Viagem para Viena: o guia completo para quem vai pela primeira vez

E finalmente chegou a hora de planejarmos a nossa próxima Eurotrip! Uhuuuul! E, sim, se você chegou a esse post – ou se leu o título, rs – sabe que a capital da Áustria está na nossa lista: será nossa primeira vez em viagem para Viena! E como quem acompanha o blog já conhece, mergulhamos nessa pesquisa pré-viagem para chegarmos na belíssima cidade já com um guia completo de quem vai pela primeira vez – e você, claro, vem com a gente!

A cidade estava no nosso radar já fazia um tempinho e, assim que batemos o martelo, resolvemos iniciar nossa imersão no universo e na história do destino (quem aqui lembra dos nossos saudosos #TuristandonaQuarentena, série que fizemos durante a pandemia?). Por aqui, tive duas frentes de obsessão: A Imperatriz, série da Netflix que conta a história de quando a Imperatriz Sissi se torna governante ao se casar com Francisco, e o livro Sissi, A Imperatriz Solitária, que conta a história pós-série, ou seja, quando nossa Sissi já é mais velha. É como se eu aprendesse sobre a história da imperatriz em dois momentos diferentes da vida dela.

E, como sempre, foi bem legal “viver” o destino antes mesmo de pisar lá. Nesse post vou tentar dividir com você, voyajante, um pouquinho do que aprendi e pesquisei. Através da série e do livro, pude ver um pouco dos palácios e durante a leitura ainda “viajei” de volta para alguns destinos que já visitamos por aqui (por exemplo o Castelo de Neuschwanstein que citamos nesse post aqui).

Dito tudo isso, pegue seu café e sinta-se em Viena – uma cidade aliás repleta de cafés históricos. Bora desbravar um pouco mais desse destino que eu ainda não conheço, mas que vamos conhecer juntos, e antes mesmo do embarque. Partiu?

A Áustria e os Habsburgos: como um clã de duques virou o maior império da Europa

Poucas famílias moldaram a Europa tanto quanto os Habsburgos, e seria impossível resumir tudo em um post. Mas aqui vão os principais pontos:

Tudo começa no século XIII: em 1278, Rodolfo I assume o controle das terras austríacas e funda o que se tornaria uma das dinastias mais longevas da história ocidental. Setecentos anos de reinado. Setecentos.

Do século XV em diante, os Habsburgos expandiram seus domínios por toda a Europa Central, e Viena cresceu junto com o poder da família, se transformando num dos maiores centros políticos e culturais do continente. Foi nessa Viena imperial que Mozart cresceu, que Beethoven viveu. A cidade era simplesmente uma “fábrica” da música clássica europeia, um caldeirão cultural efervescente.

Em 1804, com Napoleão – tocando o terror, rs – reorganizando o mapa da Europa, Francisco I fundou formalmente o Império Austríaco a partir das cinzas do Sacro Império Romano-Germânico. Depois veio o Congresso de Viena, em 1815, que redesenhou as fronteiras europeias pós-napoleônicas e consolidou a Áustria como potência dominante, incluindo em seu domínio, inclusive, a Itália do norte – e minha amada Milãozinha, quem é voyajante há mais tempo, sabe que morei lá por 4 anos.

O auge mesmo foi o Império Austro-Húngaro, formado em 1867 — e é nesse período que viveu Sissi, a imperatriz que se tornaria um mito. O fim desse império gigantesco veio com a Primeira Guerra Mundial: em 1918, o último imperador Habsburgo, Carlos I, assinou sua abdicação exatamente na Sala Chinesa Azul do Palácio de Schönbrunn, e o vasto império se fragmentou em novos países. A Áustria virou república, e Viena — que havia sido uma das maiores cidades do mundo — acordou sendo a capital de um país pequeno, mas herdeira de todo aquele esplendor.

