Bate e Volta saindo de Paris: Roteiro pelo Palácio de Versalhes em 1 dia

Que Paris é – oui, oui – deslumbrante, já sabemos. Afinal, já contamos para você em texto e vídeo aqui no Voyajando o quanto gostamos de passear por lá. O que faltou contar foi a vez que fizemos um bate e volta digno da realeza, saindo da cidade luz para um Roteiro pelo Palácio de Versalhes em 1 dia. E é sobre isso que vamos falar hoje.

Junto com a Disney Paris (clica aqui para ler) o bate-volta de Versalhes está na lista dos mais procurados para quem tem mais dias para passear por Paris, ou quem já visitou a cidade mais de uma vez e quer ver coisas diferentes. É bacana porque em menos de uma hora você chega a cidade que fica nos arredores da Cidade-Luz, e tem a possibilidade de andar pelos mesmos corredores e jardins que Maria Antonieta e Luís XIV passeavam. É quase como ter a possibilidade de viajar no tempo e ter uma imersão completa nos aposentos e jardins da realeza da época.

Nesse roteiro pelo Palácio de Versalhes em 1 dia você vai, então, fazer esse passeio com a gente E, ao mesmo tempo, vamos tentar ajudar você a programar sua viagem. Além do nosso roteiro básico e do como chegar – e como nós chegamos -, aqui no texto trouxemos algumas informações básicas e história de Versalhes, ajudando você a visitar o palácio munido de informação e repertório para aproveitar ainda mais o seu passeio. Bora lá, mon amour?

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Como chegar a Versalhes – bate e volta de Paris

Existem algumas maneiras de chegar e sair de Versalhes e você vai ver que é relativamente fácil fazer esse passeio. A escolha mais econômica é usar o trem, que sai/passa por várias estações de Paris e você pode jogar no Google Maps e ver qual a mais conveniente ou perto de onde você está hospedado.

Aliás, você vai ver também que existem duas opções: o RER-C, mais econômico mas que demora um pouco mais, e o SNCF, um pouco mais rápido e um pouco mais caro. A dica é estudar direitinho o roteiro que você vai seguir já que alguns trens não vão ou param nas estações correspondentes – Versailles Château (estação mais próxima) ou Versailles Rive Droite (uns 5 minutos mais longe que a primeira).

Outra possibilidade é ir de carro para lá. Foi essa a opção que acabamos escolhendo e fomos de Uber mesmo – e voltamos de trem. Explico: nosso horário era bem cedinho e, nesse dia, o metrô de Paris estava com algumas estações e linhas fechadas por conta de um greve (foi isso que entendemos).

A volta que daríamos era absurda E, como estávamos em um grupo grande de umas oito pessoas, nos dividimos em dois carros de aplicativo e fomos para lá. Foi super confortável e bem mais rápido! Deu até tempo de tomar um café da manhã em uma boulangerie local. Há também quem alugue carro para ir para Versailles, pode ser uma boa ideia para famílias ou para quem tem crianças pequenas e não querem depender de trem.


A História de Versalhes

Reza a lenda (e segundo o site do palácio) que a história começa lá em meados de 1607, quando o futuro Luís XIII chegou em Versalhes para a sua primeira viagem de caça. Encantado pelos animais que ocupavam a floresta e prados da região, voltou ao local outras duas vezes, após a sua coroação em 1610. Seu interesse pelo local só aumentava e finalmente, em 1623, decide construir um pavilhão de caça por ali para conseguir passar a noite.

Apesar de algumas pequenas reformas, Luís XIII manteve sua residência de lazer simples –não sei o que querem dizer com simples – por um tempo. Foi somente com seu filho Luís XIV, o Rei Sol, que as coisas começaram a mudar realmente por ali. Esse soberano tinha outros planos e em 1661, aos 23 anos, decidiu transformar Versalhes no símbolo máximo de seu poder absoluto. Não era apenas vaidade – era estratégia política. Ao obrigar toda a nobreza a viver na corte, ele a mantinha sob controle, longe de conspirações regionais.

