Do outro lado do mundo: um Intercâmbio em Sidney, na Austrália

Sempre achei as pessoas que sonham alto e realizam seus sonhos vencedoras em todos os sentidos. Ainda bem que tenho amigas que me inspiram dessa forma! Já trouxemos algumas dessas maravilhosas na #sérieintercambio (clica aqui para ver os posts que já saíram), e hoje vamos conhecer um pouco mais da história da arquiteta Natália Peres, que foi para o outro lado do mundo viver um intercâmbio em Sidney, na Austrália.

A Nati fez ensino médio comigo e foi uma das primeiras pessoas próximas a mim que resolveram passar por essa experiência de entrar em um avião em busca do desconhecido e passar um tempo em outro país. O destino escolhido Sidney, e ela foi para passar cinco meses. Eis que até hoje, cinco anos depois, tudo mudou, e minha amiga construiu a sua vida nova lá do outro lado do mundo – onde espero ainda, e muito em breve – visitá-la!

Bora então conhecer um pouco mais de como foi a experiência da Natália na Austrália?


– Qual intercâmbio você fez?
Intercâmbio de inglês, inicialmente de 5 meses (hahaha e estou aqui há 5 anos).

– Para qual país você foi?
Austrália – Sydney City. 

– Como foi no início?
Foi bem difícil. Cheguei sem inglês para me comunicar, tinha apenas a leitura basiquinha de algumas coisas mas era bem tenso. Ainda mais porque logo que chegamos para morar por uns meses, temos que abrir conta no banco, descobrir como funciona o sistema de transporte público, alugar quarto para morar, achar emprego (isso se o País escolhido tiver acordo de trabalho e estudo no visto de estudante), fuso horário, etc. Ter um conhecido facilita muito a vida. Eu fiquei morando no “sofá” de uma conhecida por 3 semanas até achar uma república estudantil.


– Como foram as aulas, o curso que fez?
Meu primeiro dia na escola de inglês foi para fazer uma prova de conhecimentos gerais e descobrir o nível de inglês que eu tinha. A partir daí eles me colocaram na sala intermediária 1, que é logo após o básico. Veja bem, eu tinha o inglês básico hahaha mas, por eu saber conjugar o verbo “to be” e ter noção de gerúndio, já meio que é considerado intermediário e não contam a parte do “speaking”.

– Qual foi o momento mais desafiador que passou durante o intercâmbio?
Sem dúvida a comunicação para trabalhar. É muito frustrante não conseguir se comunicar bem, você estar com tudo na ponta da língua e simplesmente trava, não sair nada pois você não sabe juntar as palavras na outra língua. A sensação de “nossa, eles devem me achar muito burra” é imensa hahaha. Mas, com o passar do tempo, você aprende e entende que você como estudante “bilíngue” está muito mais a frente que os nativos em muitas coisas.


– Qual foi o melhor momento que você passou durante o intercâmbio?
A melhor parte é ter a oportunidade de conhecer novas pessoas e culturas, isso é demais! Você sai totalmente da sua zona de conforto e entende que aquilo que um dia você pensava saber é: “calma.. não, eu não sei de nada!!” Uma das maiores lições que o intercâmbio te ensina é ser paciente e HUMILDE. Claro, digo isso na posição de alguém que chegou aqui com o $ suficiente para 1 mês de despesas….tem essa também. Acho que vai depender do estilo de vida da pessoa e da criação. A gente chega aqui com uma ideia de que temos faculdade, emprego e “o resto é subemprego”. Com o tempo você entende que não existe subemprego, pois num país de “primeiro mundo” isso se chama igualdade social e financeira.
 
– Que dicas daria para quem pensa em fazer um intercâmbio similar ao seu?
Tentar pensar a longo prazo e ser bem realista. Eu tinha em mente ficar apenas 5 meses para estudar inglês, voltar para o Brasil e iniciar meu mestrado. Acabou que eu decidi renovar meu visto e prolongar esse período. No entanto, com isso vem a parte burocrática do país. Resumo: se você já tem em mente querer morar no outro país por alguns anos, se possível, tente sair do Brasil com um visto que te habilite a trabalhar sem restrições ou já sair com emprego “garantido”. Ou ainda, se for algo relacionado a Universidade, que já seja pré-conversado. É muito difícil mudar as coisas já estando em outro país com um visto tão vulnerável que é o “visto de estudante”.

– Você passaria por essa experiência novamente? Ou faria outro intercâmbio?
Sim, com certeza. Mas iria embora antes de me apaixonar pelos gringo hahaha (classic).

– Se você fosse dar uma dica para você mesma quando decidiu fazer o intercâmbio, qual seria?

Estude inglês, antes de sair para estudar inglês.
 
– O que mudou na sua vida desde a decisão pelo intercâmbio?Amadureci pessoalmente em 5 anos o que provavelmente levaria uma “vida adulta” inteira.

– Mais alguma informação sobre que gostaria de acrescentar?
Se você for extremamente ligado a sua família, pense bem antes de começar outra família no exterior. Não é fácil, e vai sempre faltar a metade de alguém. 

E aí, gostou da entrevista da Nati? Desde que se mudou para a Austrália, a vida dela mudou muito! Aliás, você sabia que esse país está entre os mais procurados pelos estudantes brasileiros para um intercâmbio? Listamos os países preferidos nesse post aqui.

Continue também acompanhando nossa #sérieintercâmbio com os relatos e entrevistas de várias pessoas que passaram por essa experiência única de viver em outro país. Se você passou por uma vivência parecida e gostaria de compartilhar com a gente, escreva para blogvoyajando@gmail.com ou fale conosco no Instagram @voyajandoblog!

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