A viagem antes da viagem: como Sissi me preparou para Viena

Se você está aqui depois de assistir A Imperatriz na Netflix, já temos (porque eu também assisti) uma vantagem enorme: cá entre nós, a gente já “conhece” o cenário, alguns dos personagens, e um pouco da dinâmica da corte. Mas vale saber o que é ficção e o que é história — porque o que se sabe sobre a Sissi real é ainda mais interessante que a da tela.

Elisabeth von Wittelsbach nasceu em 24 de dezembro de 1837, em Munique. Era filha do duque Maximiliano da Baviera, uma família nobre mas informal, bem diferente do ambiente rígido para o qual seria levada. O encontro com o imperador Francisco José também aconteceu de verdade: Elisabeth tinha apenas 15 anos quando acompanhou a família em uma viagem para que a irmã mais velha, Helena, fosse apresentada ao imperador. A torta de climão começou aí: Francisco José ignorou Helena e se encantou pela caçula, a nossa Sissi. Eis que oito meses depois: Sissi era imperatriz da Áustria.

A série captura bem o choque: a jovem descontraída da Bavária diante da etiqueta impiedosa da corte de Viena, o isolamento emocional e o relacionamento difícil com a sogra arquiduquesa Sophie (que também era tia dela, já que eles casavam entre si). Tudo isso é historicamente confirmado. Claro que a ficção dá uma romantizada na paixão dos imperadores, ao que tudo indica Francisco José realmente amava Elisabeth, mas os dois levaram vidas cada vez mais separadas, e o livro conta melhor essa parte.

Aliás, o livro conta um pouco mais sobre essa história ‘pós‘ série, e nos leva para viajar com a imperatriz, viver os ‘outros’ amores que ela teve e nós a acompanhamos até o seu final. Sissi viajava sem parar, fugia da corte, fazia dietas radicais, escrevia poesia. Era descrita como extraordinariamente bela e igualmente melancólica. E por fim, (e aqui nenhum spoiler já que aconteceu em 1898): ela morreu assassinada por um anarquista italiano em Genebra, com um estilete. Tinha 60 anos.

Viagem para Viena
Elisabeth da Áustria / Crédito: Getty Images

Como chegar em Viena?

Do Brasil

Não existem voos diretos do Brasil para Viena, mas as conexões são tranquilas. Alguns dos principais hubs são Frankfurt (Lufthansa), Amsterdam (KLM), Lisboa (TAP), Paris e Madrid.

O Aeroporto Internacional de Viena fica em Schwechat, a cerca de 20 km do centro. Para chegar à cidade, a opção mais prática parece ser o CAT (City Airport Train): leva apenas 16 minutos sem paradas até a estação Wien Mitte, com saídas a cada 30 minutos. Há também o S-Bahn (mais barato) e táxi (entre 30 e 40 euros).

Da Europa

Se Viena é parte de uma eurotrip — como no nosso caso —, além das ligações com os principais aeroportos do continente, ainda há opções de trem, que costumam ser ótimas alternativas:

  • De Praga: cerca de 4h de trem pela ÖBB (Austrian Federal Railways)
  • De Budapeste: aproximadamente 2h30 — uma das rotas mais bonitas
  • De Munique: em torno de 4h
  • De Veneza: cerca de 7h, mas o trajeto corta os Alpes e dizem que vale cada minuto
  • De Bratislava: apenas 45 minutos — a capital da Eslováquia fica a 80 km de Viena e pode ser uma opção de bate-volta

Ps: muita gente faz a Europa Central em uma mesma viagem, já que Viena está bem conectada como acabamos de ver. Se você tiver alguns bons dias por lá, pode aproveitar o deslocamento até a Áustria e conhecer outras cidades do mesmo país ou (opção mais comum) conhecer também Budapeste e Praga.

É possível conhecer Viena e Budapeste (na foto) em uma mesma viagem

Onde se hospedar em Viena?

