Bate e volta do Porto: visitando Guimarães e Braga, Portugal

Porto é a maior cidade do norte de Portugal e, por causa disso, é muito comum ela servir de base para se conhecer a região. A partir de Porto, fizemos um bate e volta para Guimarães e Braga, duas cidades que tem forte valor histórico e cultural. As duas no mesmo dia. E, sinceramente, voyajante, não é uma imersão na origem dos nossos colonizadores, mas com muita alusão ao Brasil. Já ouviu falar dessas delas? 

Guimarães costuma ser chamada de berço de Portugal, enquanto Braga é conhecida como a cidade dos arcebispos, marcada pela religiosidade e por santuários monumentais. Juntas, elas ajudam a entender como o país se formou, tanto do ponto de vista político quanto religioso. E foi um mergulho. Espero que eu consiga traduzir um pouquinho para você o quanto eu amei esse rolê. 

Legal mencionar que se você não estiver de carro, mas em Porto, você pode fazer o mesmo rolê de trem ou com uma excursão. No GetYourGuide, nosso parceiro aqui no blog, você encontra algumas opções de passeios. Vale conferir. 

Powered by GetYourGuide

Guimarães: onde Portugal nasceu

Guimarães é uma das cidades mais simbólicas do país. Foi ali que nasceu Dom Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, e onde se desenrolaram episódios decisivos para a independência do reino. Eu tentei fazer uma contextualização histórica na matéria principal da road trip por Portugal, então vou tentar não me aprofundar muito por aqui também. Mas, é sério, caminhar por Guimarães é como uma viagem no tempo, mais especificamente para a Idade Média. Não é à toa que o  seu centro histórico é classificado como Patrimônio Mundial da UNESCO

Centro histórico

O tom medieval vem das ruas estreitas, do calçamento de pedra e dos edifícios com fachadas tradicionais. Apesar de turística, não é um destino como Porto ou Lisboa, então não é aquele emaranhado de gente. Nem mesmo nas duas principais atrações da cidade: o Castelo de Guimarães e o Paço dos Duques de Bragança – que falaremos mais a seguir.

Como tanto o castelo quanto o paço abriam apenas às 10h, a gente começou pelo centrinho mesmo. Após (mais um) cafezinho, conhecemos o Largo da Oliveira, Largo da República do Brasil (é do Brasil-sil-sil) e a Igreja da Nossa Senhora da Consolação – que você pode entrar para dar uma espiadinha. Se quiser subir para uma foto panorâmica, aí tem que pagar um ingresso. Ali das redondezas está ainda o teleférico para você que quer visitar o Santuário da Penha. Nós não fomos. Preferimos ficar pelo centrinho e dar uma passadinha na bela Igreja de São Francisco. Mas, só por fora, era mais uma igreja que precisava pagar para entrar. Infelizmente. 

Road trip em Portugal

Curioso ali pertinho da igreja as chamadas zonas do couro, antigos tanques de lavagem de pele. Tipo aqueles que vimos no golpe que caímos lá no Marrocos – e você pode ler sobre a experiência aqui ou aqui (na matéria que escrevi em conjunto com a Jenifer sobre perrengues de viagem). 

Feira Afonsina

O mais legal é que fomos pegos de surpresa (você não, porque você lê o Voyajando) pela Feira Afonsina, também conhecida como Feira Joanina de Guimarães. Já ouviu falar? Eu não tinha. Trata-se de um evento anual que transforma o centro histórico da cidade em um verdadeiro cenário medieval. Ah, Jeanine, você já falou que visitar Guimarães é uma viagem no tempo! Eu, sei, voyajante, e muito provavelmente a minha visão tenha sido afetada por este evento que vos explico. 

Realizada normalmente no início do verão (lembre-se, estivemos na cidade no finalzinho de Junho 2025), a feira recria o ambiente do século XII, período ligado à fundação de Portugal e ao reinado de Dom Afonso Henriques. Ela acontece durante alguns dias (e calhamos de estar logo no primeiro) em vários pontas da cidade, e ruas e largos ganham bancas de artesanato, comidas típicas, trajes de época, apresentações musicais, encenações históricas e torneios que remetem à vida medieval. 

E o mais bacana é que todo mundo entra na dança. Tanto moradores quanto comerciantes participam vestidos a caráter, criando uma atmosfera que vai muito além de turismo. Eu não poderia recomendar mais. Aliás, bom dizer já que decidimos almoçar entre a visita do Paço dos Duques e do Castelo de Guimarães. Fomos de limonada, caldo verde (eu sei, estava quente, mas não resisti) e pão com chouriço. Muito legal (e gostoso). 

