Turismo de Natureza é a tendência da vez, segundo SEBRAE Inteligência Setorial

Aqui no Voyajando, amamos falar sobre tendências! Você já deve ter percebido, né? Cada vez que encontramos uma nova pesquisa ou estudo sobre o setor de turismo, fazemos questão de trazer a discussão para cá. Afinal, como todos os apaixonados por viagens, temos interesse em ver os movimentos dessa área que gera economia, emprega pessoas e, é claro, maravilha tanta gente.

E, como vocês também sabem, o setor do turismo foi um dos mais afetados pela pandemia do novo coronavírus. Medidas de segurança foram tomadas, fronteiras foram fechadas e novas regras de comportamento precisaram ser adotadas. Não é à toa que viagens regionais começaram a crescer, bem como aluguel de carros. A palavra de ordem é isolamento social.

Diante do cenário atual, o Turismo de Natureza desponta como a tendência da vez. É o que mostra o Relatório de Inteligência do Sebrae Inteligência Setorial. Segundo o estudo, esse tipo de turismo já vinha em forte crescimento. Trata-se de uma experiência onde os viajantes buscam maior conexão com a natureza e as belezas naturais. Você já fez algo assim?

O Atacama foi um divisor de águas para mim (@jeaninecarpani) e a paixão por conhecer os gigantes da natureza ❤

O Turismo de Natureza

E enganam-se aqueles que acreditam que só os mochileiros de plantão são responsáveis pelo alavancamento desta tendência. Mesmo os mais cosmopolitas – que adoram o “burburinho das grandes cidades” – estão abertos para experimentar o ar puro após tanto tempo de confinamento. Quem não, né?

Também é conhecido como ecoturismo, o turismo de natureza contribui para – segundo o Sebrae: aumentar a consciência ambiental da sociedade; promoção de um turismo responsável; a “exploração” saudável do potencial turístico de um território; preservação de recursos; conservação de patrimônios naturais e; por último, melhoria do bem-estar da população e culturas locais.

E tudo isso se justifica porque, a curto e médio prazos, nada será como antes.

As aglomerações de pessoas continuarão sendo evitadas por muito tempo, assim como locais fechados passarão a operar em novos modelos, com restrições de capacidade e muitos protocolos para manter a segurança de todos.

Relatório de Inteligência, Sebrae Inteligência Setorial

Fatores determinantes

O turismo de natureza, no momento atual, está relacionada com alguns outros fatores como: é um local acessível por carro particular? É muito longe do meu domicílio? Fica fora das grandes cidades? Quais as atrações que existem ali ao ar livre? E todas essas perguntas não precisam estar ligadas, necessariamente, a esportes radicais ou pousadas no “meio do mato”, como é comumente pensado. É possível encontrar pacotes e roteiros que oferecem experiências mais completas que agradam a todos os tipos de viajantes. E saem na frente os estabelecimentos que entendem isso.

A Blue Lagoon, na Islândia, reúne todos os estilos de viajantes que se atrevem a visitar a Terra do Gelo e do Fogo

Afinal, os perfis dos viajantes interessados em ecoturismo cresceu e, para mantê-los a longo prazo, é preciso criatividade. Entre as apostas do Sebrae estão: aspectos culturais (locais históricos, músicas e danças típicas), aspectos gastronômicos (culinária local, alimentos típicos), aspectos esportivos (sejam na água, na terra ou no ar) e aspectos locais (tradições). “É uma questão de identificar os potenciais atrativos e articular apoio local e externo para desenvolver as oportunidades, fortalecendo-se, também, como rede de empresários”, explica o boletim.

Ah, o Brasil!

E tem lugar no mundo com mais potencial para o turismo de natureza que o nosso Brasil? O país tem 62% de área territorial ocupada por vegetação nativa – e precisa de governos que cuidem disso! – e cerca de 7.500 km de litoral. Fora as montanhas, cânions, rios, lagos, matas e parques distribuídos por todo o território. Uma pesquisa do Ministério do Turismo em parceria com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de agosto de 2020, mostrou que cultura e o ecoturismo motivaram 60% das viagens de lazer no ano anterior. Olha aí a importância do nicho em ascensão!

E os números não param por aí. Segundo o Panrotas, o turismo de natureza gerou, em 2018, 90 mil empregos; uma renda acumulada de 2,7 bilhões de reais; valor agregado no PIB equivalente a 3,8 bilhões de reais e contribuição nos impostos do país na faixa de 1,1 bilhão de reais. Tá bom ou quer mais, @?

Um levantamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) é exemplo disso. Em 2019, foram mais de 15 milhões de visitas nas 137 Unidades de Conservação (UCs) federais, que representa um aumento de 20,4% em relação ao ano anterior. O Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, recebeu sozinho quase 3 milhões de visitantes. Já o Parque do Iguaçu, no Paraná, cerca de 2 milhões.

Palavra-chave: segurança

Quando se fala em turismo de natureza, mesmo em tempos de pandemia, segurança é a palavra de ordem. E não apenas com os protocolos de higiene e saúde. Afinal, a natureza é a natureza, em todo o seu esplendor. Ou seja, é preciso acompanhar previsões do tempo, tábua de marés, ficar de olho em possíveis trombas d’água, estiagem de rios, deslizamentos de terra e incêndios. Outra preocupação são com animais selvagens e peçonhentos. Logo, não é possível nunca dispensar guias e instrutores locais. Eles sabem de tudo.

Muito legal, né? E você, o que acha de tudo isso? Conta para a gente aqui nos comentários ou no nosso Instagram. Até a próxima!


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