O que fazer na Croácia? Nosso roteiro completo pelo país

Dobardan! Hoje vamos começar nossos posts sobre a Croácia! Se você nos acompanha no Instagram (segue lá, é o @VoyajandoBlog), você já percebeu que em outubro de 2020 saímos do Brasil e desbravamos um pouco desse país único no mundo.

Um dos motivos para eu e a @jeaninecarpani decidirmos conhecer a Croácia foi porque estamos fazendo o reconhecimento da cidadania italiana e esse país é pertinho da Itália, onde faremos o processo. Mais para frente a gente conta tudo sobre esse assunto por aqui, combinado?

Então fique por aqui para saber um pouco mais sobre a Croácia, o que fizemos por lá e também como você pode montar um roteiro bacana para conhecer esse país localizado na Europa Central.

Sobre a Croácia

Se você não entendeu o meu Dobardan ali em cima, é porque provavelmente não fala croata, rs. Essa é a língua oficial do país e significa “bom dia” ou “olá”. Portanto, uma daquelas palavrinhas mágicas que a gente precisa aprender quando vai à um novo país. Assim como Hvala, que significa “obrigada”. Eles falam muito Dobardan, sempre que a gente chega em uma loja ou em um restaurante, por exemplo. O Hvala ouvimos bem menos, porque depois de perceberem que a gente só falava inglês, eles já seguiam a conversa no idioma da língua inglesa.

Com Patrimônios Naturais e Históricos da UNESCO, a Croácia pode ser dividida entre as regiões: Zagreb (capital do país); Croácia Central (castelos e casas de campo); Dalmácia (a região mais conhecida e visitada, por conta das suas praias estonteantes); Condados do Norte (castelos maravilhosos), Eslavônia e Baranja (Parque Ecológico Kopacki Rit, colinas e vinhedos); e Ístria e Área de Kvaner (Parque Nacional dos Lagos Plitvice e cidades medievais e históricas como Pula).

Dito isso e, assim como vários países que já citamos por aqui, provavelmente não vai dar para você conhecer toda a Croácia em apenas uma viagem. O país, localizado às beiras do Mar Mediterrâneo, tem cerca de seis regiões. A mais conhecida delas é o litoral, a costa chamada Dalmácia, onde são concentrados a maioria dos roteiros. Só ela já possui mais de mil ilhas. Mas esse país traz muito mais opções do que apenas praia e cada região traz opções de roteiro para todo tipo de viajante.

A moeda oficial da Croácia é o kuna, que (hoje, em 2020) equivale a cerca 1 real = 1 kuna, ou 1 euro = 7 kunas. Em boa parte do País são aceitos apenas os kunas – e não euro – então fica a dica para já fazer a conversão antes de ir ou logo que chegar ao país. Aliás, fica aqui também a dica para pesquisar um pouco nas casas de câmbio por lá. Chegamos a ver conversões que pagavam 7,50 kunas para 1 euro!

O que fazer na Croácia?

Ao contrário do que muitos pensam, não é fácil montar um roteiro pela Croácia. O país – do tamanho do estado do Rio de Janeiro no Brasil – apesar de pequeno, tem MUITA coisa para fazer e opções para todos os estilos de viagem. Como nosso intuito foi a cidadania italiana, nossa primeira ida para a Croácia foi limitada à cidade de Zagreb, Lagos Plitvice e Zadar (com uma escapadinha para Split), mas mesmo assim, temos muito o que contar.

O país ganhou ainda mais fama depois que foi cenário para as gravações de Game of Thrones – tem até um tour específico pelas ruas de Dubrovnik que relacionam a cidade ao seriado. Além disso, a cidade também pode ser base para conhecer alguns lugares de outros países próximos, como Bósnia e Montenegro.

O turismo é importante para os croatas. São cerca de 8 milhões de visitantes por ano. O país tem mais de 1,1 mil ilhas e um litoral com mais de 5,7 mil quilômetros. Cidades medievais milenares, ruínas gregas e romanas e muita história para contar, como a do Palácio de Diocleciano, em Split.

História da Croácia

Com cerca de 30 anos, a Croácia é um país bem novo, com sua independência obtida após a queda da antiga Iugoslávia. No entanto, até hoje, possui alguns fortes movimentos separatistas.

Apesar de ser um país novo, suas terras já passaram por muita coisa, e sua origem tem uma história complexa de domínio, guerras e troca de poder. Resumidamente, Iugoslávia significa eslavos do sul. Os eslavos chegaram na região chamada de Balcãs no século V, como escravos de povos orientais que atacavam o Império Romano. Desde então, já foram um reino independente, submeteram-se à autoridade húngara, ao controle turco e à monarquia austríaca. Mais tarde, nos séculos 16 e 17, também havia sido conquistada pelos turcos e a costa e as ilhas, permaneceram sob domínio veneziano. Participou da primeira e da segunda guerra mundial, que tiveram grande impacto na sua história e nas mudanças de poder.