Viena é dividida em 23 distritos mas, ao que tudo indica, o metrô é bem eficiente e praticamente qualquer bairro central funcionaria como opção de hospedagem na cidade. A escolha, nesses casos, vai depender mais do seu perfil de viagem e do orçamento, do que de distância propriamente dita. Pelo que pesquisei, aqui vão as três regiões que fazem mais sentido para quem vai pela primeira vez:

Innere Stadt (Distrito 1) — para quem quer estar no meio de tudo

Por aqui, começamos a busca da hospedagem pelo Innere Stadt, que é o centro histórico de Viena. Os preços são mais altos (e talvez por isso nossa escolha será outra, rs), mas vale lembrar que todo o distrito é Patrimônio Mundial da UNESCO. Ficar aqui significa sair do hotel e já estar a poucos passos da Stephansdom, do Hofburg, da Ópera e dos cafés históricos. Se você tem poucos dias em Viena – e está se programando com antecedência – essa pode ser uma boa pedida, afinal dá para fazer praticamente tudo a pé e economizar bastante tempo de deslocamento.

Landstraße (Distrito 3) — equilíbrio entre localização e custo

A Landstraße, ou distrito 3, fica entre Leopoldstadt e Innere Stadt, e sua localização estratégica a torna um dos melhores lugares onde se hospedar em Viena. É ideal para quem tiver dias extras e quiser fazer um bate e volta, pois fica a cerca de 10 minutos de carro do aeroporto e abriga a Wien Mitte, uma das principais estações de trem da cidade. Isso é especialmente prático para quem chega pelo CAT (City Airport Train) — a estação Wien Mitte fica exatamente aqui.

O bairro é também conhecido por ter o Palácio Belvedere, que guarda O Beijo de Klimt, além do Hundertwasserhaus. Ou seja, você dorme no mesmo bairro de duas das atrações do roteiro (se você seguir o ‘padrão’ de roteiro, rs). A principal vantagem é o equilíbrio entre custo e localização, então pode acabar sendo uma boa ideia.

Wieden (Distrito 4) — para quem quer se sentir um vienense

Agora a gente começa a explorar os bairros mais ‘locais’. Pelo que vimos, Wieden é uma região conhecida pelo Naschmarkt, um dos mercados mais famosos de Viena e o tipo de lugar onde você pode começar o dia com um café e terminar com uma taça de vinho. O bairro é residencial, com cafés de bairro, bistrôs e uma energia bem diferente do centro turístico. A Karlskirche, a Praça Karlsplatz e o Naschmarkt são todos acessíveis a pé, e basta o metrô para partir para os outros distritos. É a escolha certa para quem quer viver Viena além das atrações (e encontrar hospedagem a preços mais razoáveis sem abrir mão de localização).

Informações práticas antes de chegar

Documentos: Brasileiros não precisam de visto para a Áustria — o país faz parte do Acordo Schengen. Basta passaporte válido, comprovante de hospedagem, seguro viagem e passagem de volta.

Moeda: Euro. Cartões são aceitos na grande maioria dos lugares, mas tenha algum dinheiro para mercados, cafés menores e gorjetas. Gorjeta não é obrigatória, mas arredondar a conta para cima é o costume.

Transporte interno: O metrô (U-Bahn) de Viena é extremamente eficiente e cobre praticamente todos os pontos turísticos. Vale avaliar a Vienna City Card, que dá acesso ilimitado ao transporte público por 24h, 48h ou 72h e oferece descontos em vários museus.

Vienna Pass: Se você planeja visitar muitos museus e atrações pagas, o Vienna Pass pode compensar — inclui mais de 70 atrações, entre elas o Schönbrunn e o Belvedere.

Quando ir: A primavera (abril a junho) e o outono (setembro e outubro) são os períodos mais agradáveis, com clima ameno e menos turistas. O Natal em Viena é mágico — os mercados de Natal são famosos — mas faz bem frio.

O que fazer em uma viagem para Viena?

O coração imperial

Pelo que pesquisei, pode ser bacana dedicar um dia de Viena ao “coração imperial” que, nessa cidade, pertence ao centro histórico. Começaremos por onde a cidade começou.

