Intercâmbio de férias: como é passar um mês em Nova Iorque?

Intercâmbio é um sonho de muitos, né? Começa quando acompanhamos os inúmeros filmes e séries que ilustram um pouco a vida dos americanos na escola. Depois que a fase “quero fazer o ‘High School'” nos Estados Unidos passa, rs, aí passamos a sonhar com intercâmbios maiores, e a possibilidade de imersão em outros países, culturas e línguas. Além de muitas vezes essas vivências auxiliarem no currículo elas trazem uma experiência única e inesquecível na vida de quem passa por isso.

A Jeanine começou a nossa série de intercâmbios falando sobre a experiência dela em Dublin, na Irlanda, você viu (clica aqui)? E como a nossa ideia nesses posts é que você saiba um pouco mais sobre cada uma das diferentes e possíveis experiências, convidamos algumas pessoas que viveram na pele tudo isso para trazer um pouco mais de como foi para você se inspirar. Essa é a nossa #sérieintercambio.

A jornalista Luiza Rúbio é uma amiga querida nossa, que fez em 2015 uma viagem para Nova Iorque. Ela tinha apenas 17 anos quando embarcou rumo à um intercâmbio de férias em uma das cidades mais famosas – se não a mais – dos Estados Unidos. Bora conferir como foi?

Com apenas 17 anos, a Luiza Rubio explorou Nova Iorque durante seu intercâmbio

– Qual intercâmbio você fez?
Em 2015 eu fiz um intercâmbio de “férias”. Na época eu tinha 17 anos, a idade limite pro programa, que te levava sozinho ou em grupo (no meu caso) pra passar um mês de férias imerso no inglês americano. 

– Para qual país você foi?
Estados Unidos, mais especificamente Nova York. Fiquei em uma cidade vizinha, mas a proposta era fazer visitas frequentes a Nova York/Manhattan.

– Como foi no início?
O pré-intercâmbio foi bem tenso, sempre fui muito ansiosa. A maioria das pessoas que iam comigo eram de estados diferentes, principalmente do nordeste. Haviam duas paulistas (pelo que lembro) mas nenhuma delas foi no jantar pré-viagem o que me deixou BEM tensa. Mas conheci a guia que iria conosco (todos adolescentes então com o grupo ia um adulto responsável) que é uma mulher maravilhosa e logo de cara já me deixou mais confiante. Da viagem em si, foi tenso nesse sentido de ter que se enturmar rapidamente, que é uma coisa que eu não tenho facilidade, kkkkk. Dividi meu quarto com russas também o que era bem tenso porque elas são sérias (e russas né?) então dava um pouco de medo. Mas minha roomie de beliche era do meu grupo e nos demos bem muito rápido, o que me ajudou a me aproximar da galera. Além disso, eu era a mais velha do grupo então além da Fabi (a guia) a galera dava aquela confiada em mim na responsa também. 

Luiza aproveitou o intercâmbio para cursar uma disciplina optativa de cinema

– Como foram as aulas, o curso que fez?
Eram aulas matinais, normalmente até o almoço. De inglês, especialmente vocabulário. Fiz duas provinhas pra avaliar o desempenho (no caso, você podia avançar de turma). E também optativas temáticas que você aprendia o vocabulário da área, um pouco sobre ela e ainda praticava um pouquinho até. Eu obviamente fiz dois turnos de cinema kkkk mas tinha moda, Broadway, esporte e administração. E essas optativas tinham seus próprios passeios também. Tipo o dia que eu conheci o museu de cinema do Brooklin (E QUE LUGAR) e a New York Film Academy, que foi apenas incrível. Além disso, também tinham os passeios com todo o grupo que eram mais pra conhecer a Nova York, não eram temáticos. Os passeios eram sempre de tarde. 

– Qual foi o momento mais desafiador que passou durante o intercâmbio?
Discutir com um menino que falava RUSSO KKKKKKKKKK. Acho que conflitos de convivência, como andar 30 quadras pra ir no Empire State, ir e na hora de voltar pra casa o ônibus atrasar duas horas (kkkkcry) me testou bem esse dia, saímos às 12/13 horas e pegamos o ônibus pra volta umas 21h. Então, imprevistos acontecem!

– Qual foi o melhor momento que você passou durante o intercâmbio?
Puts, me senti incrível nos momentos que pude fazer algo sozinha, tipo andar umas 2 quadras pra comer em um lugar diferente do indicado. A New York Film Academy também foi mágica, esse dia todo foi, pois fomos lá e logo na frente tinha um parque maravilhoso de lindo. Aí fomos visitar a Estátua da Liberdade, e ela em si nem liguei muito, mas a vista que aquela ilha tem de Manhattan é impagável. Além disso, coisas tranquilas como ficar rindo com a galera no final da tarde sentado do lado do campo de “esportes” foram momentos tops também!

– Que dicas daria para quem pensa em fazer um intercâmbio similar ao seu?
Se jogar mesmo, é um período curto então tem que aproveitar bastante, sempre respeitando o seu jeito e o que você gosta, claro. E se for escolher esse modelo: ir em grupo, com certeza. Fiquei com muito medo na época de ir com pessoas mais novas e que nunca tinha visto na vida, mas todas eram maravilhosas, então me abrir pra viver a experiência juntos foi incrível. E, é claro, sempre se esforçar pra treinar a língua o máximo possível mesmo que seja meio difícil, porque normalmente são jovens com diversas línguas nativas e de níveis mistos de inglês.

– Você passaria por essa experiência novamente? Ou faria outro intercâmbio?
Faria mil vezes esse modelo, voltei pra casa já querendo ir de novo! Mas acredito que um modelo mais extensivo melhoraria ainda mais meu inglês e fluência, além da responsabilidade/independência que são os pontos mais mágicos do intercâmbio 

– Se você fosse dar uma dica para você mesma quando decidiu fazer o intercâmbio, qual seria?
Adolescentes kkkk. Acho que só pediria para ser um pouquinho mais participativa e para ter menos medo de continuar expandindo as amizades gringas, para assim treinar mais o inglês.

– Mais alguma informação que gostaria de acrescentar?
Poxa, mó dinheiro bem investido kkkkkkkk! É isso, viva intensamente mesmo que isso exija brigar com russos porque eles têm que respeitar todo mundo. kkkkkkkk PAS!

Gostaram da entrevista divertida da Luiza? Hahaha! Fica aqui nosso imenso agradecimento à essa queridíssima amiga. Obrigada por tudo Lu! Com certeza uma experiência dessa aos 17 anos de idade trouxe muitos aprendizados e crescimento para a Luiza.

E semana que vem tem mais #serieintercambio! Vamos cruzar os Estados Unidos e ir rumo à Califórnia falar sobre uma experiência que muitas meninas já pensaram em fazer: a de Au Pair! Acompanhe nossa série de intercâmbios por esse link, vem muitos relatos bacanas por aí!

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