Paço dos Duques de Bragança

Depois das 10h, fomos visitar as principais atrações de Guimarães, já que ainda teríamos Braga no dia e não poderíamos nos estender muito no primeiro destino. Uma pena, sinceramente. Porque a Feira Joanina estava bem legal. Mas, vamos lá.

Começamos com o Paço dos Duques de Bragança, um palácio do século XV construído por Afonso, primeiro Duque de Bragança (e filho bastardo de D. João I). Ele representa o lado mais residencial e aristocrático da nobreza portuguesa – e por ali ainda encontra-e mobília da época, dando para a gente (que visita) um vislumbre de como era a vida da elite portuguesa. 

Ali do ladinho, entre o Paço dos Duques de Bragança e o Castelo de Guimarães está a Capela de São Miguel. Reza a lenda que foi ali que o primeiro rei português foi batizado. Ela é bem pequenininha e a pia batismal está do lado da entrada, se você ficar olhando só para frente (altar), é capaz de perdê-la hahaha

Castelo de Guimarães

Depois do almocinho, fomos para o Castelo de Guimarães, o grande símbolo da cidade e um dos monumentos mais importantes de Portugal. Sua construção começou no século X, com o objetivo de proteger o mosteiro e a população local de invasões, especialmente durante o período da Reconquista Cristã. A contextualização histórica, eu já falei, ficou lá na matéria geral da road trip por Portugal

E, sinceramente, apesar da visita ao castelo ser relativamente simples – principalmente se compararmos com a visita ao Castelo de Santa Maria da Feira – ela é bem bacana pelo seu valor histórico e simbólico. É aquele castelo com cara de castelo, sabe? A gente pode andar pelas muralhas, torres e o pátio interno. A torre central estava fechada no dia pois estavam atualizando a mostra. Do alto das muralhas, a vista alcança boa parte da cidade (e com a festa acontecendo por ela, foi bem bacana de ficar curiando lá de cima. 

Informações importantes sobre Guimarães

Estacionamento:

No centrinho histórico, não encontramos vaga na rua e paramos o carro em um estacionamento privado. Não sabíamos da festa e muito por conta disso, provavelmente, a cidade estava bastante cheia – mesmo que a gente tenha chego bem cedinho para os padrões europeus de viagem.

Para visitar o castelo, a gente pegou o carro e estacionou mais perto. Tivemos sorte de encontrar vaga na rua e gratuita. 

Ingressos:

A gente comprou os ingressos para as atrações na bilheteria do local – que fica no Paço dos Duques de Bragança. Aí, Jeanine, mas eu só quero visitar o Castelo. Não tem bilheteria no castelo, voyajante. Mesmo assim tem que ir até o outro lado para comprar. Era o nosso intuito desde o começo, mas deu um problema no nosso ingresso do GetYourGuide (primeira vez que acontece na vida, juro!) e fomos até a bilheteria tentar resolver. Não conseguimos.

O estorno veio na hora pelo chat to GetYourGuide e o moço que estava nos atendendo começou a curiar sobre de onde éramos, o que fazíamos e onde vivíamos e, com isso, descobriu que 1) o Ed é residente em Portugal e 2) o Gian é cidadão português. Então a única que acabou pagando ingresso (€8) foi esta que vos escreve mesmo. E aí entramos nos dois lugares, né? O famoso por que não?

Braga: tradição religiosa e paisagens impressionantes

Depois de Guimarães, o roteiro seguiu para Braga em menos de 30 minutos de carro, uma das cidades mais antigas de Portugal e um dos principais centros religiosos do país. Sabia dessa? Pois então. Ela foi fundada ainda no período romano, e é até conhecida por alguns como a Roma de Portugal.

Quando pesquisando sobre Braga, a única coisa que eu achei que “tinha” na cidade era o Santuário do Bom Jesus do Monte que, aliás, nos foi recomendo ao pôr do sol. Como visitamos a cidade no verão, e o pôr do sol era lá pelas tantas da noite, isso não seria uma possibilidade. Mas, enfim. O que eu queria dizer mesmo foi a minha surpresa ao conhecer também as outras atrações turísticas – ou pontos de interesse – de lá. E uma das atrações aqui foi a minha favorita da road trip por Portugal inteirinha – e olha que foram muitos dias, hein

Centro histórico de Braga e Sé de Braga

Para a nossa surpresa, também pegamos Braga em festa. Mas não era um evento medieval igual em Guimarães, era a nossa velha e boa festa junina mesmo. Calma, não é igual a do Brasil com ritmo de quermesse e quadrilha não. Pelo menos não vimos nada disso. Tinha muito enfeite, cor, música pela cidade, fanfarra, uns bonecão (tipo de Olinda em menores proporções, sabe?). Tava bastante animado. 