Stephansdom (Catedral de Santo Estêvão)

Você sai do metrô na Stephansplatz e ela simplesmente aparece. Não dá para não reparar. A Catedral de Santo Estêvão — ou Stephansdom — é um dos símbolos de Viena, e sua história é tão fascinante quanto sua fachada: as primeiras pedras foram lançadas no século XII, mas o que vemos hoje é principalmente resultado de construções e reconstruções ao longo dos séculos XIV e XV, em estilo gótico. O teto de telhas com o padrão geométrico em azulejo é um dos visuais mais icônicos da cidade.

Dentro, dizem que o ambiente é solene e impressionante. Há a opção de subir à torre sul para ter uma das melhores vistas de Viena. E se quisermos uma experiência a mais, podemos explorar tours que levam às catacumbas e às partes menos acessíveis da catedral.

Graben e Kohlmarkt

Da catedral, a dica é seguir a pé pela Graben, a principal rua de pedestres de Viena. A rua conecta o Stephansplatz à Kohlmarkt, e ao longo do caminho passaremos pela Pestsäule (Coluna da Peste), um monumento barroco erigido no século XVII para celebrar o fim de uma epidemia de peste bubônica que matou um terço da população de Viena.

Palácio Imperial de Hofburg

O Hofburg é onde Viena revela toda a sua história de uma vez. Não é apenas um palácio — é uma cidade dentro da cidade: mais de 240 mil metros quadrados, 2.600 aposentos, construídos ao longo de 600 anos por diferentes imperadores. Hoje abriga a residência do presidente austríaco, museus, a Biblioteca Nacional e a Escola Espanhola de Equitação.

Como eu me conheço, vou reservar pelo menos de duas a três horas para o conjunto que inclui o Museu Sisi, os Aposentos Imperiais e a Coleção de Prataria. Dizem que o ponto alto mesmo é o Museu Sisi, com vestidos, objetos pessoais, e relatos sobre sua obsessão com a magreza e sua melancolia crônica. Além deles, vamos visitar também os aposentos Imperiais, que incluem 19 cômodos da família Habsburgo, com os quartos de Francisco José e da própria Elisabeth. Tudo preservado. Geralmente o audioguia é incluído no ingresso.

Ópera Estatal de Viena (Wiener Staatsoper)

Mesmo que você não vá a um espetáculo, a Ópera merece ao menos uma passagem. O edifício neorrenascentista inaugurado em 1869 é um dos mais importantes do mundo na música clássica — e Viena leva sua tradição musical muito a sério. Se quiser entrar para uma visita guiada, também é possível. Já se quiser assistir a uma ópera ou concerto, é melhor comprar os ingressos com antecedência: a temporada costuma esgotar. Há também a opção de ingressos em pé (Stehplätze) a preços acessíveis, vendidos no dia.

Café Central — o café como filosofia

Outro point dos roteiros que ando vendo é o Café Central. Inaugurado em 1876 e frequentado por figuras como Sigmund Freud, Leon Trotsky e o próprio imperador Franz Joseph (ou Francisco José, dependendo da fonte, rs), o café vienense é uma instituição que vai muito além da xícara de café. Em Viena, assim como em vários lugares da Europa, o café não é uma bebida: é um estado de espírito, um estilo de vida. Você senta, pede um Melange (o café com leite clássico vienense) e um Apfelstrudel, e fica. A ideia é ficar.

Os palácios das imperatrizes

Palácio de Schönbrunn

Se o Hofburg é o palácio do imperador, o Schönbrunn é o palácio das imperatrizes. E que palácio! Com 1.441 salas e mais de 14 hectares de jardins meticulosamente cuidados, foi projetado originalmente para superar Versalhes — e quem olha para a fachada amarelo-dourada entende a ambição.

O nome Schönbrunn significa “fonte bela”, em referência a uma fonte que existia no local antes da construção. O palácio em sua forma atual foi definido pela imperatriz Maria Teresa no século XVIII — a única mulher que governou o Império Austríaco, e talvez a mais poderosa de todos os Habsburgos. Foi ela quem transformou o lugar na residência de verão da família imperial e no centro político e social de Viena.