Fez parte da Iugoslávia assim que acabou a segunda guerra, que permaneceu unificada entre o final da guerra mundial e a morte de Josip Broz Tito, em 1980. A partir daí, movimentos separatistas, motins e tensões políticas começaram. O país se declarou um estado soberano em 1990 e foi reconhecida pela comunidade europeia em 1992. Em 2013, a Croácia entra para a União Europeia.

Como chegar e o perrengue na imigração

Pelo que pesquisamos, não há voos diretos para a Croácia, saindo do Brasil. As escalas podem acontecer em países como Inglaterra, França, Turquia, Holanda e Alemanha, principalmente. No entanto, não é difícil chegar. São cerca de 15 horas saindo do Brasil até Zagreb, principal porta de entrada do país.

E o visto? Nós, brasileiros, podemos entrar na Croácia pela mesma regra de entrada na Europa: ou seja, podemos ficar até 90 dias no país a turismo, desde que o passaporte seja válido por no mínimo 6 meses. Não esqueça também do seguro-saúde.

Observação: apesar de não exigirem visto prévio, nossa entrada na Croácia não foi fácil ou tranquila. A imigração nos fez várias perguntas, revistaram a nossa mala e nos deixaram ali esperando e nos justificando por cerca de uma hora. E isso aconteceu mesmo com todas as reservas de hospedagem, com dinheiro em espécie e no cartão (comprovado até pelo extrato bancário em conta europeia), com o teste do Covid-19 negativo e com provas de saída do país (de ônibus para a Itália).

Até agora não entendemos direito o que aconteceu. Talvez por estarmos em duas mulheres (eu e a Jeanine), também deram a entender que poderíamos estar mentindo, e que muitas brasileiras entram lá para se prostituírem (nas palavras do oficial de imigração!!!). Disseram também que muitos brasileiros entram lá mentindo, dizendo que ficariam pouco tempo e acabam ficando mais. Enfim, no final deu tudo certo e nós passamos, mas esse relato é para dizer para vocês sempre levarem os comprovantes de tudo o que as autoridades pedem para que sua imigração em qualquer país seja tranquila.

Ficamos tristes de trazer esse relato aqui, mas infelizmente sofremos preconceito com relação à nossa nacionalidade e a sermos duas mulheres. Foi um ponto bem negativo com relação à nossa viagem para esse país tão incrível.

Aeroporto de Zagreb

Como circular pela Croácia?

Como, geralmente, na Croácia as pessoas escolhem visitar mais de uma cidade, pode ser uma boa ideia alugar um carro por lá. Pesquise se compensa para você fazer os trechos internos por carro, ônibus, taxi ou transfers. Ah, e um adendo: podemos dirigir na Croácia com a nossa CNH do Brasil.

Nós optamos pelo carro porque já havíamos pesquisado que as estradas são boas, os pedágios têm um preço ok e a viagem de ônibus, além de não oferecer o mesmo conforto e mobilidade de horários, acabava tendo um valor mais alto que o carro.

Mas fique atento, nem todas as old town – cidades velhas – permitem a entrada de carro no centro histórico. Tirando esse detalhe, foi bem tranquilo, as estradas realmente foram boas e a mobilidade que o carro traz é incomparável nesse quesito.

Com relação ao combustível, aí sim, achamos o valor um pouco mais caro, cerca de 9 kunas por litro. Pagamos cerca de 40 euros para pouco mais de 30 litros de eurodiesel, estávamos com um Astra de modelo novo.

Nosso roteiro pela Croácia

Claro que cada um dos locais visitados ganharão posts específicos mas, por hora, posso adiantar que nossa viagem não era – exatamente – para conhecer a Croácia. E como fomos no outono, também acabamos deixando de fora o litoral – que é o mais famoso do país.

Saímos de São Paulo (Guarulhos) voando pela KLM. Fizemos escala em Amsterdam e chegamos em Zagreb no dia seguinte, à tarde. Foram cerca de 15h de viagem até a capital do País. Dormimos a primeira noite em um apartamento próximo ao aeroporto, porque no dia seguinte seguiríamos para os Lagos Plitvice. Dormimos duas noites em Jezera (local próximo aos Lagos) e seguimos para Zadar, onde ficamos por cerca de cinco dias. Tiramos um dia de Zadar para um bate-volta até Split. E depois, voltamos para Zagreb, onde ficamos os últimos sete dias.

Como podem perceber, passamos bem mais tempo do que o ‘indicado’ em cada cidade, porque o intuito final da nossa viagem era a cidadania italiana e não exatamente conhecer os destinos mais famosos da Croácia. Por esse motivo, e pela Itália pedir quinze dias antes de entrar no território italiano, em tempos de Covid-19, tivemos mais tempo para aproveitar em cada lugar. Muitos dias foram de descanso e de trabalho aqui para o Voyajando, mas vamos explicar detalhadamente em cada um dos posts que virão a seguir.

Por isso, se você quer saber mais sobre a Croácia, fique com a gente e até a próxima!

5 comentários

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s