Tem lugares em Nova York que estão em todo roteiro turístico (e não vai ser diferente aqui no Voyajando). Estamos falando do Katz’s Delicatessen – e se você nunca ouviu falar dele, desculpe-me porque eu vou sim recomendar que você vá por lá e que, sim, enfrente a fila (caso tenha uma na porta do lugar). Eu sou sempre do time “vamos procurar outro lugar” ou do “reserva com antecedência” para não pegar fila para comer – e para tudo nessa vida, né gente? Mas, existem lugares e ocasiões que é isso. Ou a expressão que os irlandeses usam muito por aqui – que eu costumava odiar e hoje sou uma refém dela – que é a it is what it is. É o que é, na tradução literal.
A gente gostou tanto que visitamos o local duas vezes — uma na nossa primeira viagem a Nova York (a matéria eu não tive coragem de escrever ainda, mas os vídeos estão prontos lá no canal) e outra durante uma escala de 12 horas voltando do Brasil para a Irlanda. E nas duas vezes saímos satisfeitos e um tanto quanto atordoados com a quantidade de comida. Mas, com a mesma certeza: quando voltarmos a Nova York, a gente vai de novo.
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O que é o Katz’s Delicatessen?
O Katz’s Delicatessen fica na esquina de Ludlow Street com Houston Street, no Lower East Side de Manhattan, e existe desde 1888. É a deli mais antiga ainda em funcionamento em Nova York. A gente descobriu o lugar por recomendação de uma amiga (alô, Jessica!) que comentou comigo quando estávamos montando o roteiro da nossa primeira viagem para a cidade. E, olha, que bom que ela o fez. Na época, eu fui como recomendação de lugar para comer. Hoje, depois de duas visitas, a realização é que o local combina a gastronomia com histórica. As paredes tomadas por fotos de famosos que comeram por lá não esconde a importância dessa deli no cenário nova-iorquino.


De acordo com o site deles, a história da deli começa com os irmãos Iceland, imigrantes que abriram uma pequena deli ali no coração do Lower East Side, bairro que na virada do século XX era o lar de uma enorme comunidade judaica imigrante. Em 1903, Willy Katz se juntou à sociedade, e em 1910 comprou os irmãos Iceland com seu primo Benny. Nasceu oficialmente o Katz’s Delicatessen — e o nome nunca mais mudou.
De 1888 até 2026, ano da nossa segunda visita ao Katz’s, muita água rolou embaixo da ponta da História com H maiúsculo, né não? Então é curioso lembrar que a deli sobreviveu a depressões econômicas, guerras mundiais, e décadas de transformação da cidade. E segue firme e forte (e lotada) servindo não apenas sanduíches, como também dá para comprar por quilo seu pastrami, corned beef e outros.
Quando Harry Encontrou Sally no Katz’s
Quando comentei com o Gian sobre o Katz’s após a recomendação da Jessica (que eu expliquei que me indicou a ida quanto montávamos o nosso roteiro de Nova York), ele foi pesquisar mais sobre – para poder incluir em um dos dias da nossa passagem por lá. No mesmo ano, a gente fez também Ilha da Madeira, então na prática cada um cuidou de um roteiro, hahahaha.
E aí o Gian veio com a informação de que o Katz’s foi uma das locações para o icônico Quando Harry Encontrou Sally, filme estrelado por Meg Ryan e Billy Crystal. Confesso que com o lugar sendo tão cheio como é, eu não consegui vi (e não quis perguntar) qual foi a mesa filmada na produção cinematográfica, mas reza a lenda que tem uma plaquinha por lá.
A dinâmica Katz’s
A dinâmica do lugar é diferente e vale entender antes de chegar para não se perder. Porque, sim, pode ser um pequeno caos. Mas é um caos bastante organizado… E chegar sabendo o que fazer, já ajuda. Obviamente, as coisas podem mudar desde o momento em que eu estou escrevendo – mas, tudo continuou na mesma entre as nossas duas visitas. Então, quem sabe?
Na entrada, você recebe um ticket. Esse ticket amarelinho é sagrado, porque é nele que todos os atendentes marcam o que você consumiu. Então, não o perca (e é um por pessoa). Porque eles já deixam avisado que perdeu, pagou. E não é barato.
O salão é gigantesco e, por isso, tem uma capacidade grande. O giro é rápido – a maioria das pessoas pega o lanche no balcão (são várias filas, e você pede o seu sanduíche direto para quem vai prepará-lo), a bebida do outro, senta e come, e vai embora. É comum dividir a mesa por lá quando se está muito cheio – na segunda visita, sentamos na ponta de uma mesa já acomodada por outra família.
Muita gente divide para conquistar, deixando uma pessoa responsável segurando lugar enquanto os outros pegam os lanches. Eu entendo, mas também tenho minhas ressalvas. Pegamos o lanche e cervejinhas, e saímos entre as mesas vendo quem estava saindo e perguntando se os assentos estavam livres. Não foi difícil encontrar um lugar para sentarmos e comermos.
Um grupo de funcionários fica no meio do salão apenas recolhendo as louças e limpando as mesas quando são desocupadas. Por isso o giro é muito rápido.



Ah, e se você quer o serviço na mesa (ou seja, que um garçom atenda você), existe uma área nos fundos (perto dos banheiros) que possuem atendimento. Eu só fui no geralzão. E lembre-se sempre que nos Estados Unidos existe a cultura da gorjeta… Então não se esqueça de deixar aquela tip para quem serviu você por lá.
O que pedir no Katz’s
Na primeira vez que fomos, pedimos o clássico: pastrami on rye com uma porção de batatinhas (que pedi junto com as bebidas, no outro balcão). É o pedido certo para quem vai pela primeira vez. O pastrami é defumado por 30 dias, cortado generoso, e chega em um sanduíche que impressiona só de ver. É gigante. Eu e o Gian já tínhamos ido determinados a dividir um, mas achei de bom tom pegar uma batatinha de complemento. E me arrependi. Não aguentamos tudo.
Na segunda visita, já chegamos com o histórico. Então pedimos um Reuben para dividir e cervejas que levam o próprio nome do Katz’s (produzidas pela cervejaria Brooklyn). O Reuben leva pastrami ou corned beef, queijo suíço, chucrute e molho russo no pão de centeio grelhado. É maravilhoso. A gente gostou muito.
E aí, vai incluir na sua visita?
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