Os símbolos da Irlanda

Além de ser um país que respira história, a Irlanda também é cheia de estórias (com o perdão do trocadilho), símbolos e significações. Nas principais ruas de comércio e nas lojinhas de souvenires, é comum encontrar produtos com trevos, cruzes, leprachauns, harpas e o emblema de Claddagh. Isso sem falar na mundialmente conhecida sorte dos irlandeses.

Grande parte desses símbolos vieram da mitologia celta, povo que habitou a ilha da Irlanda entre 700 e 300 a.C, disseminando sua cultura, língua e anos de dominância política e cultural. Muitos estão ligados também ao catolicismo, principal religião do país, até os dias de hoje.

Shamrock – o trevo de três folhas

Por definição, shamrock quer dizer “trevo jovem”. No entanto, ele é popularmente reconhecido como o trevo de três folhas de St. Patrick. Isso mesmo, três. Reza a lenda que o santo utilizou a plantinha para ensinar aos celtas pagãos o que é a Santíssima Trindade do catolicismo: uma folha é o Pai, a segunda é o Filho e a terceira representa o Espírito Santo.

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A cruz celta

Também conhecida como Cruz Céltica, representa a união do cristianismo com as crenças pagãs já existentes na ilha. A cruz representa Cristo e o anel, que circunda o encontro das barras seria a representação da divindade Sol.

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O Leprechaun?

Sua origem é incerta. Há quem diga que são fadas em forma de homens velhos que se escondem em locais remotos com seus chapéus e aventais de couro, trabalhando na confecção de sapatos e escondendo potes de ouro. Outros acreditam que o Leprechaun é, na verdade, um rei que perdeu uma guerra e foi forçado a viver no mundo subterrâneo, o que o deixou corcunda e pequeno. Ele pode ser também um duende ruivo esperto e brincalhão que gosta de beber e enganar humanos gananciosos que vão atrás de sua riqueza.

Qual é o certo? Não se sabe. O que ninguém questiona é que o Leprechaun tornou-se um símbolo do folclore irlandês e do St. Patricks Day, comemorado todo dia 16 de março.

A harpa

É o símbolo oficial da Irlanda. O instrumento musical aparece no brasão do Reino Unido (onde os leões representam a Inglaterra, a harpa é a Irlanda e a Escócia é o unicórnio), no selo presidencial, nos passaportes, nas moedas, em documentos… até no emblema da cervejaria Guinness e da companhia aérea Ryanair.

Os primeiros indícios da importância da harpa na cultura irlandesa aparecem em meados dos anos 1.000, quando Brian Boru, o último Rei Irlandês, foi descrito como um musicista assíduo. Era comum a presença do instrumento, também conhecido como Harpa Celta, ou clarsach, nas cortes.

Foto por Skitterphoto em Pexels.com

Anel de Claddagh

Reza a – romântica – lenda que um pescador irlandês chamado Richard Joyce estava prestes a se casar, mas foi capturado no mar por piratas e vendido como escravo na Algeria. Ele tornou-se propriedade de um rico ourives que, vendo seu potencial, ensinou-o sua profissão. Ao dominar a arte, o rapaz criou – pensando em sua amada – o primeiro Anel de Claddagh.

O coração representa o amor, as mãos que o circundam a amizade e a coroa é a lealdade e a fidelidade.

O final da história? Em 1689, o Rei William III libertou todos os escravos e Richard Joyce era novamente um homem livre. Seu mestre ofereceu a ele sua filha e sua riqueza, caso ele ficasse na Algeria, mas ele declinou. Retornou à sua vila, em Galway, na Irlanda, onde encontrou o amor de sua vida esperando por ele.

Existem quatro formas de usar o Anel de Claddagh:
1. Na mão direita com a ponta do coração voltada para a mão. Isso significa que a pessoa está em um relacionamento.
2. Na mão direita com a ponta do coração voltada para a ponta do dedo. Isso significa que a pessoa está aberta ao amor.
3. Na mão esquerda como a ponta do coração voltada para a mão. Isso significa que a pessoa está casada.
4. Na mão esquerda com a ponta do coração voltada para a ponta do dedo. Isso significa que a pessoa está envolvida com alguém pelo resto de sua vida.

Bônus: a sorte irlandesa

Os irlandeses têm mais sorte? Não exatamente. Após quase 2.000 anos de ocupações, invasões, lutas, rebeliões, fome e emigração em massa, não se pode dizer que o povo irlandês é exatamente sortudo, certo? Mas, de onde vem a famosa expressão “Luck of the Irish“?

Da América. No século XIX, muitos irlandeses deixaram a Ilha Esmeralda e foram para o “Novo Mundo”. Ao chegarem nos Estados Unidos durante as corridas do ouro e da prata, foram trabalhar – principalmente – como mineiros. Recém-chegados tendem a trabalhar mais e com mais vontade e, assim, terem mais sucesso. Um mineiro irlandês acabava encontrando muito mais metal do que um trabalhador americano.

Por isso, a “sorte” irlandesa não é exatamente positiva. Os americanos criaram essa sentença para minimizar os esforços dos trabalhadores europeus.

E aí, conhece mais algum símbolo irlandês que não está nesta lista? Conta para a gente! Aqui ou no nosso Instagram @voyajandoblog.

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