Dez passeios para fazer em São Paulo para quem não curte museu

Eu amo São Paulo. Ela mesma, a sampa da garoa, da diversidade de culturas, a cidade que nunca dorme, a maior da América Latina. Amava sair a hora que fosse do trabalho e ter muita coisa aberta. Cafés 24 horas, mercados sempre abertos, dezenas de opções para pedir comida ou comer fora, lazer e cultura sempre à disposição para os mais diversos públicos e bolsos.

É até estranho falar da cidade que chamei de casa por muitos anos. Assim como já conheci cariocas que nunca haviam subido ao Corcovado, também era uma das paulistas que não havia, por exemplo, visitado o MASP por muitos anos. Mas saiba que a cidade tem muito mais do que seus muitos museus para ver e passear. E esse é o objetivo do post de hoje: se você está cogitando ir à São Paulo e não tem tempo e/ou prefere outro tipo de passeio, vem comigo que aqui embaixo vamos trazer dez passeios para fazer na cidade que não incluem nenhum museu.

*Esse post foi escrito com base nas informações e visitas feitas antes da pandemia do Covid-19 em 2020 e algumas coisas podem ter sofrido alterações desde então.

1 – Avenida Paulista

A linda e famosa Avenida Paulista tem atrações para vários dias e todos os horários. Inaugurada no final do século XIX, a mais famosa avenida de São Paulo (palco da tradicional Corrida de São Silvestre em 31 de dezembro), tem quase três quilômetros de extensão e muita coisa acontece por lá durante, praticamente, as 24 horas do dia. Shoppings, parques, museus, prédios comerciais, galerias de compras, restaurantes, cafés, bares e muito mais. Se você estiver fugindo dos museus, dê uma espiada por fora no MASP, e entre no Parque Trianon para descansar. Ali perto também tem a gigante Livraria Cultura, dentro do Conjunto Nacional. E se os três quilômetros ainda não forem suficientes, explore a região, que inclui a também famosa Rua Augusta.

2 – Galeria do Rock

Amada por muitos, a Galeria do Rock não é um espaço para ser visitado apenas pelos que gostam de Rock. O prédio com suas curvas e vãos, criado na década de 50 no centro de São Paulo, foi sucesso de vendas na época da sua inauguração e tem uma história muito interessante, conhecida por poucos que andam pelos seus andares e lojinhas.

Ao visitar o prédio, além de se deixar levar pela variedade de cores, sons e diversidade cultural, reparem também no prédio e nos mosaicos que o enfeitam em cada um dos andares e no grande painel, que mostra quatro mulheres de etnias diferentes.

Eu gosto de ir ao local para passear, fazer compras e também já fui para fazer tatuagens. As vitrines mostram os trabalhos das lojas de tatuagens e piercings e, se você tiver sorte, é possível encontrar um horário para fazer uma tatuagem no mesmo dia da visita, sem agendar com tanta antecedência.

No entanto, não foi desde o início que a Galeria do Rock era quem é hoje. Após anos de degradação, violência nos arredores, sua característica “underground” foi ganhando espaço bem mais tarde, só em 1993, quando Toninho da Galeria assumiu a administração do prédio e iniciou um projeto que readequou o espaço se tornando hoje uma galeria que tem fluxo médio de 510 mil pessoas por mês, gerando mais de R$ 8 milhões de faturamento bruto mensal para seus lojistas.

Aproveite o passeio pelo centro da cidade para incluir a Galeria do Rock no seu roteiro. Um período (manhã ou tarde) ou até menos, dependendo do seu interesse pelas lojas, é suficiente para passear pelos seus corredores e conhecer um pouco mais multicultural da cidade.

3 – Mercadão de São Paulo

O Mercadão de São Paulo, ou Mercado Municipal Paulistano, não é um mercadão como o que encontramos em outros centros históricos do País. Digamos que ele é mais… gourmet. É também um dos mais tradicionais pontos turísticos da cidade e lá você encontra as mais lindas variedades de frutas, além de carnes, peixes, frutos do mar, doces, especiarias e importados. Também é ali que você encontra iguarias da cidade como o típico lanche de mortadela e o pastel de bacalhau. 

Sinceramente é um local que eu amo passear. Sua multidão nos corredores aos sábados mostra o quanto os paulistas, paulistanos e turistas amam estar ali. 

Mercado Municipal de São Paulo

4 – Região da 25 de Março

Aqui é onde você encontra praticamente tudo. Fantasias, bijouterias, joias em prata, artigos para casa, tecidos, artigos de armarinhos, brinquedos, eletrônicos de procedência duvidosa (haha), e tudo o mais. Há quem odeie, mas eu adoro passear pelas ruas lotadas da região da 25 de março (me julguem, hahah).

Se você for em um sábado, você vai precisar de: planejamento, chegar cedo, bolsa pequena (para não ter problemas para carregar suas sacolas após a compra) e uma boa dose de paciência.

Para quem gosta desse tipo de passeio de compras de “tranqueiras”, a 25 de março é uma ótima pedida. Os preços são, em geral, menores do que os produtos vendidos no restante da cidade. É preciso ficar atento aos seus pertences e também em desviar de ambulantes que abordam você com frequência. No mais, divirta-se com as comprinhas e se precisar de uma pausa para um lanche ou um almoço, sempre há a opção de ir até o Mercadão (tópico anterior) e respirar um pouco.