E foi no Salão dos Espelhos do Schönbrunn, decorado em branco e dourado no estilo rococó, que um menino de seis anos chamado Wolfgang Amadeus Mozart fez seu primeiro concerto oficial, em 1762, diante da Imperatriz Maria Teresa (AMO essas fofocas históricas kkkkk). Reza a lenda que ela o teria coberto de beijos.

A conexão brasileira é ainda mais direta: também dali do Schönbrunn partiu Maria Leopoldina de Habsburgo em 1817, com apenas 20 anos, para se casar com D. Pedro I e se tornar nossa Imperatriz do Brasil. Ela era bisneta de Maria Teresa.

A visita ao interior não permite fotos, o que é frustrante mas compreensível. Reserve a manhã para o palácio e a tarde para os jardins — a vista lá de cima, onde fica a Gloriette, é uma das mais bonitas de toda Viena.

Palácio Belvedere e O Beijo de Klimt

A poucas paradas de metrô do centro, o Belvedere é mais uma surpresa. O complexo barroco foi construído no século XVII como residência de verão do Príncipe Eugênio de Saboia — um dos maiores generais da história da Áustria — e os jardins que ligam o Belvedere Superior ao Inferior são simplesmente deslumbrantes.

Mas o que traz a maioria das pessoas até aqui é uma única tela: O Beijo, de Gustav Klimt. Pintado em 1908, o quadro é o símbolo máximo do Modernismo Vienense — um casal envolto em ouro, flores e padrões geométricos, fundidos num abraço que parece suspender o tempo. Ver ao vivo é uma experiência diferente de qualquer reprodução, e eu, como uma amante de museus, estou ansiosa para isso! O Belvedere Superior abriga a coleção permanente com esse e outros trabalhos de Klimt, além de obras de Egon Schiele e Oskar Kokoschka.

Naschmarkt — o mercado que alimenta Viena

Se for um dia de semana, alguns roteiros me indicaram (e estou repassando a dica) encerrar o dia no Naschmarkt (até às 21h pelo que eu vi). Esse é o maior e mais animado mercado ao ar livre de Viena. Fica às margens do canal e reúne cerca de 120 barracas com queijos, embutidos, especiarias, azeitonas, frutas, comidas prontas e vinhos. Dizem que é onde os locais fazem compras — e onde vamos poder experimentar um pouco de tudo.

Música, arte e respirar Viena

MuseumsQuartier

Um dos maiores complexos culturais da Europa, o MuseumsQuartier reúne o Museu Leopold (com a maior coleção do pintor austríaco Egon Schiele do mundo), o Museu de Arte Moderna MUMOK e dezenas de outras galerias. A entrada no espaço aberto é gratuita — os ingressos dos museus individuais são separados. E antes de você torcer o nariz por ser uma viagem com muitos museus, dizem que vale circular ao menos pelo pátio interno, cheio de gente e cadeiras coloridas que viraram ícone da cidade. Provavelmente é o que vamos fazer. Depois me conta se você também o fez, ou se decidiu incluir ainda mais museus na visita.

Karlskirche

Ainda andando pela cidade e, não muito longe do MuseumsQuartier, a Karlskirche tem fama de ser uma das igrejas barrocas mais espetaculares da Europa. Construída no início do século XVIII, ela se destaca pelas duas imponentes colunas na fachada e pela cúpula de bronze esverdeado. Em frente, um espelho d’água reflete a fachada — um dos retratos mais fotografados de Viena. Em alguns períodos do ano, a igreja recebe concertos.

