só queriam destruí-lo para reencontrar amigos, familiares e uma cidade – e vida – completamente diferente do outro lado. Mas exatamente por essa história em torno dele é que esses pedaços de concreto espalhados por Berlim se tornam ainda mais interessantes. Por sorte, ainda temos muitos pedaços remanescentes dos seus quase 160 quilômetros de extensão.

Mais pedaços do Muro de Berlim espalhados pela cidade

Alguns estão espalhados pela cidade – não necessariamente no local original. Em frente a lojas, hotéis, ou seja, você terá muitas oportunidades de vê-lo. Já outras partes remanescentes foram mantidos no seu local original, como é o caso do resto do muro ali na Topografia do Terror (que falamos ali em cima), com cerca de 200 metros de muro, pertinho do Checkpoint Charlie. Ali tem vários pedaços do muro quebrados e dá para ver que é exatamente como ele era, sem o glamour de outro local que vamos citar, e que visitamos, que é a: East Side Gallery, aqui embaixo.

Mas antes de chegar à ela, queria abrir um parênteses e dizer que achei super curioso as pessoas venderem “pedaços” do muro de Berlim como souvenir nas lojinhas – várias – espalhadas pela cidade. Se é realmente um pedaço do muro ou não vendido ali, já não sei. Mas achei curioso mesmo assim o quanto esse símbolo se tornou emblemático a ponto de virar até souvenir.

E mais um lugar que vemos pedaços do muro de Berlim foi na Postdamer Platz, que vamos falar dela ali embaixo. Em outros, se você reparar bem, ao invés de um muro há uma linha de paralelepípedos que lembram onde passava o muro, com a inscrição Berliner Mauer 1961 -1989 – Muro de Berlim em alemão.

Por fim, um último lugar que gostaríamos de citar com um trecho remanescente do muro e também com o Memorial do Muro de Berlim, é a rua Bernauer Straße. Não tivemos a oportunidade de chegar até lá para conhecê-la, mas pelo que pesquisamos, ela é bem característica desse período, já que até a diferença dos prédios entre a Berlim Oriental e Ocidental é possível notar ainda hoje. Além disso, é por essa rua que muitos tentaram fugir do lado oriental, e nem todos conseguiram.

A East Side Gallery é simplesmente o maior trecho remanescente do Muro de Berlim, com cerca de 1,3km de extensão. E é chamada de galeria não à toa: virou uma verdadeira exposição a céu aberto no antigo lado oriental. Uma verdadeira galeria de arte que torna o passeio “por aquelas bandas” da cidade muito interessante.

Como você pode ver nas fotos, o dia não estava tão ensolarado assim – na verdade estava bem frio hahahaha – e o muro todo colorido torna muito mais bacana a caminhada ao longo dele – com algumas paradas para foto, claro. Foi o que fizemos, principalmente nas partes do muro mais famosas.

O muro foi pintado logo depois à sua queda, quando artistas de todo o mundo foram ao lado oriental do muro (por isso o nome East Side) de Berlim expressar a sua arte, sempre envolvendo a temática da Guerra Fria, ou do próprio Muro de Berlim e até de acontecimentos relacionados à época.

Entre os mais famosos grafites – e ponto de parada ‘obrigatória’ de todo mundo que está andando por ali – está o “Beijo”, pintura que mostra os chefes de estado da Alemanha Oriental e da União Soviética, Honecker e Breschnew, se beijando. Há também outros, e o mais legal é você deixar um tempo para admirar cada um com calma, e ir passeando pelas 106 pinturas de artistas de várias partes do mundo.

Oberbaumbrucke

Não faço IDEIA de como fala o nome dessa ponte mas, se você estiver na região da East Side Gallery, pode ir conhecê-la. É muito, muito bonita. Passa por cima do rio Spree e, olhando de longe, parece um castelinho, já que tem torres que parecem saídas da Idade Média, e é toda feita de tijolinho, com 150 metros de comprimento e duas torres de 34 metros de altura cada.

Construída em 1724, antes essa ponte era feita de madeira e os barcos que passavam ali por baixo tinham que pagar tipo um pedágio. Debaixo dela, um enorme tronco de madeira e metal fechava a passagem do rio à noite, para evitar que as pessoas driblassem as taxas. Só no fim do século XIV é que a madeira é substituída por uma nova, com estilo neogótico. No início do século XX, a primeira linha de metrô começa a passar no seu piso superior.

A ponte ainda foi palco da Segunda Guerra Mundial, quando as tropas alemães simplesmente implodiram a ponte para poder conter o avanço do Exército Vermelho. Outra das curiosidades da ponte é que, mais tarde, ela se tornou uma das fronteiras entre as duas Berlins, oriental e ocidental, durante a Guerra Fria. Com seus dois níveis, hoje, a ponte é meio de passagem para pedestres, bicicletas e carros, que trafegam pelo primeiro “andar”, e o metrô da linha U1, a linha mais antiga de Berlim, que passa no “segundo” andar.

Vê-la de longe já é bem bacana mas, se tiver pique, eu sugiro que você vá até a ponte e ande por ela. A passagem de pedestre é toda feita de arcos e dela temos uma bela vista do rio Spree. Outro modo pelo qual nós atravessamos a ponte, claro, foi de metrô, se você tiver essa oportunidade, fica também como experiência (absolutamente não obrigatória, é um metrô passando em uma ponte hahaha, mas se tornará mais especial se você souber de toda a história que contei ali em cima para impressionar os migos que tiverem viajando com você).


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Assim como outras cidades da Europa depois da pandemia, a gente sentiu que a hospedagem em Berlim estava um pouquinho mais cara. O jeito foi, então, aproveitar que já estávamos pagando o transporte público ilimitado e pegarmos uma opção um pouco mais afastada.

Nós ficamos hospedados no Novum Hotel Aldea Berlin Centrum (clique aqui para reservar sua hospedagem com nosso link afiliado) e para nós funcionou bem. O hotel fica pertinho do metrô e, como o transporte público da cidade é eficiente, nós chegávamos em pouco tempo no centro da cidade, na Alexanderplatz. O quarto era espaçoso e confortável, nós realmente gostamos da opção, já que tivemos um bom custo-benefício.

Essa foi a primeira vez que nós fomos para Berlim e a estratégia que usamos para escolher o nosso hotel foi, como sempre, a do melhor custo-benefício, levando em consideração alguns confortos que para nós é importante. Sempre usamos o Booking para fazer nossas reservas de hospedagem (antes mesmo de se tornarem parceiros do blog). Principalmente pela quantidade de opções de hospedagem para todos os gostos e bolsos e também porque ali é bem tranquilo de fazermos os filtros e achar a melhor opção. Além do mais, todas as – poucas – vezes que tivemos algum problema com a hospedagem na viagem, foi bem mais fácil resolver por intermédio deles. Então fica aqui nossa indicação :).


E aí, me conta o que achou de Berlim? Eu, sinceramente, já quero voltar. É uma cidade cheia – CHEIA – de história e que também se trata de um grande exemplo de superação, de dar a volta por cima depois de passar por guerras que destruíram seu território. Uma cidade moderna que não esquece seu passado. Vielen Dank, Berlim! Até a próxima, e que seja em breve.




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