O que fazer em Amsterdã em 2 dias: roteiro completo pelos principais museus e atrações

Amsterdã sempre esteve na minha lista de destinos imperdíveis na Europa, e quando finalmente consegui encaixar um fim de semana lá, percebi que dois dias – não são ideais mas – podem ser suficientes para conhecer um pouco mais da cidade. Chegamos na sexta à noite e partimos no domingo a tarde e, como é de praxe por aqui, tentamos aproveitar cada minuto para conhecer os museus mais famosos, passear pelos canais e descobrir os cantinhos especiais que fazem desta cidade holandesa um lugar único.

E aqui já abro um parênteses para explicar que, por causa do pouco tempo, acabamos priorizando pontos turísticos que são mais a “nossa cara“: que são os museus. Visitamos três em dois dias e, caso você não seja muito desse tipo de rolê, ainda assim permaneça aqui comigo. Segura a minha mão que também vou trazer para você o que mais você pode fazer além de andar pelos corredores dos museus famosos de Amsterdã.

E caso você, assim como nós, também tem pouco tempo para conhecer a cidade, esse roteiro vai pode ajudar a não perder nada do que realmente importa. E se sobrar tempo, no final do post deixo várias sugestões extras para quem pode ficar mais dias na cidade. Bora lá?

O que fazer em Amsterdã

Como chegar em Amsterdã?

Amsterdã é super bem conectada com o resto da Europa e do mundo. O Aeroporto de Schiphol fica a apenas 20 minutos do centro da cidade e é um dos mais movimentados da Europa. De lá, você pode pegar o trem que sai direto do aeroporto e te deixa na Amsterdam Centraal em cerca de 15 minutos. É a opção mais rápida e prática.

Outra alternativa é o ônibus 397, que leva uns 35 minutos até o centro; essa foi a nossa opção porque nossa hospedagem ficava mais próxima da rota do ônibus que da estação central e, para nós, fez mais sentido. Já o táxi, claro, fica mais caro, entre 35 e 50 euros, mas pode compensar se você estiver com muita bagagem ou chegando muito tarde.

Outro detalhe é que, caso você esteja em uma verdadeira Eurotrip, para quem vem de outras cidades europeias, Amsterdã é facilmente acessível de trem. As conexões com Paris, Bruxelas e algumas cidades alemãs são frequentes e confortáveis. Além disso, a estação central fica bem no coração da cidade, então você já sai do trem praticamente no meio de tudo. Vale, então, pesquisar e verificar se a melhor opção de chegar à cidade é de avião ou de trem, tá?

Nosso roteiro em Amsterdã

Aqui é o tópico onde faço um resumo para você dos pontos turísticos que visitamos e a ordem deles em cada dia. Assim você consegue entender um pouco o caminho que percorremos, vamos lá:

Dia 1 – chegada à Amsterdã a noite, via aeroporto Schiphol; pegamos o ônibus que levou até o centro da cidade.

Dia 2 – passeio pelo centro histórico da cidade: Mercado das Flores, Begijnhof; Van Gogh Museum a tarde; Museu da Anne Frank à noite.

Dia 3 – Rijksmuseum pela manhã; volta à Milão via aeroporto Schiphol.

Os museus de Amsterdã

Como havíamos pouco tempo na cidade, nosso foco ao montar o roteiro foi priorizar o que gostaríamos de ver. E atenção aqui, essa parte é importante: nós no Voyajando gostamos de museus e temos a tendência de prioriza-los. E se você segue o mesmo “estilo de viagem”, perceba que os museus tendem a esgotar seus ingressos com bastante facilidade – principalmente o Anne Frank. Digo isso porque minha cunhada já foi duas vezes a Amsterdã e em ambas não conseguiu entrar na casa onde a família Frank morou, então fica a dica para você se adiantar caso queira vê-la por dentro.

Dito isso, claro que, como muitas cidades europeias, Amsterdã é uma cidade que respira arte e história, e seus museus estão entre os melhores do mundo. Durante nosso fim de semana, fiquei feliz de conseguir visitar os três principais e cada um foi realmente uma experiência única – realmente não tiraria nenhum da minha viagem. Então bora saber mais sobre eles:

Museu Van Gogh

Já no sábado nós começamos pelo Museu Van Gogh, que abriga a maior coleção de obras do pintor holandês no mundo. São mais de 200 pinturas e 500 desenhos que contam toda a trajetória artística de Vincent van Gogh. O museu é moderno e bem organizado, seguindo uma ordem cronológica que nos leva pela vida do artista desde seus primeiros trabalhos até as famosas obras dos últimos anos.