E por conta disso, tivemos que parar em um estacionamento pago mesmo para já garantir a nossa vaga e começar o nosso rolê. 

Começamos o nosso roteiro passando em frente ao Café À Brasileira, que obviamente paramos depois para mais um café, e seguimos para a Rua do Castelo, ver de pertinho aTorre da Menagem, que é o que sobrou do Castelo de Braga, demolido no século XX. Ali na região também estão o Jardim de Santa Bárbara e o Paço Episcopal, do século XIV. Tá para construírem (mentira, tem vários, mas cabe aqui o exagero) lugar mais fotogênico. É bem bonito. Apesar do calor que nos fez conhecer em cinco minutos e correr para a sombra.

Um destaque do centrinho de Braga é o Arco da Porta Nova, um monumento nacional desde 1910 – que resistiu à demolição das antigas muralhas que circundavam a cidade. E não, eu não tive a pachorra de tirar uma foto decente do lugar. Que blogueira de viagens, não é mesmo? Confesso que o calor me deixa mais atrapalhada do que o normal. 

Sé de Braga

Ali no centro está Sé de Braga, a catedral mais antiga de Portugal, já que começou a ser construída lá em 1070 a mando de D. Henrique e D. Teresa, pais do nosso famoso D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, em cima de ruínas romanas ali existentes. Ainda em funcionamento, é considerada um dos edifícios religiosos mais importantes do país. Não só pelas suas influências românicas, góticas, manuelinas e barrocas, que podemos observar no interior e no exterior do lugar, que chamou (e muito!) a minha atenção por parecer uma imensa colcha de retalhos.

Eu não ia entrar não. Mas como não poderia?

Aliás, por falar em ruínas romanas em Braga, também podemos falar sobre as Termas Romanas do Alto da Cividade descobertas em 1977 – e datadas do século I. Elas estão localizadas um pouquinho mais afastadas das outras atrações centrais, e como o dia ainda renderia o Santuário do Bom Jesus do Monte, a gente não incluiu no roteiro dessa. 

Curiosidade rapidinha

Existe uma expressão em português de Portugal (o famoso pt—pt) que é “mais velho que a Sé de Braga” de tão enraizado que é o quão antiga é essa igreja. Então, fica aí a dica, voyajante, se você quiser chamar alguém de velho e deixar aquele ar de entendido, você pode compara-lo à Sé de Braga. 

A visita

Você consegue visitar o cloister gótico da Catedral Metropolitana de Braga sem adquirir um ingresso – e foi por conta de sua beleza e dos altares ao redor dele que eu não resisti – quis entrar e ver por dentro. Existem três tipos de tickets disponíveis na bilheteria, cada um com um tipo diferenciado de acesso. Eu quis tudo – a igreja, as capelas e o tesouro-museu. Acabei sendo surpreendida com uma visita GUIADA ainda por cima. Não poderia ter ficado mais feliz. Foi €5 o ingresso conjugado. 

Mas, para ser bem sincera, eu não vi muito do Tesouro-Museu porque o Ed estava nos esperando lá fora – não se empolgou que nem eu com a igreja. Fiz ele entrar em muitas durante a road trip por Portugal, hahaha. O tour guiado cobre mesmo as capelas e o coro alto, chamado de percurso 2. E esse eu recomendo demais! A igreja em si é o percurso  – que também não pode faltar.

A igreja (ou percurso 3)

Talvez dizer que a catedral foi construída no final do século XI não evidencie o quão surreal é isso. Portugal não era nem um país nesse período – e um pouco mais da história do país, de novo, você pode encontrar lá na matéria geral da road trip. No final do texto. Vai lá.

E outra coisa surreal é entrar na igreja bem medieval (bem no sentido de intensidade mesmo: ela é escura, alta, gótica e muito rica em detalhes) e dar de cara com um brilho dourado no teto, que parece querer ganhar a escuridão de dentro do lugar. E eu sei, parece que eu estou alucinando enquanto escrevo isso – mas não. É real e as fotos não fazem jus. É uma alusão muito forte (e talvez um tanto quanto romântica) sobre a luz e as sombras, em tudo que toca religião. 