5 – Bairro da Liberdade

O bairro da Liberdade, também no centro de São Paulo, é mais um dos pontos turísticos super tradicionais da cidade. Pertinho da região da Catedral da Sé, é simplesmente o local que abriga a maior comunidade japonesa fora do Japão. Com suas tradicionais lanternas japonesas que adornam as ruas, o local pode ser incluído em um roteiro de compras, gastronômico ou cultural, simplesmente por oferecer em suas lojas, restaurantes e karaokês opções para todos os públicos.

Gosto de ir ao bairro em diferentes horários. Para almoçar ou jantar um dos pratos típicos japoneses – há desde restaurantes tradicionais, até os especializados em rodízios de comida japonesa e também as casas de lámen. Ou à noite, para me divertir em uma dos diversos karaokês existentes por ali.

Uma dica extra é que os finais de semana a feirinha da Liberdade funciona ali perto da saída do metro Liberdade (linha azul). Ela existe há mais de 30 anos e além a gastronomia é o principal atrativo. Mas é também aos finais de semana que o bairro fica mais lotado.

6 – Parque do Ibirapuera

Queridinho dos paulistanos, o Parque do Ibirapuera é um ponto turístico maravilhoso em São Paulo. Ótimo para passar o dia ou um período (manhã ou tarde), o parque tem atrações para todas as idades e todos os tipos de público. Esportistas, yoginis, amantes da arte, da natureza e até jogadores de Pokemon Go (hahaha), se encontram aos finais de semana e lotam as alamedas do parque, que foi inaugurado em 1954.

Além de diversas atividades, o parque também conta com exposições e museus mas, como esse não é o caso desse post, a dica aqui é aproveitar para andar com calma e aproveitar o parque em sua totalidade. Se você achar muito grande, há também a opção de alugar uma bike e fazer o passeio pedalando, parando a beira do lago para descansar de vez em quando tomando uma água de coco na sombra das árvores.

7 – Região da Praça da Sé

Em pleno centro de São Paulo, na Praça da Sé, está localizado o marco zero da cidade. É dali que partem as numerações das ruas e também a quilometragem de todas as estradas que saem de São Paulo. É também ali que está localizada a linda Catedral da Sé.

Um passeio a pé pela região da Praça da Sé é bacana de ser feito durante um período. Ali, além de visitar a Catedral, você pode também ir à Rua do Ouro (uma das ruas próximas à Praça), onde são vendidos ouro e prata em preços mais amigáveis. Ali pertinho também tem o Pateo do Colégio, onde São Paulo nasceu.

8 – Teatro Renault

Lembro que desde adolescente, quando ia para a cidade de São Paulo (cresci em uma cidade da Grande São Paulo), ficava empolgada em ver cartazes de musicais como O Fantasma da Ópera. Dizia que quando tivesse meu próprio dinheiro, iria a todos os musicais. Hoje, não fui a todos, mas fui a vários e digo que compensa muito!

E se você, assim como eu, gosta de musicais. Para ir ao Teatro Renault, planeje-se com antecedência. Veja se há um musical em cartaz e qual é e compre o ingresso na data que você estará na cidade. Se o dinheiro for uma questão, comprando com antecedência, pode ser que você consiga os lugares mais baratos, que se esgotam mais rapidamente (que são também os mais longes do palco).

Por fim, os musicais são maravilhosos. Já estive por lá para assistir montagens brasileiras de musicais como Cats, Os Miseráveis e o Fantasma da Ópera. Por falta de planejamento, perdi O Rei Leão e Mamma Mia, por isso digo que é importante comprar com antecedência e se planejar.

Além de se divertir com o musical, você ainda visitará um prédio que tem fachada e área externa em art noveau, tombados pelo patrimônio histórico, e interior com mais de 5 mil metros quadrados e capacidade total para 1530 pessoas.

9 – Zoológico

O Zoológico de São Paulo me traz boas memórias da infância. Aquele passeio gostoso e esperado quando era criança. Um passeio a céu aberto que pode durar o dia inteiro, andando pelas alamedas arborizadas e vendo os leões, elefantes, girafas, macacos e muito mais.

É o maior zoológico do Brasil com 825 mil metros quadrados – contando também com o Zoo Safari. Mais de 1,3 milhão de pessoas visitam os locais anualmente.

10 – Parque da Independência

Ótimo para passar um manhã ou um fim de tarde, os jardins do Parque da Independência recebem diariamente o mais variado tipo de visitante. Pessoas que vão para conhecer onde Dom Pedro I declarou o Brasil independente em 1822, outras que vão para fazer um piquenique e ainda há os atletas que usam suas dependências para praticar esportes variados.

Apesar do Museu do Ipiranga estar atualmente fechado para reformas (a previsão para reabertura é em 2022), ainda vale a visita ao Parque da Independência para conhecer os jardins inspirados em jardins franceses e aproveitar um dia de sol.

E aí, o que achou dos 10 passeios para fazer em São Paulo que não incluem museus? Eu, particularmente, amo passear por essa cidade que é única no mundo – sério! Tem alguma dica extra para nos contar? Deixa aqui nos comentários ou fala com a gente lá pelo Instagram do Voyajando – aproveita e segue a gente lá!

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