Como visitar a Santa Ceia de Leonardo da Vinci em Milão

Muita gente sabe, mas tem muita gente que não sabe que a Última Ceia, ou Santa Ceia, de Leonardo da Vinci, fica em Milão. E a verdade é que eu também não sabia, e esse pode ser um dos motivos – além de muitos outros que em breve a gente vai compartilhar por aqui – para você incluir Milão no seu roteiro pela Itália. Nesse post então, eu vou contar para você como você pode visitar a Santa Ceia em Milão e alguns dos motivos pelos quais eu acredito que você realmente deveria considerar fazer isso.

Pois bem. Eu sei que minha cidade-moradia não está entre as mais procuradas quando se decide vir pela primeira vez  – ou segunda, ou vigésima – vez para a Itália, assim como eu mesma fiz na primeira vez que vim para cá a turismo. Mas também sei que Milão, é muitas vezes injustiçada, pois só a vista do Duomo de Milão já seria motivo suficiente para passar um tempinho por aqui – pelo menos um dia inteiro como mostrei nesse post (clica para ler). Mas devo acrescentar a essa lista, claro, o motivo desse post: o Cenáculo Vinciano ou, mais precisamente, a Última Ceia de Leonardo da Vinci.

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Como agendar a sua visita

Antes de qualquer coisa, é preciso esse parentêses, já que antes da pandemia, agendar a visita ao Cenáculo Vinciano era simplesmente um competição – quase – impossível. Sem brincadeiras, relatos diziam que você tinha que agendar a sua visita quase três meses antes da sua visita à Milão, se não corria o risco de não ter ingresso.

Nossos ingressos para o Cenáculo Vinciano, na frente da Santa Maria della Grazie

Como vocês sabem, as coisas mudaram ~ um pouco ~ depois de tudo o que aconteceu, e o relato da minha visita é de quase-final-de-pandemia (esperamos), que foi quando vim morar aqui.
Todo esse lenga-lenga para dizer que: para nós foi bem tranquilo. Comprei ingresso com algumas semanas – nem um mês antes – de antecedência e pude até escolher o horário. Lembre-se que você deve chegar com antecedência, se programe certinho.

Isso quer dizer que dá para comprar na hora? Não. Quando chegamos os ingressos estavam esgotados. Então, se planeje sim e compre com antecedência sim, se for importante para você conhecer.

– Veja o preço e compre o ingresso para a Última Ceia aqui e ajude o blog a crescer (link afiliado).

Green pass

Sim gente, ele foi necessário para acessar o museu. E essa é a regra geral em todos os museus daqui, pelo menos por enquanto. Você precisa ter o seu Green Pass (comprovante de vacinação ou teste negativo para Covid-19) para poder entrar no museu. Não sei quando você tá lendo esse post, mas sempre verifique o site oficial para entender quais as regras de entrada que estão em voga agora. Deixo o link aqui.

Ah! E o agendamento é obrigatório, tá bem?

Visitar a Última Ceia

Começo dizendo que foi uma experiência bem única na vida. Eu não estava dando tanta atenção até realmente vê-la de perto. Explico: a gente já viu tantas, mas tantas vezes essa pintura que quando estava indo para lá, parecia que ia ver mais uma vez e pronto. Mas não, é muito impressionante vê-la ao vivo.

A começar pelo tamanho. É grande, enorme. Pega toda a parede do antigo refeitório. Por si só, isso já é muito legal porque, geralmente, as obras de arte e pinturas principalmente são feitas em quadros, que são pequenos (ainda não fui ver a Mona, mas dizem que é minúscula hahahah).

E depois, nos seus quinze minutos que você pode ficar ali – sim, você só pode ficar quinze minutos lá dentro – você começa a olhar e ver a grandiosidade da obra. Uma pintura que eu me lembro imediatamente quando dizem “Santa Ceia“, de tão memorável que ela é.

O resto deixo com vocês porque sei que cada um tem a sua experiência pessoal. Para nós – incluo o Bruno aqui no relato – é mesmo impressionante ver esse trabalho e pensar nas várias curiosidades que têm em torno dela (como o fato do refeitório ter sido bombardeado na guerra, e essa parede por milagre ter ficado de pé!).

No final da visita, você pode passar na lojinha de souvenirs do lado de fora do refeitório e aproveitar para comprar alguma lembrança desse dia, se quiser.

Eis a obra! Parece que não, mas é de verdade!
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Sobre a Santa Ceia em Milão

A Última Ceia, ou Santa Ceia, de Leonardo da Vinci ocupa toda a parede do refeitório, como falei ali em cima. Era o refeitório do convento dominicano de Santa Maria delle Grazie. Os frades na época se reuniam ali para comer, rezar e meditar durante as refeições.

A obra foi encomendada por Ludovico Sforza, governante na época que havia criado uma corte bem agitada em Milão, cheia de artistas, intelectuais e músicos. Leonardo da Vinci estava entre eles, chegando em Milão entre 1482. Aqui trabalhou para os Sforza como arquiteto, pintor, músico, engenheiro militar e arquiteto, permanecendo na corte milanesa até 1499.

No fim do século, Sforza queria fazer de Santa Maria delle Grazie um lugar de celebração de seu poder e também o mausoléu da família. Ele financiou algumas obras no complexo, como reestruturação da galeria da igreja e também a decoração do refeitório do convento. Ele solicitou à Leonardo da Vinci que fizesse a representação da última ceia de Cristo entre seus doze apóstolos.

Segue a gente no Instagram, vai?

Eis que nosso amigo Leonardo resolve pintar a Última Ceia com uma técnica à seco, com pigmentos aplicados em uma camada branca para nivelar e alisar a parede, e não sobre o gesso úmido (ou seja, não é um afresco). A questão é que as cores não foram absorvidas pelo gesso e ficam sobrepostas à parede, tornando a pintura super vulnerável. Junta isso ao fato de que as condições ambientais são desfavoráveis ali, e pouco a pouco a cor foi se perdendo ao longo dos anos após ele ter feito a pintura. Várias restaurações e intervenções foram feitas ao longo dos séculos, e aí acabou que a pintura original acabou se deformando e/ou agravando ainda mais seu estado de conservação.

A última grande restauração do tipo foi em 1999. Mesmo assim, eles adicionaram algumas ações para prevenir ainda mais as perdas: como o número limitado de visitantes, o controle da qualidade do ar no interior do refeitório e o monitoramento contínuo do ambiente. Foi pensado até que, no caminho que usamos para chegar à obra, existem portas automáticas que se fecham e se abrem alternadamente, para filtrar o ar de fora cheio de poluentes que podem prejudicar a obra.

Se você deixar um tempinho dos seus 15 minutos para olhar para o outro lado do refeitório, tem também uma obra lá: que é igualmente bonita!

Porque visitá-lo?

Bom, se você chegou até aqui, sabe que eu sugiro fortemente que, se você puder, vá visitar o Cenáculo Vinciano. É uma obra única – que está se apagando com o tempo ao que tudo indica – e que é mesmo um momento que você não se esquece ao vê-lo pela primeira vez. A experiência, mesmo sendo rápida, é bem interessante e eu sou feliz de ter visitado e conhecido (inclusive hoje penso que demorei muito para conhecê-la, já estou em Milão há dez meses).

Esse post, então, entrou na frente de muitos outros que estão aqui na fila porque não queria perder a oportunidade de indicar esse passeio único em Milão. Depois me conta aqui (ou no Instagram) o que você achou de conhecê-la. Vou amar saber!

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