E como o Rei Sol não estava para brincadeira, os números da construção impressionam. Foram mais de 50 anos para construir os mais de 2,3 mil cômodos, com 700 quartos, 67 escadarias e mais de 5,2 mil móveis. Estima-se que no pico da construção, mais de 35 mil pessoas estiveram envolvidas e trabalharam por ali – essas obras megalomaníacas sempre me lembram o parlamento de Bucareste, rs.

A etiqueta mais rígida do mundo

Uma das curiosidades também de Versalhes eram as regras que eles seguiam por lá. A etiqueta era absurda, e muitas obras literárias e o cinema já exploraram bastante essas peculiaridades. Dizem que a ideia era controlar a nobreza e, por isso, além de trazer toda a corte para perto, a realeza estabelecia as regras rígidas, fortalecendo seu poder. Por exemplo, o rei acordava todos os dias às 8h30 com o “Grand Lever” – um ritual onde mais de 100 cortesãos assistiam sua higiene matinal. Só duques podiam segurar sua camisa e apenas príncipes podiam dar-lhe água para lavar as mãos. Bizarro hahahaha!

E não paravam por aí. As regras estabeleciam a hierarquia a partir da proximidade com o monarca, os códigos de vestimenta da realeza e de toda a corte e ditava até a alimentação, como deveria ser feita e quando. A ideia era chegar o mais perto possível do rei e, assim, conseguir cada vez mais benefícios.

O que ver e fazer no Palácio de Versalhes?

Se você estiver hospedado em Paris, recomendamos que vá cedo para Versalhes, que geralmente abre às 9h. A ideia é poder aproveitar o máximo de tempo ali e voltar com calma à tarde/noite para a capital francesa. Essa dica é ainda mais importante caso você vá visitar os jardins de Versalhes, dos quais falaremos sobre daqui a pouquinho.

Assim que você chega em frente ao portão, já vem o primeiro impacto. O Pátio de Honra já tem um spoiler do que nos espera lá dentro do palácio. Para evitar filas – principalmente na alta temporada -, recomendamos que compre seus ingressos com antecedência (nós compramos os nossos no Get Your Guide e foi super simples para entrar). Outra dica para fazer antes de entrar no palácio é baixar o aplicativo oficial e gratuito, repleto de informações, que possui até audioguia em português. <3

E assim que entramos no Palácio de Versalhes vemos que ele faz jus à sua fama. Tem muita coisa legal para ver lá dentro e o audioguia nos dá um belo panorama de como era a vida da realeza, principalmente no auge do reinado de Luis XIV. A Sala de Marte, por exemplo, era chamada também de a Sala da Guerra, uma alusão ao deus da guerra da mitologia romana e, não por coincidência, era a sala onde o rei Luís XIV recebia os embaixadores estrangeiros. Como a sutileza não era uma característica forte naquela época, rs, o teto tem uma pintura que mostra o rei pisoteando seus inimigos – HAHAHAH.

Outras salas-destaque para nós foram a super-vermelha Sala de Mercúrio, onde o Rei Sol dormia e onde ele faleceu em 1715; o Salão de Apolo, onde o trono ficava; e o belissimo Quarto da Rainha, onde Maria Antonieta deu à luz a seus quatro filhos – sempre com dezenas de pessoas assistindo, porque essa era a tradição (!!).

A Galeria dos Espelhos é, sem dúvida, um dos pontos altos da visita. São 73 metros de comprimento e 357 espelhos. Além da vista das janelas, olhar para a própria galeria é incrível. E além de memorável, é um local importante: foi aqui que assinaram o Tratado de Versalhes, em 1919, encerrando a Primeira Guerra Mundial.

Além de tudo o que visitamos, tem todo um “palácio” escondido também. Passagens secretas existiam nos apartamentos e eram ligadas a uma rede de corredores ocultos atrás das paredes – que dizem as más línguas que o rei usava para visitar suas amantes discretamente -, além de um sistema de espionagem com janelas pequenas de onde se podia observar sem ser visto.

O passeio pelo Palácio de Versalhes nos levou a manhã inteira e, já cansados, fizemos uma pausa para almoço ali na cidade mesmo. Foi o momento ótimo de uma pausa, descanso, e de uma bela sopa de cebola típica francesa para nos aquecer e nos preparar para a tarde, onde faríamos o passeio pelos famosos Jardins de Versalhes.

Aliás, sugerimos atenção ao adquirir seus ingressos, pois é possível comprar ingressos apenas para a visita ao Palácio ou para o Palácio e Jardins juntos; foi a segunda opção que compramos no Get Your Guide.

Os Jardins de Versalhes

Sem dúvida os Jardins de Versalhes (com J maiúsculo porque são únicos) são um capítulo à parte. Mais do que decoração, os jardins são um feito da engenharia que drenou pântanos inteiros para construi-los. Sendo também gigantescos, na nossa opinião, os jardins merecem horas de passeio e, por isso mesmo, deixamos a tarde inteira para eles.

Infelizmente, no dia que estivemos por lá, o tempo não estava tão bom e choveu bastante. Mesmo assim, deu para sentir um gostinho de como era passear por ali nos tempos de ouro do palácio. Além das alamedas principais, era possível se enveredar por diversos bosques temáticos, cada um com uma personalidade diferente, além de um bosque labirinto – que hoje infelizmente não existe mais.

E não foi só no palácio que a obra foi estratosférica: rolam boatos que milhares de plantas foram importadas para a França para preencher o jardim botânico presente até hoje nos jardins. Além disso, construíram uma gigantesca máquina hidráulica para a época, com 14 rodas d’água gigantescas que eram responsáveis por levar água do Rio Sena por 10km até Versalhes e alimentar suas 1,4 mil fontes.

Outro destaque do passeio por fora do palácio é o Grande Canal, com mais de 1,5km de comprimento e palco de vários espetáculos náuticos. Luís XIV mantinha uma frota de gôndolas venezianas, com gondoleiros da cidade italiana mesmo, e outros barcos igualmente impressionantes como um pequeno navio de guerra para batalhas simuladas.

Rolam boatos também que em 1674, o rei organizou uma festa de seis dias no canal, com direito a fogos de artifício, balé aquático e um jantar para mais de 3 mil convidados, em barcos iluminados. Trés chic.

Os outros palácios

E você acha que acabou o glamour? Pois, não acabou não. Luís XIV construiu o chamado “Palácio de Porcelana” decorado todo com azulejos e, para sua amante Madame Montespan que amava jasmins, mandou plantar centenas de milhares de bulbos de flores perfumadas. O Grand Trianon original durou apenas 20 anos e, hoje, temos uma versão 2.0, toda em mármore rosa.

Já Luís XV deu um palácio de presente à Madame de Pompadour – algo estimado hoje em 100 milhões de euros (!). Esse presente super caro, rs, chamado de Petit Trianon foi passado de mão em mão até chegar à Maria Antonieta, que o transformou em seu santuário particular.

Infelizmente, durante o nosso passeio, nós não conhecemos esses palácios menores. A chuva pegou pesado com a gente e decidimos deixar para uma próxima visita – que esperamos seja em breve!


Visitar Versalhes em um dia, em um passeio bate e volta saindo de Paris, é uma das coisas mais legais que fizemos na nossa segunda vez por lá. Vale demais encaixar um dia na cidade e explorar com calma cada cantinho do palácio e também dos jardins – que no fim não fizemos porque a chuva nos castigou, infelizmente.

Espero muito que você tenha gostado da matéria e fique ligado – e não se esqueça de nos acompanhar no nosso canal do YouTube e nas redes sociais -, já que sempre trazemos nossas memórias, lembranças e dicas das melhores viagens que fizemos por esse mundo. Agradecemos também por utilizarem os links afiliados que estão espalhados pelos nossos textos, isso nos ajuda a continuar por aqui firmes e fortes. bisou, bisou e até a próxima!

Roteiro pelo Palácio de Versalhes em 1 dia


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