Ver “Os Girassóis” e “O Quarto” e tantos outros quadros famosos ali, ao vivo, é realmente emocionante. O áudio-guia, que compramos diretamente na bilheteria, ajudou muito a entender o contexto de cada obra e os momentos da vida de Van Gogh. Diríamos que é fundamental comprar o ingresso online com antecedência porque realmente esgota rápido, principalmente nos fins de semana. Nós reservamos tudo pelo Get Your Guide e foi ótimo porque pudemos entrar diretamente e sem perrengues. Vale o aviso também aqui: quando chegamos lá, os ingressos para comprar e entrar no dia estavam esgotados. Se você quer garantir a sua visita, vale a reserva antecipada.

Outra dica importante: eu reservaria pelo menos duas horas para a visita. O museu é grande e pode ficar bem cheio, então se conseguir ir logo no primeiro horário da manhã, melhor ainda, daí a experiência fica mais tranquila.

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Casa de Anne Frank

E no mesmo dia que visitamos o Van Gogh Museum a tarde, pudemos conhecer a Casa de Anne Frank à noite. O legal aqui é que os ingressos vão até um pouco mais tarde e como é um ambiente interno, não fez diferença se entramos no museu de dia ou à noite, então deixamos para conhecer a cidade com a luz solar (lembrando que no inverno escurece muito rápido), e fomos ao museu quando já estava escuro.

A Casa da Anne Frank é uma das experiências mais tocantes que tivemos em Amsterdã. Foi lá que a família Frank e outras pessoas se esconderam por dois anos durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto fugiam do regime nazista. Foi lá também que Anne escreveu seu famoso diário, antes de ser levada junto com a família para os campos de concentração. No fim da guerra, o pai que conseguiu sobreviver ao regime nazista, resolveu publicar o livro que acabou rodando todo o mundo, com centenas de traduções, trazendo os relatos sobre o que a família passou pelas lentes de escrita da filha.

Nós nos preparamos para a visita comprando o ingresso com antecedência (como já te demos a dica) e também assistindo ao filme O Diário de Anne Frank, de 2016. Um filme alemão que mostra exatamente o local e conta a história baseada no livro de Anne. Fica aqui a indicação já que foi bem interessante assistir ao longa um pouco antes de viajar, bem no estilo dos posts turistando na quarentena que fizemos aqui no blog (quem lembra?).

O tour com audio guia (em português) incluso nos leva pela casa e pelos cômodos onde eles viveram escondidos. O local é bem estreito e é preciso ter paciência com a quantidade de gente que visita o lugar todos os dias, pois afinal era um esconderijo não preparado para a horda de turistas que receberia dezenas de anos depois. É uma visita bem interessante e bem real também, já que a casa preserva muitos detalhes originais, como a estante que disfarçava a entrada do esconderijo.

A visita dura cerca de uma hora e meia, e tem áudio-guia incluído no preço. E vale repetir: compre o ingresso com antecedência (se puder, com meses de antecedência) para garantir a visita. Não é exagero: os ingressos realmente se esgotam muito rápido.

Rijksmuseum

Quase como o Louvre para a França, o Rijksmuseum é um dos principais museus dos Países Baixos e é, portanto, uma visita incrível para quem quer entender a história e a arte holandesa. O prédio em si já é uma obra de arte, e lá dentro você encontra tesouros como “A Ronda Noturna” de Rembrandt e obras de Vermeer, incluindo “A Leiteira”.

Localizado pertinho do Van Gogh Museum, o Rijksmuseum é muito grande e dá para investir muito tempo lá dentro – juro, ficamos até cansados. Visitamos o local no domingo, antes de pegar o voo de volta, e o que achei interessante é que, a depender do tempo que você tem disponível, é possível escolher no próprio aplicativo do museu uma das rotas a seguir. Nós, por exemplo, nos dedicamos as principais obras-primas – ou as mais famosas – que estão ali reunidas. Foi o jeito que achamos de conseguir ver um pouquinho de tudo e ainda assim cumprir nosso horário apertado.

É possível comprar o ingresso na hora mas a gente recomenda fortemente que você adquira tudo online, antes. A programação vai ser sua melhor amiga nessa viagem pois, assim, você evita filas gigantescas e entra direto, sem perrengue.

O que fazer em Amsterdã

Os canais de Amsterdã

E como nem só de museus se faz uma viagem de dois dias, é impossível falar de Amsterdã sem mencionar seus famosos canais. A cidade tem mais de 100 km de canais e cerca de 1,5 mil pontes (!) – e é por isso que ganhou o apelido de “Veneza do Norte”. Os canais principais foram construídos no século XVII e hoje são Patrimônio Mundial da UNESCO.