Escola Espanhola de Equitação

Essa aqui entra como curiosidade. E sim, o nome é estranho para estar em Viena. Mas a Spanische Hofreitschule (Escola Espanhola de Equitação da Corte) é uma das mais antigas e prestigiosas instituições equestres do mundo, fundada no século XVI. Os cavalos Lipizzaner que realizam as apresentações são treinados durante anos em dressage clássico num picadeiro barroco, dentro do próprio Hofburg. As apresentações esgotam rápido — mas dizem que, para os entusiastas, a visita guiada às instalações e aos cavalos jovens vale muito.

A Ringstrasse

E mais uma sugestão de finalizar o dia: caminhar ou pegar o bonde ao longo da Ringstrasse, o grande boulevard circular construído por ordem de Francisco José no século XIX para modernizar Viena. Ao longo dele estão o Parlamento, a Câmara Municipal, o Burgtheater e a própria Ópera Estatal. É o projeto urbanístico mais ambicioso da história da cidade — e continua sendo o coração monumental de Viena.

O lado excêntrico e o eterno

Hundertwasserhaus

E aqui alguns roteiros indicam mudar completamente a perspectiva: o Hundertwasserhaus é um prédio residencial desenhado pelo artista Friedrich Hundertwasser em deliberado protesto contra a arquitetura racionalista: sem linhas retas, com pisos irregulares, árvores crescendo dentro dos apartamentos e fachadas cobertas de cores e azulejos. É habitado até hoje — e é uma das obras de arte mais originais da Europa. Pelas fotos, parece legal! 🙂

Parque Prater e a Roda-Gigante

O Prater é o parque urbano mais famoso de Viena (me lembrou o que visitamos em Copenhagen), e dentro dele fica a Wiener Riesenrad, a Grande Roda de Viena, que funciona desde 1897. Sim, 1897. Sobe devagar, oferece uma vista panorâmica da cidade e tem cabines originais de madeira. É histórico e encantador ao mesmo tempo. Acho que mesmo se você não for andar na roda-gigante, vale uma espiadinha por fora né? Se tivermos tempo, vamos com certeza incluir já que a entrada no parque é gratuita (as atrações são pagas à parte).

Cemitério Central (Zentralfriedhof)

Pode parecer uma escolha incomum, mas a gente aqui já visitou alguns cemitérios nas nossas viagens. E, segundo alguns roteiros, o Zentralfriedhof é uma das visitas mais interessantes que Viena oferece. Fundado em 1874, é um dos maiores cemitérios do mundo, e abriga os túmulos de Beethoven, Brahms, Schubert e Johan Strauss II. Se tiver um tempinho a mais no roteiro, pode ser uma experiência diferente andar por entre as lápides e reconhecer alguns nomes como esses que ouvimos falar desde criança.

O que mais fazer em Viena? Sair da cidade ou se perder nela

Com mais dias na cidade, você ainda tem boas alternativas de bate-volta e/ou para aproveitar ainda mais Viena. Eis algumas outras opções que elencamos:

Excursão a Bratislava: A capital da Eslováquia fica a apenas 50 km de Viena — menos de 45 minutos de trem. É uma cidade pequena, com um centro histórico charmoso e muito mais tranquilo que Viena. Vale o passeio de um dia para quem quer marcar um novo país sem abrir mão da base vienense.

Imersão nos cafés históricos: Para quem prefere terminar a viagem como os vienenses terminam seus dias: devagar, sentado, com um livro e uma xícara de café; Viena tem uma lista generosa de cafés históricos além do Central: o Café Schwarzenberg (o mais antigo da cidade), o Café Landtmann (favorito de Freud) e o Café Hawelka (onde se reunia a intelectualidade do século XX). Em 2011, a UNESCO reconheceu a cultura dos cafés vienenses como patrimônio imaterial da humanidade. Eles levam isso a sério.

Como aqui a gente gosta de começar a viajar pela pesquisa prévia, livros, filmes e vlogs (aliás, já se inscreveu no nosso canal no YouTube?), eu já posso dizer que amei ter a sua companhia com a gente nessa viagem por Viena. E claro que vamos compartilhar tudo nas nossas redes sociais e convido você a embarcar com a gente. Até lá!


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