Esse dourado do teto nada mais é que um vislumbre do Coro Alto que visitaríamos parte do percurso 2 no tour guiado e que falaremos mais adiante. O que eu quero ressaltar aqui é o quão especial foi e o quão diferente é a Sé de Braga com todas as outras igrejas que eu visitei nesta vida – só por esse pedacinho mesmo. É demais. 

Capelas e Coro Alto – percurso 2

Depois de visitarmos a igreja por nós mesmos, encontramos o guia do lado de fora para continuarmos o tour dentro da Sé de Braga. 

  • A primeira parada é a Capela dos Reis – a mais legal, na minha opinião. Não pela sua estrutura gótica e nem nada disso, mas pelas pessoas historicamente importantes que descansam ali dentro. Estão ali os condes D. Henrique e D. Teresa, pais de D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal; e o Arcebispo D. Lourenço Vicente. Este último viveu entre 1374-1397 – sendo inclusive o arcebispo que acompanhou e abençoou os portugueses antes da batalha de Aljubarrota contra a Espanha (road trip conta um pouco disso aí, já que passamos pelo Mosteiro da Batalha) – e, quando foi exumado por volta de 1663, foi encontrado “mumificado”. No corpo dele, consegue-se ver (não encarei muito, confesso) marcas de guerra. É bem surreal. Olha aí eu usando a palavra pela terceira vez. 
  • Depois, fomos para a Capela de São Geraldo datada do século XII e renovada em meados do século XVIII. Ela foi construída como capela funerária para o arcebispo de Braga e conta com azulejos e pinturas a óleo com cenas que representam a vida do santo. 
  • A última é a Capela da Glória, do século XIV. Algumas coisas chamam atenção dentro dela – além do túmulo do Arcebispo Gonçalo Pereira. São as paredes como motivos geométricos que lembram arte árabe.

Por fim, fomos para o Coro Alto, a cereja do bolo da visita. Escrevi o quão magnifico era por baixo, ao olha-la pela catedral, não é mesmo? Pois você ainda não viu ela por ela mesmo – e eu sei que o seu olho tá puxando para a foto abaixo. Então vai lá apreciar e eu já continuo (apesar das fotos terem ficado vergonhosas, viu? Quando o vídeo do canal ficar pronto, venho aqui compartilhar o link para você conseguir ver um pouco melhor).

O coro alto apresenta assentos (cadeiral é o nome) de coro duplos com talha dourada elaborada e uma cátedra para o arcebispo, tudo executado em pau‑santo com adorno barroco joanino. Um dos destaques é também o relógio entalhado de 1737 que está parado exatamente às 15h. Segundo o guia, o horário que Cristo foi crucificado. Ao redor, estão dois órgãos históricos do século XVIII, ricamente decorados, que complementam a estética sonora e visual do espaço. 

A gente só não conseguiu apreciar mais porque chegou uma excursão de escola com muitas (muitas!) crianças e a magia se quebrou com toda a correria e empurra-empurra. Talvez por isso as fotografias porcas. Mas, recomendo, hahahaha

Tesouro-museu – percurso 1

Contraditoriamente, o percurso 1 foi o último do nosso tour pela catedral de Braga. Nesse momento, o guia deixa a gente por nós mesmos e visitamos cada uma das salas que armazenam mais de mil anos de arte sacra relacionadas com a Sé de Braga e Portugal. Como eu disse lá em cima, a gente passou rapidinho por ela. Mas, se é algo que te interessa, você vai gostar!

Igreja da Santa Cruz

Por fim, terminamos o passeio vendo por fora mesmo a Igreja de Santa Cruz, de estilo barroco lá do século XVII. Eu quis colocar no roteiro por se tratar da igreja que guarda hoje a cruz presente na primeira missa do Novo Mundo – a gente – em 26 de abril de 1500.  

Existe ali ainda uma lenda que se a mulher encontrar a figura de três galos na sua fachada – pronta ela está para se casar. A gente achou dois, mas como eu já casei mesmo, não perdemos muito tempo nisso, haha. E fiquei com aquela sensação de quem nem existe três que é um aprendizado que “casamento não resolve a vida de ninguém”. 

Ali do ladinho fica a o letreiro de Braga para fotos. 

Depois de rodar o centrinho, voltamos para o cara para a nossa última atração do dia: o Santuário de Bom Jesus do Monte. Como o lugar fecha às 18h, estávamos atento ao horário para poder visitar o lugar com calma – principalmente pelo lugar estar em cima de um monte, como o nome diz. E apesar de existir um funicular a partir do meio do caminho, a gente foi de carro mesmo. O estacionamento é bem simbólico, custando apenas €1 (Junho 2025).