Para visitá-los basta caminhar pelas margens dos canais, já que estão por todas as partes e se você estiver no centro histórico, é praticamente impossível não achá-los. E essa é uma das melhores formas de conhecer a cidade. Foi muito legal encaixar esses passeios entre um ponto turístico e outro, admirando as florzinhas aqui e ali, o ir e vir dos ciclistas (são muitos), as casas-barco (tem gente que realmente mora ali), e, claro, a arquitetura das casas estreitas e altas, com suas fachadas inclinadas. Tudo isso cria realmente um cenário único e dá para entender porque para muita gente Amsterdã fica entre as cidades mais bonitas da lista.

E falando dos predinhos, tome um tempo para reparar que cada prédio tem sua personalidade: com janelas diferentes, portas deslocadas, alguns com a fachada muito fina e super compridos. Parece haver um padrão mas na verdade conseguimos apontar várias diferenças. Ah, e muitos têm também ganchos no topo, que eram usados para subir móveis pelas janelas – as escadas internas eram (e ainda são) muito estreitas.

Caso você não queira perder nada, saiba que na pesquisa identifiquei que os canais mais famosos são o Herengracht, Prinsengracht e Keizersgracht, que formam anéis ao redor do centro histórico. Eu não sabia disso quando visitei Amsterdã, mas fica aqui a dica para você procurá-los, caso queira.

Mercado das Flores (Bloemenmarkt)

O Bloemenmarkt é o único mercado de flores flutuante do mundo e uma atração que vale entrar no seu roteiro. Fica no canal Singel e funciona desde 1862, originalmente abastecido por barcos que vinham das regiões de cultivo de flores.

Consideramos por aqui o melhor lugar para comprar souvenirs já que são muitas opções (nossos imãs saíram todos de lá) e além disso você ainda encontra tulipas de todas as cores (quando é época), bulbos para levar para casa, e uma variedade incrível de flores frescas e plantas. Mesmo que você não vá comprar nada, vale a pena caminhar entre as bancas para sentir os aromas e ver as cores vibrantes.

O mercado funciona todos os dias e fecha no finzinho da tarde. Fica bem no centrinho histórico, então é fácil de encaixar no roteiro entre outras atrações.

Begijnhof: o convento escondido

O Begijnhof é outro lugar especial e interessante pela sua história que você pode incluir quando estiver próximo do centro de Amsterdã. Se trata de um complexo medieval que fica escondido e que na realidade foi originalmente uma espécie de convento onde viviam mulheres religiosas leigas chamadas beguinas, que não eram exatamente freiras, mas viviam uma vida religiosa.

Quando você entra no quintalzinho interno, parece que você saiu da cidade. É quase como um oásis de tranquilidade no meio da agitação típica de Amsterdã. As casas ao redor do pátio central datam dos séculos XIV ao XVII, e no centro tem uma pequena igreja inglesa e uma capela católica escondida. A entrada é gratuita, mas é importante respeitar o silêncio e a privacidade dos moradores – há placas o tempo todo que pedem por isso.

Para encontrar a entrada, procure pelo portão discreto na Spui. Muita gente passa reto sem perceber, mas quando você atravessa o portão, é como ser transportado para outra época. O lugar fecha às 17h, então programe-se para ir durante o dia.

Bônus: o que comemos em Amsterdã?

Não é uma prioridade, mas uma das coisas que sempre gostamos de fazer por aqui é buscar um pouco da gastronomia local. Em Amsterdã, eram dois os nossos focos no pouco tempo que tínhamos: o famoso Stroopwafel e o croquete.

No caso do Stroopwafel, talvez você já tenha vista a loja instagramável no centro de Amsterdã chamada van Wonderen Stroopwafels. Para quem não conhece ainda, o stroopwafel consiste em dois finos biscoitos em formato de disco, unidos por uma camada de calda de caramelo. É uma iguaria holandesa que pode ser encontrada em mercados, lojas e cafeterias da cidade, muitas vezes apreciada quente, com o caramelo derretido, acompanhando um café. É um waffle mas parece mais um biscoito, pois é crocante e, nesse caso da loja aí famosa, é MUITO doce. Para nós é exagerado, mas caso você goste de algo muito doce, pode procurá-la para experimentar.

Já nos outros lugares, existem ainda variações – o mini strooopwwafel foi o meu preferido e compramos no mercado. O importante é saber que a calda de caramelo é o elemento principal, feita com açúcar, manteiga e canela, e pode ser encontrada em diversas variações de sabor, como mel, nutella e chocolate. 

Outra comida típica que vale experimentar – com uma generosa dose de mostarda, diga-se de passagem – é o croquete holandês, conhecido como “kroket” ou “kroketten”, uma comida típica e muito popular em Amsterdam. É mesmo um croquete. Um salgado frito cilindrico e geralmente recheado com carne ou variações de frango ou versões vegetarianas. Tem em todos os lugares e vale experimentar dentro do pão, como fizemos no Eetsalon Van Dobben. Achei uma mistura interessante!

O que mais fazer em Amsterdã?

Citei até agora os principais locais que visitamos quando estivemos na cidade, mas claro que ainda tem muito mais e agora vamos falar do que faltou. Lembrando, voyajante, que temos também a matéria da Jeanine, que visitou Amsterdã em 2018 e fez uma viagem diferente da nossa quando esteve por lá. Leia aqui e planeje-se também com ela!

Heineken Experience

A Heineken Experience é uma atração interativa na antiga fábrica da cerveja mais famosa dos Países Baixos. Não é exatamente um tour pela produção atual, mas uma experiência multimídia que conta a história da marca e ensina sobre o processo de fabricação da cerveja.

O ingresso custa inclui o tour e duas cervejas no final. Todo mundo que vai diz que é divertido, especialmente se você vai em grupo, e também entraria na minha lista caso eu tivesse mais tempo na cidade.

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Passeio de barco pelos canais

Um passeio de barco pelos canais é algo que eu faria se tivesse mais tempo por ali. Durante o dia, você consegue ver melhor os detalhes da arquitetura e observar o movimento da cidade. À noite, as luzes refletidas na água criam um clima romântico incrível.

Existem várias empresas que fazem o tour, e os preços variam também. Tem opções de snacks, de diferentes drinks ou vinho, e algumas oferecem também áudio-guia em português, o que pode ajudar a entender melhor a história dos lugares por onde você passa. Nos meses mais quentes, vale pegar um barco aberto para curtir melhor a experiência.

Coffee Shops

Os coffee shops de Amsterdã são famosos no mundo todo, e fazem parte da cultura local. São locais licenciados onde é permitido o consumo de cannabis, algo tolerado no país desde os anos 70. Mesmo que você não consuma, é interessante entender como funciona essa política de tolerância que é única na Europa.

Se você decidir visitar um, lembre-se que não é permitido fumar tabaco dentro (só cannabis pura ou vaporizada). Existem opções para todos os perfis, desde os mais turísticos até os frequentados pelos locais.

Distrito da Luz Vermelha (Red Light District)

O famoso Red Light District é também uma das áreas mais conhecidas de Amsterdã e faz parte da história da cidade há séculos. Durante o dia, é interessante passar por lá para ver a arquitetura histórica e entender como essa região se desenvolveu. À noite, ganha vida com os neons vermelhos, cafés, bares e um movimento bem intenso.

Independente do que você pensa sobre o tema, é uma parte importante da cultura local e vale conhecer, nem que seja só para caminhar pelas ruelas históricas. A área também tem restaurantes e bares, então pode ser uma opção para jantar. A Jeanine explicou melhor sobre o distrito no post dela, vale se aprofundar e entender um pouquinho melhor também.

Vondelpark

O Vondelpark é o Central Park de Amsterdã, um espaço verde enorme no coração da cidade onde os locais vão para relaxar, fazer piquenique e praticar esportes. No verão, rola festivais de música gratuitos e sempre tem um movimento gostoso de famílias e jovens curtindo o parque.

Dizem ser o lugar perfeito para descansar entre os museus ou para fazer um lanche no meio da tarde. Tem vários cafés espalhados pelo parque, e no verão você pode alugar uma bicicleta e pedalar pelas trilhas internas. Nós fomos para Amsterdã no inverno e, além do pouco tempo que tínhamos, não animamos muito em ficar a céu aberto no friozinho que estava fazendo hahahah.


E, por fim, mas não menos importante: me despeço de vocês com esse gostinho de quero mais. Tivemos a oportunidade de conhecer Amsterdã em uma viagem a trabalho do Bruno, e encaixamos dois diazinhos para poder sentir um pouco a cidade e conhecer o que dava para conhecer. Confesso que escrevendo agora, fiquei impressionada com o tanto que fizemos em dois dias e o crédito disso vai para o planejamento antes da viagem, a compra de ingressos com antecedência e a boa localização do hotel – perto dos museus – que nos ajudou a alcançar os principais pontos turísticos mais rapidamente.

Claro que faltou bastante coisa do “pacote básico de turismo de Amsterdã”, como vocês puderam ver. Mas se você só tem dois dias na cidade, vale a visita mesmo assim. Estamos aqui para provar isso! 🙂

Até a próxima voyajante! Não esquece de seguir a gente nas redes sociais e nos acompanhar no nosso canal, sua companhia é importante para continuarmos crescendo! Obrigada! 🙂

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