Santuário do Bom Jesus do Monte

O grande destaque de Braga é o Santuário do Bom Jesus do Monte. Não é a toa que o lugar é considerado um dos conjuntos religiosos mais impressionantes da Europa. Quando você visita, você até entende porque o lugar começou a ser construído em 1784 e só terminou em meados do século XIX. Localizado no alto de uma colina, o santuário é famoso principalmente pela sua escadaria monumental barroca, que sobe em zigue-zague pela encosta do monte. 

Road trip em Portugal

Como fomos de carro, não encaramos todos os degraus. Por um lado, isso foi muito bom, já que o calor que estava fazendo não era nada encorajador. Porém, eu senti que ficou faltando algo da visita, sabe? Então o Gian foi voar o drone dele com o Ed e eu fui para a escadaria. Sim. Eu desci para subir de novo. 

A escadaria do Santuário do Bom Jesus do Monte

A escadaria é dividida em diferentes patamares, decorados com fontes simbólicas, estátuas e capelas que representam a Via-Sacra. Então, faz parte da experiência, sabe? Não só pela experiência física, mas também a contemplativa. Eu fiz um vídeo com todas elas para o nosso Instagram – já segue a gente lá? – e se você quiser ver, o link está aqui.

São 116 metros de altura dividida em 3 “seções” – ou 573 degraus: do pórtico (que conta com o brasão de armas do arcebispo responsável pela sua construção), dos cinco sentidos (com fontes de água que representam, bem, os cinco sentidos) e das virtudes (que representam a fé, a esperança e a caridade). 

E as capelas que representam a Via Sacra me lembraram muito das obras de Aleijadinho em Congonhas, Minas Gerais. Eu não consigo mostrar a você, voyajante, por meio de imagens próprias porque na época que eu visitei com meus pais, lá pelos meus 9 anos eu acho, câmeras digitais não eram uma realidade. Se nunca se programou para conhecer a Minas Gerais histórica, puxa, apenas vá. 

O funicular

Como já citado, é possível utilizar o funicular histórico, que funciona desde o século XIX e é um dos mais antigos do mundo ainda em operação. Ele foi construído mais especificamente em 1882 e possui um sistema de contrapeso de água. Fiquei curiosa sobre ele mas, como expliquei acho que no roteiro da Ilha da Madeira, geralmente não vejo muito graça em funiculares. Talvez com o avançar da idade, a minha perspectiva mude. Quem sabe? Nunca diga nunca, não é mesmo?

A igreja

No topo, está a igreja do Bom Jesus. De estilo neoclássico, é rodeada por jardins. Traz aquela sensação de paz, sabe? A vista panorâmica sobre Braga é sim um dos pontos altos do lugar. Então, mesmo se o seu lado religioso não seja lá essas coisas, saiba que o santuário e considerado um dos melhores mirantes da região – especialmente em dias claros. Vale a visita. 

Mas, voltemos a falar da igreja, certo? 

Em formato de cruz latina, tem uma nave única ampla que é impossível de não olhar. É natural, você entra e o olhar vai direto para o altar-mor, onde está representada a Crucificação de Cristo, o principal foco devocional do templo – que depois eu entendi fazer parte da Via Sacra que vamos acompanhando durante a subida da escadaria. Como a gente chegou já lá em cima, não tinha entendido logo de cara que a igreja fazia parte de um conjunto. E sendo sincera, já é muito, muito bonita por si só.

Recomendo um bate e volta?

Sim! Eu sinceramente recomendo e muito um bate e volta a partir de Porto para Guimarães e Braga. Quando montei o roteiro, sinceramente achei que me encantaria muito mais por Guimarães do que por Braga, mas o inverso foi mais verdade. A escadaria do Santuário de Bom Jesus do Monte e a Sé de Braga foram pontos altos de toda a road trip por Portugal. E eu realmente não imaginava que as coisas que eu mais me encantaria estavam no final da viagem. Fica para o próximo post – vamos falar de Tomar

VISITA AO COLISEU

Powered by GetYourGuide

SOBRE NÓS

O Voyajando surgiu do sonho de criar um espaço para trocar dicas de passeios, restaurantes, hotéis e tudo o mais que envolve os pequenos períodos maravilhosos da vida que chamamos de viagens. São elas que nos proporcionam a possibilidade de descobrir novos universos, ter contato com outras culturas e outros jeitos de ver a vida. O Brasil e o mundo estão cheios de lugares incríveis. Vamos conhecê-los juntos?

VISITE O DUOMO DE MILÃO

Posts  Relacionados

Deixe  um  comentário

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *